{"id":3424,"date":"2012-04-09T13:16:57","date_gmt":"2012-04-09T16:16:57","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/dia-da-arma-de-engenharia-militar-10-de-abril\/"},"modified":"2012-04-09T13:16:57","modified_gmt":"2012-04-09T16:16:57","slug":"dia-da-arma-de-engenharia-militar-10-de-abril","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/dia-da-arma-de-engenharia-militar-10-de-abril\/","title":{"rendered":"Dia da Arma de Engenharia Militar &#8211; 10 de Abril"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 fato pouco conhecido pelo p\u00fablico em geral que, sob a denomina\u00e7\u00e3o de Militar do Ex\u00e9rcito Brasileiro, existe uma ampla gama de especializa\u00e7\u00f5es desempenhadas por cada integrante da For\u00e7a Terrestre, abrangendo os mais diversos campos de atividades, e que, na maioria dos casos, define toda a carreira militar desses indiv\u00edduos. A grande divis\u00e3o dessas especializa\u00e7\u00f5es \u00e9 definida pela Arma, Quadro ou Servi\u00e7o a que pertence um militar do Ex\u00e9rcito. <\/p>\n<p>As Armas englobam o militar combatente por excel\u00eancia e 10 de abril \u00e9 o dia da Arma de Engenharia Militar, cujo s\u00edmbolo &#8211; o castelo lend\u00e1rio &#8211; perpetua o trabalho dos seus integrantes e abriga, como um templo, as tradi\u00e7\u00f5es e os feitos do seu ilustre Patrono, o major Jo\u00e3o Carlos de Villagran Cabrita.<\/p>\n<p>Hoje em dia, a Arma de Engenharia, apesar do nome, \u00e9 apenas uma das armas e servi\u00e7os a desenvolver atividades de Engenharia Militar. Outras armas e servi\u00e7os tamb\u00e9m desenvolvem atividades de engenharia em diversas \u00e1reas: Arma de Transmiss\u00f5es (atividades de Engenharia Electrot\u00e9cnica e Engenharia de Telecomunica\u00e7\u00f5es); e Servi\u00e7o de Material (atividades de Engenharia Mec\u00e2nica e Engenharia Electrot\u00e9cnica).<\/p>\n<p>A Engenharia Militar divide-se em duas vertentes: de Combate e de Constru\u00e7\u00e3o. A de Combate apoia as armas-base, facilitando o deslocamento das tropas amigas, reparando estradas, pontes e eliminando os obst\u00e1culos \u00e0 progress\u00e3o e, ainda, dificultando o movimento do inimigo. A Engenharia de Constru\u00e7\u00e3o, em tempo de paz, colabora com o desenvolvimento nacional, construindo estradas de rodagem, ferrovias, pontes, a\u00e7udes, barragens, po\u00e7os artesianos e in\u00fameras outras obras.<\/p>\n<p>Por todo o Brasil, a Engenharia abre caminhos, lan\u00e7a trilhos, pereniza rios e efetua travessias. Ela \u00e9 a Arma de apoio ao combate que tem como miss\u00e3o principal apoiar a mobilidade, a contramobilidade e a prote\u00e7\u00e3o, caracterizando-se como um fator multiplicador do poder de combate.<\/p>\n<p>A Engenharia Militar \u00e9 empregada em obras de infraestrutura atuando, especialmente, em regi\u00f5es distantes e in\u00f3spitas, onde a iniciativa privada n\u00e3o considera o empreendimento economicamente interessante. <\/p>\n<p><b>Mato Grosso<\/b><\/p>\n<p>Em Mato Grosso o 9\u00ba BEC &#8211; Batalh\u00e3o de Engenharia de Constru\u00e7\u00e3o, origin\u00e1rio do 3\u00ba Batalh\u00e3o Rodovi\u00e1rio no Rio Grande do Sul (1917), que tinha como foco o desenvolvimento do Tronco Sul do pa\u00eds, chegou em Cuiab\u00e1 em 1970, quando foi instalado com o objetivo de executar o Plano de Integra\u00e7\u00e3o Nacional.<\/p>\n<p>Tinha como miss\u00e3o inicial a implanta\u00e7\u00e3o da BR 163, de Cuiab\u00e1 (MT) a Santar\u00e9m(PA), e a conserva\u00e7\u00e3o do BR 364. Atualmente, como o governo federal tem delegado ao ex\u00e9rcito uma parcela expressiva das obras federais (PAC), as quais se destacam n\u00e3o s\u00f3 pelo valor, mas por sua relev\u00e2ncia para a infraestrutura nacional, o 9\u00ba BEC tem se concentrado em miss\u00f5es no estado do Par\u00e1, pela demanda acima da capacidade do Batalh\u00e3o local e o volume de obras muito grande.