{"id":4327,"date":"2009-08-20T00:00:00","date_gmt":"2009-08-20T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/entrevista-coletiva-estudo-sobre-impactos-de-obras-de-infraestrutura-e-logistica-e-apresentado\/"},"modified":"2009-08-20T00:00:00","modified_gmt":"2009-08-20T03:00:00","slug":"entrevista-coletiva-estudo-sobre-impactos-de-obras-de-infraestrutura-e-logistica-e-apresentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/entrevista-coletiva-estudo-sobre-impactos-de-obras-de-infraestrutura-e-logistica-e-apresentado\/","title":{"rendered":"ENTREVISTA COLETIVA: Estudo sobre impactos de obras de infraestrutura e log\u00edstica \u00e9 apresentado"},"content":{"rendered":"<p>Os representantes das entidades parceiras que comp\u00f5em o Movimento Pr\u00f3-log\u00edstica apresentaram na manh\u00e3 desta quinta-feira (20.08) em coletiva, o estudo t\u00e9cnico que considera fatores e os benef\u00edcios socioecon\u00f4micos e ambientais por meio da viabiliza\u00e7\u00e3o dos projetos priorit\u00e1rios de infraestrutura de log\u00edstica para Mato Grosso.<\/p>\n<p>De acordo com o coordenador do Movimento e consultor da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja\/MT), Edeon Vaz Ferreira, as conversas com os Minist\u00e9rios e as ag\u00eancias federais ligadas aos modais de transportes j\u00e1 foram iniciadas. A meta \u00e9 acelerar em 2010 a disponibiliza\u00e7\u00e3o de recursos, acompanhar de perto o andamento de processos licitat\u00f3rios e das licen\u00e7as ambientais destes projetos. &#8220;No caso da Ferrovia Centro-Oeste (novo nome dado a Leste-Oeste), por exemplo, em conversa com o presidente da Valec Engenharia, Constru\u00e7\u00f5es e Ferrovias S.A &#8211; vinculada ao Minist\u00e9rio dos Transportes -, Jos\u00e9 Francisco das Neves, foi confirmado que j\u00e1 existe recurso para viabilizar o tra\u00e7ado de Urua\u00e7u (GO) at\u00e9 Lucas do Rio Verde (MT), e para chegar at\u00e9 Vilhena (RO). Faltar\u00e1 fazer o levantamento de reservas ind\u00edgenas e de \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o ambiental&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Para o coordenador da Comiss\u00e3o de Log\u00edstica e vice-presidente Leste da Aprosoja\/MT, Marcos da Rosa, as entidades integrantes do Movimento ir\u00e3o tamb\u00e9m assumir o papel de acompanhar o andamento e a execu\u00e7\u00e3o das obras que constam no estudo t\u00e9cnico. &#8220;Iremos estar atentos \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o dos recursos e pressionar para que tudo aquilo que for acordado e aprovado saia do papel, e que acima de tudo, se tenha qualidade, j\u00e1 que estamos pleiteando tanto obras com previs\u00e3o de conclus\u00e3o em curto e m\u00e9dio prazos, quanto de obras que demandam tempo, em m\u00e9dia de 10 a 15 anos, como \u00e9 o caso da hidrovia Teles-Pires Tapaj\u00f3s. Por isto a necessidade de agenda e a\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas&#8221;.<\/p>\n<p>O presidente da Aprosoja\/MT Glauber Silveira, destaca que os investimentos em log\u00edstica de transporte s\u00e3o cruciais para levar a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola do estado \u00e0 competitividade frente aos grandes produtores mundiais. &#8220;Queremos chamar a aten\u00e7\u00e3o e propor solu\u00e7\u00f5es para defici\u00eancias log\u00edsticas e, ao mesmo tempo, para as oportunidades que podem surgir com a implanta\u00e7\u00e3o de novos projetos nessa \u00e1rea. A log\u00edstica precisa mais do que nunca avan\u00e7ar na mesma velocidade em que a demanda mundial por Mato Grosso avan\u00e7a. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel esperar, pois logo, n\u00e3o haver\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de dar vaz\u00e3o a um estado que pode ampliar em 50% a produ\u00e7\u00e3o, sem derrubar uma \u00e1rvore sequer, apenas reaproveitando \u00e1reas de pastagem degradadas e outras que hoje est\u00e3o subutilizadas&#8221;.