{"id":35814,"date":"2022-01-18T16:43:58","date_gmt":"2022-01-18T20:43:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/?p=35814"},"modified":"2022-01-18T16:43:58","modified_gmt":"2022-01-18T20:43:58","slug":"artigo-podem-ocorrer-desastres-naturais-em-mato-grosso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/artigo-podem-ocorrer-desastres-naturais-em-mato-grosso\/","title":{"rendered":"Artigo: Podem ocorrer desastres naturais em Mato Grosso"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-35815 alignleft\" src=\"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Caiubi-847x565.jpg\" alt=\"\" width=\"234\" height=\"156\" srcset=\"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Caiubi-847x565.jpg 847w, https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Caiubi-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Caiubi-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Caiubi-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Caiubi-543x362.jpg 543w, https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Caiubi-336x224.jpg 336w\" sizes=\"auto, (max-width: 234px) 100vw, 234px\" \/>O ano de 2022 come\u00e7ou com uma sequ\u00eancia de desastres naturais. Entre os que tiveram uma maior repercuss\u00e3o na m\u00eddia, est\u00e1 a queda de blocos em Capit\u00f3lio-MG, que causou a morte de 10 pessoas, as enchentes que afetaram muitas cidades no pa\u00eds e os deslizamentos, que destru\u00edram casar\u00f5es hist\u00f3ricos. Devido ao impacto na m\u00eddia e uma crescente preocupa\u00e7\u00e3o da sociedade, em Mato Grosso, o Governo do Estado n\u00e3o tardou em fazer uma visita ao port\u00e3o do inferno, situado na MT 251, entre Cuiab\u00e1 e Chapada dos Guimar\u00e3es, para verificar a situa\u00e7\u00e3o do local. Por\u00e9m ser\u00e1 que a\u00e7\u00f5es como esta, de fato contribuem para uma gest\u00e3o correta de \u00e1reas de risco? Este texto aborda sobre o que est\u00e1 sendo feito, ou melhor, o que n\u00e3o est\u00e1 sendo feito, para garantir a seguran\u00e7a e proteger a vida do cidad\u00e3o no estado.<\/p>\n<p>Devido a diversidade geol\u00f3gica, geomorfol\u00f3gica, as caracter\u00edsticas clim\u00e1ticas e de uso e ocupa\u00e7\u00e3o do solo, em muitos locais de Mato Grosso podem ocorrer processos como forma\u00e7\u00e3o de grandes eros\u00f5es lineares, deslizamentos, quedas de blocos, rastejo, colapso de cavidades subterr\u00e2neas, inunda\u00e7\u00f5es, terremotos entre outros. A frequ\u00eancia e a intensidade com que esses processos ocorrem varia ao longo do tempo, por\u00e9m \u00e9 fato que eles continuar\u00e3o a acontecer. Para reduzir os impactos econ\u00f4micos, ambientais e a perda de vidas, o desenvolvimento de estudos, a gest\u00e3o territorial correta e o monitoramento de \u00e1reas de risco s\u00e3o fundamentais.<\/p>\n<p>O mapeamento de \u00e1reas de risco pode ser realizado por diversas institui\u00e7\u00f5es estaduais ou federais, como por exemplo, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e o Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil (CPRM). Por\u00e9m o ordenamento destas \u00e1reas, o monitoramento de forma rotineira e as a\u00e7\u00f5es de orienta\u00e7\u00e3o junto a popula\u00e7\u00e3o, devem ser realizadas por algum \u00f3rg\u00e3o da gest\u00e3o do estado ou de munic\u00edpios. E a\u00ed come\u00e7a o problema.<\/p>\n<p>Profissionais como ge\u00f3logos, s\u00e3o fundamentais para mapeamento e gest\u00e3o de \u00e1reas de risco. Estes profissionais comp\u00f5em alguns \u00f3rg\u00e3os do governo, como a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e na Companhia Mato-grossense de Minera\u00e7\u00e3o (METAMET), por\u00e9m nestes locais eles trabalham com tem\u00e1ticas como gest\u00e3o de recursos h\u00eddricos e minera\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o o mapeamento e gest\u00e3o de \u00e1reas de risco. Ou seja, hoje nenhum setor t\u00e9cnico do governo trabalha de forma permanente para evitar desastres. Uma alternativa para resolver esse problema, seria a defesa Civil ter uma equipe t\u00e9cnica permanente multidisciplinar, com estrutura para aplicar o previsto na Pol\u00edtica Nacional de Prote\u00e7\u00e3o e Defesa Civil \u2013 PNPDEC.<\/p>\n<p>Se o estado quase nada faz para evitar desastres, muitos munic\u00edpios, at\u00e9 mesmo pela pouca estrutura e disponibilidade or\u00e7ament\u00e1ria, tamb\u00e9m n\u00e3o conseguem realizar as a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias. Desta forma, o cidad\u00e3o fica \u00e0 merc\u00ea, correndo riscos que poderiam ser evitados ou reduzidos. Mas essa situa\u00e7\u00e3o precisa mudar, s\u00f3 basta o governo estadual querer. Realizar um concurso para constituir um n\u00facleo de t\u00e9cnicos na Defesa Civil, que tenham condi\u00e7\u00f5es de colocar em pr\u00e1tica a Pol\u00edtica Nacional de Prote\u00e7\u00e3o e Defesa Civil \u2013 PNPDEC, assim como dar todo suporte para os munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Trabalhar para prevenir desastre \u00e9 a melhor escolha. Isso protege a vida das pessoas, a natureza e at\u00e9 mesmo a economia local. N\u00e3o podemos mais ficar vivendo uma cultura de culto aos desastres, onde se busca holofote e palanque em meio trag\u00e9dias que poderiam ser evitadas. Precisamos de um estado t\u00e9cnico e que fa\u00e7a seu papel de realizar rotineiramente e de forma permanente as a\u00e7\u00f5es e estudos necess\u00e1rios. Investir em preven\u00e7\u00e3o \u00e9 investir em seguran\u00e7a para voc\u00ea.<\/p>\n<p><strong>Caiubi Kuhn, Professor na Faculdade de Engenharia (UFMT), ge\u00f3logo, especialista em Gest\u00e3o P\u00fablica (UFMT), mestre em Geoci\u00eancias (UFMT). <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano de 2022 come\u00e7ou com uma sequ\u00eancia de desastres naturais. Entre os que tiveram uma maior repercuss\u00e3o na m\u00eddia, est\u00e1 a queda de blocos em Capit\u00f3lio-MG, que causou a morte de 10 pessoas, as enchentes que afetaram muitas cidades no pa\u00eds e os deslizamentos, que destru\u00edram casar\u00f5es hist\u00f3ricos. 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