{"id":436,"date":"2016-11-17T17:24:00","date_gmt":"2016-11-17T19:24:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/construcoes-desordenadas-prejudicam-nascentes-de-corregos\/"},"modified":"2016-11-17T17:24:00","modified_gmt":"2016-11-17T19:24:00","slug":"construcoes-desordenadas-prejudicam-nascentes-de-corregos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/construcoes-desordenadas-prejudicam-nascentes-de-corregos\/","title":{"rendered":"Constru\u00e7\u00f5es desordenadas prejudicam nascentes de c\u00f3rregos"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\">\n\t<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/img_site\/images\/Abre-Eros%C3%A3o-Tijuco-Preto.jpg\" style=\"margin: 5px;width: 475px;height: 315px;float: left\" \/>A natureza est&aacute; sendo prejudicada pelas constru&ccedil;&otilde;es desordenadas das cidades.&nbsp;A engenheira sanitarista e presidente da Abes-MT, Sara Sueli Caporossi, alerta em mat&eacute;ria a m&iacute;dia local&nbsp;para um controle urgente das edifica&ccedil;&otilde;es que est&atilde;o acabando com as nascentes dos c&oacute;rregos.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t<br \/>\n\tUm exemplo de nascente que deixou de existir por causa do crescimento urbano &eacute; a do c&oacute;rrego da Canjica, que hoje se transformou em um local que recebe esgoto. &quot;Quando se perde uma nascente poucos casos s&atilde;o recuper&aacute;veis&quot;, alerta o ge&oacute;logo Prud&ecirc;ncio de Castro. &quot;Nesse caso espec&iacute;fico possu&iacute;mos uma avenida asfaltada por cima da nascente e edif&iacute;cios altos constru&iacute;dos ao redor. Podemos recuperar cursos d&#039;&aacute;gua at&eacute; determinados limites, quando se extingue a nascente e o solo hidrom&oacute;rfico &eacute; drenado, &eacute; uma transforma&ccedil;&atilde;o irrevers&iacute;vel&quot;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t<br \/>\n\tPouco mais de 24 c&oacute;rregos cortam Cuiab&aacute; e muitos deles transbordam com a chuva forte e a &aacute;gua chega a inundar ruas e casas. &quot;A quantidade de res&iacute;duos que s&atilde;o lan&ccedil;ados nos recursos h&iacute;dricos hoje em dia &eacute; muito grande que chegam a atrapalhar no c&aacute;lculo da &aacute;rea de um canal. A educa&ccedil;&atilde;o ambiental &eacute; muito importante e a popula&ccedil;&atilde;o tem que saber que todos possu&iacute;mos uma responsabilidade social muito grande. Falta consci&ecirc;ncia&quot;, avalia a engenheira sanitarista e presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Engenharia Sanit&aacute;ria, sec&ccedil;&atilde;o de Mato Grosso (Abes-MT), Sara Caporossi.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t<br \/>\n\tJ&aacute; pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), alertam para o fato de que &quot;existe uma cidade clandestina dentro de Cuiab&aacute;, a cidade formal, ou seja, constru&ccedil;&otilde;es desordenadas prejudicam as nascentes&quot;, declara a pesquisadora Eliana Rondon.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tOutro exemplo da ocupa&ccedil;&atilde;o desordenada, mas que conseguiu ser recuperada &eacute; a lagoa encantada no bairro CPA 3 em Cuiab&aacute;. Atualmente recuperada, o local era uma &aacute;rea degradada, cheia de eros&atilde;o e nenhum tipo de verde.&nbsp; O local est&aacute; dentro da micro bacia do c&oacute;rrego do Caju, que &eacute; um os locais de estudo dos pesquisadores da UFMT que desenvolveram um m&eacute;todo que faz um diagn&oacute;stico espec&iacute;fico do curso das &aacute;guas na capital, levando em considera&ccedil;&atilde;o elementos como a vegeta&ccedil;&atilde;o, eros&atilde;o e res&iacute;duos.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t<br \/>\n\t&quot;Nessa &aacute;rea houve um plano de recupera&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas degradadas, onde foi definido que deveria ser plantada &aacute;rvores, o espa&ccedil;amento entre as mesmas, quais as esp&eacute;cies.&nbsp; Tamb&eacute;m identificamos a quest&atilde;o dos res&iacute;duos o que nos mostra se o servi&ccedil;o de coleta regular dos mesmos ocorre, ou&nbsp; se existem bols&otilde;es desses res&iacute;duos espalhados e isso tudo &eacute; quantificado&quot;, explica Eliana Rondon.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t<br \/>\n\tO objetivo &eacute; identificar os pontos de degrada&ccedil;&atilde;o pr&oacute;ximo aos c&oacute;rregos. A maneira como a habita&ccedil;&atilde;o se estabelece e, tamb&eacute;m &eacute; levada em considera&ccedil;&atilde;o nas pesquisas de campo que tra&ccedil;am o perfil de cada regi&atilde;o. &quot;Como que as habita&ccedil;&otilde;es dentro dessa micro bacia est&atilde;o localizadas, se est&atilde;o ocupando &aacute;reas de &aacute;reas de preserva&ccedil;&atilde;o permanentes &#8211; as APPs, &aacute;reas verdes ou de equipamentos comunit&aacute;rios. Com esse m&eacute;todo &eacute; poss&iacute;vel ver essa intera&ccedil;&atilde;o&quot;, descreve.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t<br \/>\n\tO estudo tamb&eacute;m alerta para que se evite constru&ccedil;&otilde;es em locais onde as nascentes existem e se tenha um crescimento urbano ordenado e sustent&aacute;vel, o que vai refletir na qualidade de vida das futuras gera&ccedil;&otilde;es.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A natureza est&aacute; sendo prejudicada pelas constru&ccedil;&otilde;es desordenadas das cidades.&nbsp;A engenheira sanitarista e presidente da Abes-MT, Sara Sueli Caporossi, alerta em mat&eacute;ria a m&iacute;dia local&nbsp;para um controle urgente das edifica&ccedil;&otilde;es que est&atilde;o acabando com as nascentes dos c&oacute;rregos. &nbsp; Um exemplo de nascente que deixou de existir por causa do crescimento urbano &eacute; a do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":437,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-436","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/436","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=436"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/436\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/437"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=436"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=436"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=436"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}