{"id":3816,"date":"2011-04-26T00:00:00","date_gmt":"2011-04-26T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/bons-projetos-sao-o-primeiro-passo-para-a-qualidade-dos-empreendimentos-publicos\/"},"modified":"2011-04-26T00:00:00","modified_gmt":"2011-04-26T03:00:00","slug":"bons-projetos-sao-o-primeiro-passo-para-a-qualidade-dos-empreendimentos-publicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/bons-projetos-sao-o-primeiro-passo-para-a-qualidade-dos-empreendimentos-publicos\/","title":{"rendered":"Bons projetos s\u00e3o o primeiro passo para a qualidade dos empreendimentos p\u00fablicos"},"content":{"rendered":"<p>O presidente do Crea-MT, Tarciso Bassan, abriu a quinta audi\u00eancia p\u00fablica sobre a Copa do Mundo de 2014, promovida pelo projeto Confea\/Crea em Campo nas 12 cidades-sede do evento, ressaltando a import\u00e2ncia de bons projetos para instruir os processos licitat\u00f3rios de contrata\u00e7\u00e3o das obras necess\u00e1rias para viabilizar o evento. Para ele, a falta de projetos adequados, que \u00e9 realidade nas licita\u00e7\u00f5es realizadas no pa\u00eds hoje, \u00e9 o ponto de partida para uma s\u00e9rie de problemas. &#8220;Os corpos t\u00e9cnicos est\u00e3o sendo desmobilizados e a impress\u00e3o que se tem \u00e9 a de que h\u00e1 desinteresse, no pa\u00eds, em realizar bons projetos&#8221;, afirmou Bassan. &#8220;Precisamos valorizar os profissionais de engenharia, de arquitetura e de agronomia e ver a contrata\u00e7\u00e3o deles como investimento&#8221;, concluiu.<\/p>\n<p>O presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, Marcos T\u00falio de Melo, falou sobre os principais desafios das audi\u00eancias p\u00fabicas que v\u00eam sendo realizadas nas cidades que ser\u00e3o sede da Copa do Mundo: estimular o controle social e a avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica no que se refere ao investimento e ao est\u00e1gio em que est\u00e3o os empreendimentos. Avaliar toda a estrutura de planejamento, projeto, licita\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para que n\u00e3o se repita a experi\u00eancia do Pan, realizado em 2007, quando o investimento realizado foi sete vezes maior do que valor inicialmente divulgado. &#8220;Em fun\u00e7\u00e3o da urg\u00eancia, deixou-se de fazer os projetos t\u00e9cnicos necess\u00e1rios e or\u00e7amentos detalhados&#8221;, ressaltou Marcos T\u00falio. Segundo ele, \u00e9 responsabilidade dos profissionais de engenharia, de arquitetura e de agronomia, bem como de toda a sociedade promover o controle social. &#8220;N\u00e3o se trata apenas da realiza\u00e7\u00e3o da Copa do Mundo. Queremos um legado permanente&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>A falta de planejamento e de bons projetos tamb\u00e9m foi apontada pelo vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Ant\u00f4nio Joaquim Moraes, como as grandes causas de desperd\u00edcio de dinheiro p\u00fablico e de corrup\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. &#8220;Licita\u00e7\u00f5es t\u00eam sido feitas com base em projetos falsos e descontextualizados e a\u00ed est\u00e1 a brecha para o desperd\u00edcio e a corrup\u00e7\u00e3o&#8221;, destacou Moraes. Segundo ele, o processo melhorou desde a edi\u00e7\u00e3o de Lei de Responsabilidade Fiscal, em 2000, &#8220;mas h\u00e1 ainda muito o que melhorar&#8221;. Moraes afirmou que o TCE-MT tem se tornado refer\u00eancia para o pa\u00eds, pela aten\u00e7\u00e3o que tem dado \u00e0 quest\u00e3o dos projetos. &#8220;Estamos suspendendo licita\u00e7\u00f5es que n\u00e3o t\u00eam projeto adequado. Se isso caminhar, vamos dar um salto de qualidade equivalente a uma revolu\u00e7\u00e3o de cem anos&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Moraes ressaltou ainda que o papel do Tribunal de Contas deve ser propositivo  e prezar pela celeridade. &#8220;Mas n\u00e3o vamos prevaricar em nome de prazos ou de qualquer outra press\u00e3o. Se forem detectados problemas, teremos de exigir as adequa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias, pois temos consci\u00eancia da import\u00e2ncia do nosso papel e vamos execut\u00e1-lo&#8221;, disse Moraes. &#8220;Quanto mais simult\u00e2neo esse trabalho for, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 execu\u00e7\u00e3o dos empreendimentos e quanto mais transparente for o processo, menos problemas teremos&#8221;.