{"id":340,"date":"2017-03-02T16:11:00","date_gmt":"2017-03-02T19:11:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/situacao-de-emergencia\/"},"modified":"2017-03-02T16:11:00","modified_gmt":"2017-03-02T19:11:00","slug":"situacao-de-emergencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/situacao-de-emergencia\/","title":{"rendered":"Situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">\n\t<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/img_site\/images\/foto(4).jpg\" style=\"width: 350px;height: 350px;margin: 5px;float: left\" \/>No &uacute;ltimo m&ecirc;s no Estado de Mato Grosso, ao menos 14 Munic&iacute;pios decretaram situa&ccedil;&atilde;o de emerg&ecirc;ncia, sendo eles: Rio Branco, Vale de S&atilde;o Domingos, Chapada dos Guimar&atilde;es, Confresa, Vila Rica, Santa Terezinha, Cl&aacute;udia, &Aacute;gua Boa, Pontes e Lacerda, Porto Esperidi&atilde;o, Barra do Bugres, S&atilde;o Jos&eacute; do Xingu, Jauru e Campo Novo do Parecis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tA declara&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&atilde;o de emerg&ecirc;ncia est&aacute; relacionada &agrave; ocorr&ecirc;ncia de desastres. Segundo o Gloss&aacute;rio da Defesa Civil Nacional, desastre &eacute; o &ldquo;<em>resultado de eventos adversos, naturais ou provocados pelo homem, sobre um ecossistema (vulner&aacute;vel), causando danos humanos, materiais e\/ou ambientais e consequentes preju&iacute;zos econ&ocirc;micos e sociais. A intensidade de um desastre depende da intera&ccedil;&atilde;o entre a magnitude do evento adverso e o grau de vulnerabilidade do sistema receptor Afetado<\/em>&rdquo;. Os desastres podem ser classificados como desastres naturais ou humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tO Brasil &eacute; um dos pa&iacute;ses no mundo mais afetados por desastres naturais relacionados &agrave; din&acirc;mica externa do nosso planeta tais como inunda&ccedil;&otilde;es, escorregamentos, vendavais, chuvas intensas entre outros. No caso de Mato Grosso, al&eacute;m dos eventos da din&acirc;mica externa, aqui na terra de Rondon ocorreu em 1955 o maior terremoto registrado no Brasil, de 6,6 graus na escala Richter.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tOs desastres naturais est&atilde;o ligados aos processos e ciclos que envolvem nosso planeta. &Eacute; f&aacute;cil para qualquer pessoa compreender ciclos como os dias e as esta&ccedil;&otilde;es do ano. Todavia, a forma como se dar&aacute; cada uma das esta&ccedil;&otilde;es est&aacute; relacionada a outros fen&ocirc;menos maiores, como varia&ccedil;&otilde;es das correntes marinhas (Ex. El Ni&ntilde;o e La Nina), ciclos solares entre muitos outros. Estes ciclos influenciam no nosso planeta atrav&eacute;s das d&eacute;cadas ou s&eacute;culos, e algumas destas varia&ccedil;&otilde;es s&atilde;o mais complicadas para serem observadas, pois s&atilde;o geracionais, ou seja, voc&ecirc; ira presenciar um fen&ocirc;meno que s&oacute; ocorrer&aacute; novamente quando seu bisneto ou tataraneto tiver a sua idade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tOs impactos dos desastres naturais podem ser amplificados pela atua&ccedil;&atilde;o do homem, por exemplo, a impermeabiliza&ccedil;&atilde;o de terrenos facilita alagamentos. Outras medidas como a ocupa&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas inapropriadas, podem resultar em grandes perdas materiais e humanas. Por isso &eacute; necess&aacute;rios sempre uma pol&iacute;tica de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo que seja constru&iacute;da com base em estudos t&eacute;cnicos adequados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tOs desastres naturais ocorrem e continuar&atilde;o a ocorrer no nosso planeta, contudo atrav&eacute;s de medidas adequadas &eacute; poss&iacute;vel minimizar os danos causados por esses eventos. Toda via, negligenciar a exist&ecirc;ncia dos fen&ocirc;menos e dos ciclos da natureza pode ampliar o n&uacute;mero de v&iacute;timas e o impacto dos desastres. Em pa&iacute;ses como Jap&atilde;o, os governos e a popula&ccedil;&atilde;o aprenderam a lidar com as adversidades da natureza tais como terremotos, vulc&otilde;es e tsunamis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tNo nosso Estado, ano ap&oacute;s ano, vemos diversos munic&iacute;pios decretarem situa&ccedil;&atilde;o de emerg&ecirc;ncia. A pergunta que cabe ser feita &eacute;: Quais a medidas preventivas est&atilde;o sendo desenvolvidas pelo estado de Mato Grosso para assegurar que o uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo est&atilde;o sendo realizado de forma adequada? Ser&aacute; que de fato os governos tem se preocupado em tomar medidas respons&aacute;veis relativas a esta tem&aacute;tica? Ou ser&aacute; que est&atilde;o apenas de dedos cruzados esperando com que a natureza se comporte, no ano seguinte, da mesma forma que se comportou no ano anterior?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tPara concluir, digo que o estado de Mato Grosso deve tomar algumas medidas importantes. Como o desenvolvimento de uma pol&iacute;tica correta de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo, desenvolver uma orienta&ccedil;&atilde;o adequada para a popula&ccedil;&atilde;o em &aacute;reas de risco e equipar a defesa civil. Dentro desta &uacute;ltima, desenvolver um corpo t&eacute;cnico aos moldes de outros estados, como Rio de Janeiro e S&atilde;o Paulo, pois possuem uma equipe t&eacute;cnica especializada em estudos e medidas preventivas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>Caiubi Kuhn <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<em>Ge&oacute;logo e Mestre em Geoci&ecirc;ncias; <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<em>Docente do Instituto de Engenharia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT);&nbsp;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<em>Conselheiro-Titular do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-MT);&nbsp;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<em>Diretor de Benef&iacute;cios e Rela&ccedil;&otilde;es Sindicais do&nbsp;Sindicato dos Ge&oacute;logos do Estado de Mato Grosso (SINGEMAT);&nbsp;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<em>Presidente da Associa&ccedil;&atilde;o de Ge&oacute;logos de Cuiab&aacute; (GEOCLUBE);<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No &uacute;ltimo m&ecirc;s no Estado de Mato Grosso, ao menos 14 Munic&iacute;pios decretaram situa&ccedil;&atilde;o de emerg&ecirc;ncia, sendo eles: Rio Branco, Vale de S&atilde;o Domingos, Chapada dos Guimar&atilde;es, Confresa, Vila Rica, Santa Terezinha, Cl&aacute;udia, &Aacute;gua Boa, Pontes e Lacerda, Porto Esperidi&atilde;o, Barra do Bugres, S&atilde;o Jos&eacute; do Xingu, Jauru e Campo Novo do Parecis. &nbsp; A [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-340","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/340","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=340"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/340\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=340"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=340"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=340"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}