<\/p>\n<p>O diretor da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias no Estado de Mato Grosso (FIEMT), Gustavo de Oliveira, frisou o quanto o custo desembolsado em virtude da falta de investimentos em log\u00edstica \u00e9 oneroso para todos do setor produtivo. &#8220;Se j\u00e1 \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o impratic\u00e1vel para a exporta\u00e7\u00e3o dos produtos estaduais, imagina para comprar insumos. <\/p>\n<p>Um dos graves problemas \u00e9 que, em todo o pa\u00eds, a infraestrutura do governo chega depois das a\u00e7\u00f5es da iniciativa privada, e se Mato Grosso \u00e9 hoje o sexto maior exportador do pa\u00eds, muito se deve \u00e0 classe produtiva, \u00e0 aud\u00e1cia e coragem dos empres\u00e1rios. Portanto, vejo como fundamental essa uni\u00e3o de for\u00e7as e o grande desafio \u00e9 trazer o governo conosco. Com isso, al\u00e9m do desenvolvimento econ\u00f4mico, teremos tamb\u00e9m um amplo ganho social&#8221;.<\/p>\n<p>O presidente da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, destacou a import\u00e2ncia do investimento nas obras para a sociedade mato-grossense. &#8220;Quando tivermos um sistema de transporte eficiente, todos os setores ser\u00e3o beneficiados com a redu\u00e7\u00e3o nos custos dos produtos, ocasionados pela diminui\u00e7\u00e3o do valor do frete. Isso beneficiar\u00e1 diretamente todos os cidad\u00e3os mato-grossenses que poder\u00e3o adquirir produtos, como os eletrodom\u00e9sticos, por um pre\u00e7o menor. Isso significar\u00e1 mais dinheiro no bolso dos trabalhadores, dos comerciantes, empres\u00e1rios, produtores rurais, em fim, toda comunidade ser\u00e1 beneficiada&#8221;. Prado completou ao falar da import\u00e2ncia da multimodalidade dos transportes, com a implanta\u00e7\u00e3o de um sistema integrado de rodovias, ferrovias e hidrovias. &#8220;H\u00e1 s\u00e9culos atr\u00e1s, pa\u00edses como Portugal se desenvolveram atrav\u00e9s da navega\u00e7\u00e3o. Ali\u00e1s, foi navegando que eles chegaram ao Brasil. N\u00f3s precisamos trazer isso para a nossa realidade&#8221; frisou.<\/p>\n<p>J\u00e1 o presidente da Frente Parlamentar de Log\u00edstica de Transportes e Armazenagem (Frenlog), deputado federal Homero Pereira (PR), afirmou que recursos n\u00e3o s\u00e3o o problema para impulsionar obras de infraestrutura estrat\u00e9gica para Mato Grosso. A dificuldade, segundo ele, \u00e9 a legisla\u00e7\u00e3o ambiental brasileira.  A demora para se obter um licenciamento  e enfrentar embargos judiciais tem sido um \u00f4nus muito caro pago pela sociedade. Um exemplo disso \u00e9 o custo que o governo federal dever\u00e1 desembolsar para escoar milho de Mato Grosso aos portos. Cerca de R$ 1,5 milh\u00e3o para tr\u00eas milh\u00f5es de toneladas por falta de armazenagem. <\/p>\n<p>De acordo com o presidente da Frente, o movimento iniciado em Mato Grosso ter\u00e1 junto a Frenlog uma aliada forte politicamente. &#8220;Vamos acompanhar os processos e projetos, exercer a press\u00e3o leg\u00edtima de cobrar do governo o cumprimento dos  compromissos com a log\u00edstica brasileira. E Mato Grosso sendo um fomentador desse movimento, que dever\u00e1 refletir em outros estados como Par\u00e1, Acre, Goi\u00e1s, Rond\u00f4nia entre outros&#8221;, observou.