{"id":4577,"date":"2009-01-12T00:00:00","date_gmt":"2009-01-12T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/11-de-janeiro-dia-de-combate-a-poluicao-por-agrotoxico\/"},"modified":"2009-01-12T00:00:00","modified_gmt":"2009-01-12T02:00:00","slug":"11-de-janeiro-dia-de-combate-a-poluicao-por-agrotoxico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/11-de-janeiro-dia-de-combate-a-poluicao-por-agrotoxico\/","title":{"rendered":"11 de janeiro: dia de combate \u00e0 polui\u00e7\u00e3o por agrot\u00f3xico"},"content":{"rendered":"<p>Nesse domingo, 11 de janeiro, comemorou-se o Dia do Combate \u00e0 Polui\u00e7\u00e3o por Agrot\u00f3xico. Para marcar a data, especialistas ressaltam a agroecologia como uma alternativa para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos de forma mais saud\u00e1vel para o homem e mais equilibrada com o meio ambiente. Eles aproveitam tamb\u00e9m para fazer um alerta para os consumidores. &#8220;\u00c9 preciso que a sociedade como um todo comece a reclamar e a exigir alimentos mais saud\u00e1veis, seja de forma direta ou por meio de representantes pol\u00edticos&#8221;, sugere o eng. agr\u00f4nomo Alfredo Benatto, mestre em sa\u00fade p\u00fablica e ex-diretor de toxicologia da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa).<\/p>\n<p>Benatto ressalta que n\u00e3o h\u00e1 forma segura de usar agrot\u00f3xicos. &#8220;O modelo de desenvolvimento que adotamos gera n\u00edveis de polui\u00e7\u00e3o, de modo geral, que est\u00e3o nos conduzindo para um beco sem sa\u00edda&#8221;, afirma. Para ele, a alternativa seria retornar, &#8220;com mais tecnologia agora&#8221;, a um modelo de produzir alimentos sem o uso de tais produtos. &#8220;O que falta para se desenvolver a agroecologia e a agricultura org\u00e2nica \u00e9 que o setor p\u00fablico assuma a responsabilidade de implementar cr\u00e9dito&#8221;, explica Benatto. Ele destaca que n\u00e3o se trata apenas de uma quest\u00e3o financeira: &#8220;\u00e9 preciso desenvolver programas mais efetivos de assist\u00eancia t\u00e9cnica e extens\u00e3o rural&#8221;.<\/p>\n<p>Para a engenheira agr\u00f4noma Maria Higina do Nascimento, diretora da Associa\u00e7\u00e3o de Agr\u00f4nomos da Bahia e conselheira do Conselho Regional do Crea-BA, a sa\u00edda para a quest\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o seria a agroecologia. &#8220;\u00c9 preciso mudar todo o modelo agr\u00edcola baseado no uso de agroqu\u00edmicos, como adubos e fertilizantes qu\u00edmicos&#8221;, afirma. Para ela, a formula\u00e7\u00e3o de um novo modelo deve contemplar a produ\u00e7\u00e3o de alto valor biol\u00f3gico, sem contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Durante sua carreira, Maria Higina tem defendido a mudan\u00e7a do conceito filos\u00f3fico da agronomia e da pecu\u00e1ria. &#8220;A proposta \u00e9 produzir alimentos que beneficiem a sa\u00fade humana, em equil\u00edbrio com a natureza&#8221;, destacou a agr\u00f4noma. &#8220;\u00c9 obriga\u00e7\u00e3o nossa como profissional da agronomia produzir alimentos de alto valor biol\u00f3gico&#8221;. Com esse objetivo, ela se dedica atualmente \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do mestrado e do doutorado em agricologia na Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo Bahiano. &#8220;Em 2009, devemos iniciar um curso de especializa\u00e7\u00e3o, que dar\u00e1 origem ao mestrado e ao doutorado na \u00e1rea&#8221;, explica.<\/p>\n<p><b>Agroecologia<\/b><br \/>\nO surgimento da agroecologia concide com a preocupa\u00e7\u00e3o pela preserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais. As pr\u00e1ticas agroecol\u00f3gicas se baseiam na pequena propriedade, em sistemas produtivos complexos e diversos, adaptados \u00e0s condi\u00e7\u00f5es locais e em redes regionais de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de alimentos. Baseada nas din\u00e2micas naturais, a agroecologia preza pela sucess\u00e3o natural, que permite a restrutura\u00e7\u00e3o da fertilidade do solos em o uso de fertilizantes minerais e o cultivo sem o uso de agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p>Algumas universidades t\u00eam procurado despertar o interesse dos alunos por essa \u00e1rea. Uma delas \u00e9 a Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo da Bahia (UFRB), por meio do grupo Agrovida, de apoio \u00e0 agricultura familiar e \u00e0 agroecologia. Tamb\u00e9m possuem n\u00facleos espec\u00edficos para esse debate a Universidade Federal de Santa Catarina; a Universidade Federal de Vi\u00e7osa; o grupo de agroecologia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM); o grupo agroecol\u00f3gico Craiberiras, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL); o Espa\u00e7o de Viv\u00eancia Agroecol\u00f3gica, da Universidade Federal de Sergipe (UFS); o Grupo de Estudos de Agricultura Ecol\u00f3gica, da Universidade Federal do Paran\u00e1; a Federa\u00e7\u00e3o de Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB) e a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Estudantes de Eng. Florestal (ABEEF).<\/p>\n<p>*Mariana Zanatta<br \/>\nEquipe de Comunica\u00e7\u00e3o do Confea<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesse domingo, 11 de janeiro, comemorou-se o Dia do Combate \u00e0 Polui\u00e7\u00e3o por Agrot\u00f3xico. 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