{"id":3427,"date":"2012-04-09T12:19:31","date_gmt":"2012-04-09T15:19:31","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/293-anos-de-cuiaba-a-construcao-da-capital-passa-pela-construcao-civil\/"},"modified":"2012-04-09T12:19:31","modified_gmt":"2012-04-09T15:19:31","slug":"293-anos-de-cuiaba-a-construcao-da-capital-passa-pela-construcao-civil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/293-anos-de-cuiaba-a-construcao-da-capital-passa-pela-construcao-civil\/","title":{"rendered":"293 anos de Cuiab\u00e1: A constru\u00e7\u00e3o da capital passa pela constru\u00e7\u00e3o civil"},"content":{"rendered":"<p>O clima quente e a receptividade dos moradores de Cuiab\u00e1 talvez sejam as caracter\u00edsticas mais lembradas pelas pessoas que passam pela capital, que comemora 293 anos no dia oito de abril. Em quase 300 anos, a cidade de Cuiab\u00e1 se transformou econ\u00f4mica e culturalmente e, apesar das mudan\u00e7as, o estilo moderno e tradicional dos pr\u00e9dios e das ruas convivem paficamente.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 46 anos, a hist\u00f3ria da cidade se mescla com a atua\u00e7\u00e3o do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT), criado provisoriamente em 1966, com o aumento populacional, a organiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano, al\u00e9m do desenvolvimento tecnol\u00f3gico nas \u00e1reas da engenharia e agronomia. <\/p>\n<p>O engenheiro civil M\u00e1rio da Silva Saul, primeiro presidente do Crea Mato Grosso, relembra o in\u00edcio das atividades do Conselho em Cuiab\u00e1. &#8220;Mato Grosso era apenas uma Delegacia do Crea de S\u00e3o Paulo. Os poucos engenheiros residentes em Cuiab\u00e1 reuniam-se no Clube de Engenharia, hoje Instituto de Engenharia e logo surgiu a ideia de que dever\u00edamos ter o nosso pr\u00f3prio Crea. Alguns achavam que seria um fracasso; n\u00e3o t\u00ednhamos compet\u00eancia suficiente para tal objetivo. A maioria optou pela cria\u00e7\u00e3o desse \u00f3rg\u00e3o. Em 07 de dezembro de 1966 o Conselho Federal, criou em regime transit\u00f3rio o Crea da 14 Regi\u00e3o, o nosso Crea, com jurisdi\u00e7\u00e3o em Mato Grosso e o Territ\u00f3rio de Rond\u00f4nia.&#8221;<\/p>\n<p>Com 98 profissionais registrados e 16 empresas registradas at\u00e9 1968, ano em que o Crea foi instalado de maneira definitiva, a miss\u00e3o do Conselho p\u00f4de ser colocada em pr\u00e1tica. &#8220;O maior desafio era convencer os engenheiros que Mato Grosso j\u00e1 possu\u00eda um Crea. N\u00e3o foi f\u00e1cil. Outro desafio era conseguir que os leigos que exerciam atividades de engenharia parassem. A principal fun\u00e7\u00e3o dos Creas \u00e9 a prote\u00e7\u00e3o da sociedade no que se refere \u00e0s atividades da engenharia. Isso \u00e9 obtido atrav\u00e9s de intensa fiscaliza\u00e7\u00e3o. Fiscaliza-se o profissional no que se refere a sua habilita\u00e7\u00e3o, bem como, e mais importante, o exerc\u00edcio profissional atrav\u00e9s de leigos&#8221;, disse Saul.<\/p>\n<p>Ainda em 1968, teve in\u00edcio, em Cuiab\u00e1, o primeiro curso de gradua\u00e7\u00e3o em engenharia civil, que depois foi incorporado \u00e0 Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) no ano de sua cria\u00e7\u00e3o, 1970. A forma\u00e7\u00e3o de profissionais na \u00e1rea tecnol\u00f3gica e a cria\u00e7\u00e3o de empresas foram uns dos fatores respons\u00e1veis pelo desenvolvimento da constru\u00e7\u00e3o civil na capital e no Estado de Mato Grosso. Em 1969, no dia oito de abril, anivers\u00e1rio da cidade de Cuiab\u00e1, foi inaugurado um dos marcos da engenharia e arquitetura mato-grossense: o edif\u00edcio Maria Joaquina, primeiro residencial vertical, encravado no centro da cidade, com 15 andares e 52 apartamentos.<\/p>\n<p>Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) indicam que o \u00cdndice Nacional de Constru\u00e7\u00e3o (Sinapi) acumulou alta de 5,8% de janeiro a setembro e de 7,1% no \u00faltimo ano em Mato Grosso. Em 1994 havia cerca de 650 empresas de constru\u00e7\u00e3o civil que atuavam no Estado. Hoje s\u00e3o 6.871, o que evidencia como o setor cresceu. O n\u00famero de profissionais da \u00e1rea tamb\u00e9m aumentou consideravelmente, de 6.534 passou para mais de 14 mil, sendo 3.754 da modalidade civil. &#8220;A demanda do setor da constru\u00e7\u00e3o civil por registro e, consequentemente, fiscaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 maior atualmente, tendo em vista o crescimento e desenvovlmento econ\u00f4mico de Mato Grosso e do pa\u00eds, e tamb\u00e9m os eventos esportivos que v\u00e3o acontecer, como a Copa do Mundo de Futebol&#8221;, disse a engenheira agr\u00f4noma e coordenadora de fiscaliza\u00e7\u00e3o do Crea-MT, Silvania Melo.