{"id":35266,"date":"2021-12-06T17:57:17","date_gmt":"2021-12-06T21:57:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/?p=35266"},"modified":"2021-12-06T18:00:54","modified_gmt":"2021-12-06T22:00:54","slug":"a-vida-continua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/a-vida-continua\/","title":{"rendered":"A vida continua!"},"content":{"rendered":"<p>Vim para Cuiab\u00e1 aos 15 anos, para cursar o 2\u00b0 grau. \u00a0Apesar de achar minha cidade Primavera do Leste, no interior de Mato Grosso linda, maravilhosa e hospitaleira, mesmo assim estava pequena para essa ga\u00facha de nascimento.<\/p>\n<p>De l\u00e1 para c\u00e1 meu\u00a0\u00a0 pai me matriculou no tradicional Col\u00e9gio Cora\u00e7\u00e3o de Jesus em Cuiab\u00e1, para cursar magist\u00e9rio. Ele tinha certeza\u00a0\u00a0 que iria seguir a profiss\u00e3o das minhas tias, mulheres na qual tenho muito orgulho.<\/p>\n<p>O ano era 1991, primeiro dia de aula, nunca tinha visto uma escola t\u00e3o grande. Um momento especial e inesquec\u00edvel, por ser o primeiro dia que conversei com uma menina muito simp\u00e1tica chamada Rhadis Camilla (me senti normal com meu nome Marciane).<\/p>\n<p>Os dias foram passando e com eles foram surgindo oportunidades e experi\u00eancias. Rhadis foi eleita l\u00edder de classe e eu vice-l\u00edder. \u00a0Admirava o \u201cjeito\u201d \u201cnormal\u201d e descontra\u00eddo daquela Cuiabana em me convidar para ir a sua casa fazer trabalho da escola e dormir na casa (meu pai enlouquecia). Fui observando. Mas quando conheci o papai dela, n\u00e3o tive d\u00favidas que era convidada a frequentar um ambiente familiar congregante e de muito amor, atrelado de respeito, car\u00e1ter, sabedoria, conhecimento, \u00e9 claro regado de muita alegria e altas gargalhadas, com humor de sobra naquele lar.<\/p>\n<p>Foram tr\u00eas anos de segundo grau frequentando todos os dias esse ninho de amor que era um \u201clar doce lar\u201d. Quando a pomba m\u00e3e linda e maravilhosa se foi, a tristeza abateu, mas logo essa mesma pomba mandou outra. Essa tomou os quatro cantos do ninho. Abra\u00e7ou e falou: eles s\u00e3o meus e nossos. Vamos fortalecer esse ninho. E assim se foram os anos. N\u00e3o lembro de nem um dia de tristeza. Pelo contr\u00e1rio. Quando eu e minha amiga encontr\u00e1vamos ele triste, logo enxugava as l\u00e1grimas e falava: felicidade meus amores, felicidade, eu amo voc\u00eas. Eu amo voc\u00eas.<\/p>\n<p>Quando chegou a hora de escolher a profiss\u00e3o, minha melhor amiga j\u00e1 sabia o que queria ser, ADVOGADA. E eu, mesmo sabendo que a vida ia nos separar, eu queria ser ENGENHEIRA CIVIL, engenheira como aquele pai da\u00a0\u00a0 Rhadis e amigo que enchia os olhos de l\u00e1grimas ao falar das obras que acompanhou. A paix\u00e3o pelas noites sem dormir fazendo c\u00e1lculos e fazer parte de governos vision\u00e1rios que abriam caminhos aos munic\u00edpios mais distantes de MT.<\/p>\n<p>Gilson Oliveira, engenheiro civil, pai, amigo, profissional, competente, hoje sou o que sou, gra\u00e7as ao grande homem que o senhor foi, e ser\u00e1 sempre meu espelho que no dia mais importante de um adolescente, refletiu o meu futuro.<\/p>\n<p><strong>\u201cEterna gratid\u00e3o, jamais esquecerem a pessoa especial que o senhor era, meu amigo \u00a0Gilson Oliveira\u201d,\u00a0 ressalta a 1\u00b0 vice-presidente do Crea-MT, engenheira\u00a0 civil Marciane Prevedello Curvo \u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vim para Cuiab\u00e1 aos 15 anos, para cursar o 2\u00b0 grau. \u00a0Apesar de achar minha cidade Primavera do Leste, no interior de Mato Grosso linda, maravilhosa e hospitaleira, mesmo assim estava pequena para essa ga\u00facha de nascimento. 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