<\/p>\n<p>Est\u00e3o em andamento as opera\u00e7\u00f5es: Guarant\u00e3 do Norte (50km de estrada at\u00e9 a divisa com o Par\u00e1, em est\u00e1gio de reconforma\u00e7\u00e3o ambiental); Par\u00e1 (cinco pontes de concreto no eixo da BR 163 que ser\u00e3o entregues em julho de 2012); Mirituba ( 33 km na BR 230, conhecida como Transamaz\u00f4nica); Buritis (pavimenta\u00e7\u00e3o da BR 030 at\u00e9 Bras\u00edlia); e na pr\u00f3xima semana mais pelot\u00e3o ser\u00e1 enviado para a Miss\u00e3o da Onu para Estabiliza\u00e7\u00e3o do Haiti (Minustha).<\/p>\n<p>De acordo com o Tenente-Coronel de Engenharia Paulo Afonso Bruno de Melo, o 9\u00ba BEC contribui para o desenvolvimento nacional (em tempos de paz) e adestra os militares para a miss\u00e3o de defender a p\u00e1tria (em tempos de guerra). Para ele a forma\u00e7\u00e3o militar \u00e9 fundamental para a forma\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia hier\u00e1rquica e disciplinada, &#8220;pois numa guerra n\u00e3o posso ter ningu\u00e9m questionando uma ordem, al\u00e9m do fato de que temos que estar preparados para estar onde ningu\u00e9m mais quer estar&#8221;, justificou.<\/p>\n<p>Embora os 583 militares e 86 civis, que comp\u00f5em o 9\u00ba BEC, tenham o t\u00edtulo de Engenheiro Militar, seis s\u00e3o os profissionais com forma\u00e7\u00e3o de gradua\u00e7\u00e3o de engenheiro. Desses, dois s\u00e3o engenheiros  de carreira, formados pelo IME e quatro s\u00e3o engenheiros civis (tempor\u00e1rios).<\/p>\n<p>Segundo o tenente Renato, formado pela UFMT, adjunto da sess\u00e3o t\u00e9cnica do 9\u00ba BEC desde 2008, o que o diferencia de um engenheiro militar de carreira, em suas atribui\u00e7\u00f5es profissionais, \u00e9 a disciplina &#8220;Constru\u00e7\u00f5es Militares&#8221; (fortes, canh\u00f5es, campos minados&#8230;) e a necessidade de manter um padr\u00e3o m\u00ednimo exigido pelo ex\u00e9rcito, como vigor f\u00edsico e desempenho profissional.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira, dia 10, \u00e0s 9 horas, 9\u00ba BEC realizar\u00e1 uma solenidade alusiva \u00e0 data comemorativa.<\/p>\n<p><b>Origem<\/b><\/p>\n<p>Em 15 de janeiro de 1699, o Rei de Portugal sancionou uma Carta R\u00e9gia que criava um curso de forma\u00e7\u00e3o de soldados t\u00e9cnicos no Brasil Col\u00f4nia. Esse curso tinha por objetivo capacitar os soldados nas t\u00e9cnicas de constru\u00e7\u00e3o de fortifica\u00e7\u00f5es, a fim de promover a defesa da col\u00f4nia contra as incurs\u00f5es de outras na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 1795, foi criada em Recife (PE) uma Aula de Geometria, acrescida, em 1809, do estudo de c\u00e1lculo integral, mec\u00e2nica e hidrodin\u00e2mica, lecionados pelo Capit\u00e3o Antonio Francisco Bastos. Essa aula existiu at\u00e9 1812.<\/p>\n<p>A Academia Real Militar, com data de funda\u00e7\u00e3o de 1811, mudou de nome quatro vezes: Imperial Academia Militar, em 1822; Academia Militar da Corte, em 1832; Escola Militar, em 1840; e Escola Central, a partir de 1858. Ali se formavam n\u00e3o apenas oficiais do Ex\u00e9rcito, mas, principalmente, engenheiros, militares ou civis, pois a Escola Central era a \u00fanica escola de engenharia existente no Brasil.<\/p>\n<p>Em 1959, Para atender ao desenvolvimento da quest\u00e3o tecnol\u00f3gica e militar no pa\u00eds, o Ex\u00e9rcito Brasileiro (EB) criou o Instituto Militar de Engenharia (IME), resultado da fus\u00e3o da Escola T\u00e9cnica do Ex\u00e9rcito com o Instituto Militar de Tecnologia.<\/p>\n<p>Atualmente, o IME forma oficiais engenheiros militares da ativa e da reserva e admite engenheiros, homens e mulheres formados em institui\u00e7\u00f5es civis.<\/p>\n<p>*Josemara Zago<br \/>\nGecom\/ Crea-MT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 fato pouco conhecido pelo p\u00fablico em geral que, sob a denomina\u00e7\u00e3o de Militar do Ex\u00e9rcito Brasileiro, existe uma ampla gama de especializa\u00e7\u00f5es desempenhadas por cada integrante da For\u00e7a Terrestre, abrangendo os mais diversos campos de atividades, e que, na maioria dos casos, define toda a carreira militar desses indiv\u00edduos. 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