<\/p>\n<p>&#8220;A Acrimat participa desse movimento pela sua import\u00e2ncia para o desenvolvimento desse estado. Hoje n\u00e3o temos log\u00edstica para escoar nossa produ\u00e7\u00e3o. A carne produzida em Mato Grosso para ser exportada tem que chegar aos portos de Santos e Paranagu\u00e1, o que torna nosso produto menos competitivo. O setor produtivo evoluiu a 120 por hora, enquanto que a infraestrutura caminha a 10 por hora. \u00c9 hist\u00f3rica a desvantagem que os produtos mato-grossenses levam pela falta de estrada e outros modais de transporte. Nossa expectativa \u00e9 que com a uni\u00e3o de todo setor produtivo o processo de implanta\u00e7\u00e3o desses modais seja acelerado e essa desvantagem diminua. Por isso acredito que esse movimento \u00e9 justo e leg\u00edtimo&#8221;, destacou o presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), M\u00e1rio Candia de Figueiredo.<\/p>\n<p>&#8220;O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Mato Grosso vai contribuir de forma ativa, fiscalizando essas obras pleiteadas por entender que possuem foco no social, econ\u00f4mico e no desenvolvimento de novos modais de escoamento. At\u00e9 por que s\u00e3o do Sistema Confea\/Crea os profissionais que desenvolver\u00e3o esses estudos, projetos e construir\u00e3o as obras. Atualmente, al\u00e9m da sede do Conselho em Cuiab\u00e1, temos 21 inspetorias e dois escrit\u00f3rios regionais espalhados pelo estado de Mato Grosso para realizar o servi\u00e7o de fiscaliza\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Rubimar Barreto, vice-presidente do Crea-MT. <\/p>\n<p>Conforme o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Mato-grossense dos Produtores de Algod\u00e3o (Ampa), Gilson Ferr\u00facio Pinesso, a inten\u00e7\u00e3o da cotonicultura \u00e9 propor a\u00e7\u00f5es que certamente mudar\u00e3o o cen\u00e1rio social, econ\u00f4mico e, principalmente ambiental de Mato Grosso, dos Estados vizinhos, e que nos fazem divisas, e do Brasil. &#8220;Queremos, acima de tudo, como empres\u00e1rios rurais, que os projetos para implantar os modais, que facilitem e reduzam os custos de fretes, tornando os produtos do Estado competitivos em n\u00edvel nacional e internacional, sejam concretizados para garantir o fomento do desenvolvimento agr\u00edcola brasileiro&#8221;. <\/p>\n<p>J\u00e1 o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Mato-grossense dos Munic\u00edpios (AMM), Pedro Ferreira de Souza, ressaltou a import\u00e2ncia do Movimento Pr\u00f3-Log\u00edstica, que re\u00fane entidades de v\u00e1rios segmentos e setores produtivos. &#8220;A uni\u00e3o de for\u00e7as objetiva o foco das discuss\u00f5es e a busca por solu\u00e7\u00f5es mais r\u00e1pidas para os problemas que afetam o Estado, notadamente os munic\u00edpios. Os gestores ap\u00f3iam as iniciativas que est\u00e3o de acordo com as necessidades dos mun\u00edcipes. O movimento garante a mobiliza\u00e7\u00e3o para desenvolver a\u00e7\u00f5es conjuntas que visam a melhoria na infra-estrutura de transporte e no escoamento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola de diferentes regi\u00f5es de Mato Grosso&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;O desenvolvimento do estado de Mato Grosso, em face da sua dimens\u00e3o territorial, est\u00e1 estreitamente relacionado \u00e0 exist\u00eancia de uma infraestrutura log\u00edstica multimodal moderna, condi\u00e7\u00e3o importante de competitividade para a sua produ\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma o diretor do Sistema Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecom\u00e9rcio\/MT)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os representantes das entidades parceiras que comp\u00f5em o Movimento Pr\u00f3-log\u00edstica apresentaram na manh\u00e3 desta quinta-feira (20.08) em coletiva, o estudo t\u00e9cnico que considera fatores e os benef\u00edcios socioecon\u00f4micos e ambientais por meio da viabiliza\u00e7\u00e3o dos projetos priorit\u00e1rios de infraestrutura de log\u00edstica para Mato Grosso. 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