<\/p>\n<p>Para o vice-governador de Mato Grosso, Chico Daltro, o papel dos \u00f3rg\u00e3os de controle, como o Tribunal de Contas, \u00e9 fundamental para o sucesso do evento e para o legado que ele deixar\u00e1 ao pa\u00eds. &#8220;Confiamos nos \u00f3rg\u00e3os de controle, que dever\u00e3o realizar uma fiscaliza\u00e7\u00e3o propositiva e permitir as adequa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias, al\u00e9m de trabalhar concomitantemente com a execu\u00e7\u00e3o das obras&#8221;, afirmou Daltro. Ele expressou uma vis\u00e3o otimista em rela\u00e7\u00e3o ao sucesso da realiza\u00e7\u00e3o dos jogos da Copa em Cuiab\u00e1. &#8220;Confiamos na capacidade t\u00e9cnica, profissional e \u00e9tica dos profissionais de engenharia, arquitetura do pa\u00eds&#8221;, ressaltou Daltro. Ele destacou que o governo tem mobilizado recursos para a capacita\u00e7\u00e3o de profissionais e para a viabiliza\u00e7\u00e3o da infraestrutura. &#8220;Temos capacidade de dar uma resposta e executar a contento esse projeto. Vamos realizar 2014 com qualidade e marcar esse resultado na hist\u00f3ria de nossa cidade e de nosso pa\u00eds&#8221;.<\/p>\n<p>O diretor de infraestrutura da Agecopa, Carlos Brito, falou sobre a import\u00e2ncia desse desafio de realizar a Copa do Mundo no sentido de antecipar alguns aspectos dos planos diretores das cidades brasileiras e enfrentar problemas que s\u00e3o uma realidade hoje, como defici\u00eancias em termos de mobilidade urbana e da infraestrutura dos aeroportos. Ele v\u00ea em Cuiab\u00e1, a menor das cidades que ser\u00e3o sede da Copa, um cen\u00e1rio de dificuldades, que poder\u00e3o ser superadas gerando um legado permanente para sua popula\u00e7\u00e3o, principalmente no que se refere ao desenvolvimento do turismo nessa regi\u00e3o que concentra atrativos naturais, como a Chapada dos Guimar\u00e3es e o Pantanal. &#8220;Est\u00e1 previsto um investimento da ordem de 3,5 milh\u00f5es s\u00f3 na \u00e1rea do turismo, em Cuiab\u00e1 e V\u00e1rzea Grande. Temos de agarrar essa oportunidade e tirar dela o melhor legado poss\u00edvel&#8221;, ressaltou Brito.<\/p>\n<p>O diretor da Agecopa falou ainda sobre uma dicotomia existente entre a capacidade t\u00e9cnica dos \u00f3rg\u00e3os de controle e a capacidade do executivo de dar respostas aos problemas detectados. &#8220;O executivo, hoje, est\u00e1 atr\u00e1s dos organismos de controle, tanto em n\u00edvel federal, como estadual e municipal. O controle \u00e9 mais eficaz do que a capacidade de gerar solu\u00e7\u00f5es. Nesse sentido, a qualifica\u00e7\u00e3o dos profissionais que atuam no executivo, isto \u00e9, a renova\u00e7\u00e3o e o aprimoramento dos quadros, seria um legado importante&#8221;.<\/p>\n<p>As pr\u00f3ximas audi\u00eancias ser\u00e3o em Natal, Curitiba, Manaus, Fortaleza, Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo. Tamb\u00e9m participaram da mesa de abertura o Secret\u00e1rio de Ci\u00eancia e Tecnologia de Mato Grosso, Eliene Lima; o chefe da Controladoria Geral da Uni\u00e3o no Estado de Mato Grosso, Arnaldo Gomes Flores; o auditor geral do estado, Jos\u00e9 Alves de Brito; os presidentes dos Creas de Goi\u00e1s, Gerson Taguatinga; Mato Grosso do Sul, Jary Castro e do Distrito Federal, Francisco Machado, e o conselheiro federal Marcos Vin\u00edcius Santiago Silva.<\/p>\n<p>*Mariana Silva<br \/>\nAssessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do Confea<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente do Crea-MT, Tarciso Bassan, abriu a quinta audi\u00eancia p\u00fablica sobre a Copa do Mundo de 2014, promovida pelo projeto Confea\/Crea em Campo nas 12 cidades-sede do evento, ressaltando a import\u00e2ncia de bons projetos para instruir os processos licitat\u00f3rios de contrata\u00e7\u00e3o das obras necess\u00e1rias para viabilizar o evento. 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