<\/p>\n<p>Prova disso \u00e9 que ao andar por Cuiab\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel perceber que a cidade se transformou num canteiro de obras. S\u00e3o pr\u00e9dios e hot\u00e9is em constru\u00e7\u00e3o, casas em reforma, ruas sendo ampliadas e pavimentadas, e assim por diante. &#8220;O nosso desafio atual \u00e9 conseguir conciliar a capacidade de atua\u00e7\u00e3o do Conselho com essa demanda, cada vez mais crescente. \u00c9 importante continuar aprimorando os servi\u00e7os oferecidos pelo Crea para manter em atua\u00e7\u00e3o somente os profissionais habilitados e, assim, garantir que a sociedade cuiabana e mato-grossense esteja segura&#8221;, afirma o presidente do Crea-MT, Juares Samaniego.<\/p>\n<p>Cuiab\u00e1 ser uma das sedes da Copa do Mundo de futebol contribuiu muito para que isso acontecesse, mas esse boom vem de tempos e vai ainda muito longe. A constru\u00e7\u00e3o civil, mesmo com esse boom, sofre um problema: a m\u00e3o-de-obra especializada escassa. A reclama\u00e7\u00e3o de empresas e construtoras \u00e9 a de que nunca encontram funcion\u00e1rios suficientes e que muitos deles n\u00e3o t\u00eam a t\u00e9cnica necess\u00e1ria. N\u00e3o necessariamente de engenheiros e arquitetos, mas serventes, pedreiros e mestres de obra, principalmente.<\/p>\n<p>Segundo Samaniego, h\u00e1 engenheiros de sobra no mercado, mas, como querem pagar pouco a eles, acabam indo para outras \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o. Boa parcela de empresas privadas e gestores municipais n\u00e3o valorizam a profiss\u00e3o e veem engenheiros como despesa e n\u00e3o como investimento. &#8220;E quando n\u00e3o os contratam, cometem muitos erros t\u00e9cnicos que acarretam s\u00e9rios problemas&#8221;. Para comprovar a desvaloriza\u00e7\u00e3o do profissional, ele mostra dados. &#8220;A quantia paga a um engenheiro \u00e9 de mais ou menos 4% o valor da obra. Mas quando ela est\u00e1 pronta e \u00e9 vendida, a imobili\u00e1ria cobra e ganha de 6% ou mais&#8221;, exemplifica.<\/p>\n<p>O presidente do Crea conta que desde maio de 2011 est\u00e1 em vigor a Norma Brasileira (NBR) 1575. S\u00e3o exig\u00eancias da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Normas T\u00e9cnicas (ABNT) que moldam principalmente as constru\u00e7\u00f5es de edif\u00edcios. Entre os v\u00e1rios quesitos, o mais destacado \u00e9 a sustentabilidade da obra. Apesar de ainda ser t\u00edmido, esse novo modelo de trabalho \u00e9 o caminho para o futuro. Entre outros aspectos, \u00e9 a busca de materiais alternativos que exer\u00e7am menor destrui\u00e7\u00e3o na natureza.<\/p>\n<p>\u00c9 imposs\u00edvel falar em progresso sem algum impacto. &#8220;N\u00f3s precisamos dos recursos para o bem da humanidade. S\u00f3 de o homem se estabelecer em um local, j\u00e1 gera demanda ambiental. Precisamos entender que \u00e9 preciso fazer isso de forma consciente e ecol\u00f3gica&#8221;, comenta.<\/p>\n<p>Para que a constru\u00e7\u00e3o civil continue crescendo, e, consequentemente Cuiab\u00e1, &#8220;os profissionais do ramo esperam que o governo valorize o setor e procure pela estabilidade econ\u00f4mica. Principalmente com a abertura que as obras da Copa trazem para Cuiab\u00e1 para que tenhamos um legado de obras sustent\u00e1veis e modernas,melhorando assim a vida da popula\u00e7\u00e3o&#8221;, opina Samaniego.<\/p>\n<p>*La\u00eds Costa<br \/>\nGecom\/Crea-MT<br \/>\nFoto: Fabl\u00edcio Rodrigues<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O clima quente e a receptividade dos moradores de Cuiab\u00e1 talvez sejam as caracter\u00edsticas mais lembradas pelas pessoas que passam pela capital, que comemora 293 anos no dia oito de abril. 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