{"id":33038,"date":"2021-10-15T16:25:09","date_gmt":"2021-10-15T20:25:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/?p=33038"},"modified":"2021-10-15T16:25:30","modified_gmt":"2021-10-15T20:25:30","slug":"engenheiros-florestais-descobrem-a-segunda-maior-arvore-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/engenheiros-florestais-descobrem-a-segunda-maior-arvore-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Engenheiros florestais descobrem a segunda maior \u00e1rvore na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_33039\"  class=\"figure alignleft\" style=\"width: 370px;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-33039 size-medium\" src=\"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/arvore-gigante_grupo-360x160.png\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"160\" srcset=\"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/arvore-gigante_grupo-360x160.png 360w, https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/arvore-gigante_grupo-1024x455.png 1024w, https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/arvore-gigante_grupo-768x341.png 768w, https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/arvore-gigante_grupo.png 1170w\" sizes=\"auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><figcaption class=\"figure-caption\">Integrantes da Expedi\u00e7\u00e3o \u00c1rvores Gigantes<\/figcaption><\/figure>\n<p>No final de setembro, uma expedi\u00e7\u00e3o composta por quatro engenheiros florestais e quatro extrativistas de castanhas e moradores da regi\u00e3o de Porto Grande (AP) percorreram mais de 70 quil\u00f4metros, de barco e a p\u00e9, em tr\u00eas dias para verificar in loco o que apontava um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O Instituto identificou \u00e1rvores com alturas muito acima do normal na regi\u00e3o do Amap\u00e1, entre elas o angelim-vermelho, gigante da Amaz\u00f4nia, que \u00e9 considerada a segunda maior \u00e1rvore gigante registrada, entretanto, a primeira verificada com presen\u00e7a in loco. Segundo o Inpe, existe uma \u00e1rvore ainda maior, com 88 metros, que ainda n\u00e3o foi alcan\u00e7ada por nenhuma expedi\u00e7\u00e3o. Vale lembrar que a m\u00e9dia das \u00e1rvores mais altas na regi\u00e3o gira em torno de 40 a 50 metros, como \u00e9 o caso da conhecida Suma\u00fama, considerada a \u201cRainha da Floresta\u201d.<\/p>\n<p>Doutor em Ci\u00eancias Florestais, o engenheiro florestal Diego Armando Silva coordena o projeto \u201c\u00c1rvores Gigantes\u201d, do Instituto Federal do Amap\u00e1 (Ifap).\u00a0 Ele explica que o projeto \u00e9 desdobramento da expedi\u00e7\u00e3o Jari-Paru, iniciado em 2016 e coordenada pelo professor e engenheiro florestal Eric Gorgens, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Segundo Silva, ao processar informa\u00e7\u00f5es do sistema Lidar, identificou-se a proje\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores de grande porte na Amaz\u00f4nia. \u201cUm conjunto de pesquisadores mapeou seis locais com \u00e1rvores gigantes, com mais de 80 metros\u201d, explicou o profissional do Sistema Confea\/Crea, que tamb\u00e9m \u00e9 professor do Ifap.<\/p>\n<p>Em 2019, com os dados em m\u00e3os, Diego decidiu, em conjunto com Gorgens, coordenar o projeto \u201c\u00c1rvores Gigantes\u201d, que conta com a participa\u00e7\u00e3o de diversas universidades brasileiras e parceiros que atuam juntos no mapeamento das esp\u00e9cies. Al\u00e9m do monitoramento, os pesquisadores querem entender os principais processos ecol\u00f3gicos que incidem nas caracter\u00edsticas \u00fanicas das \u00e1rvores gigantes.<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-33040 alignright\" src=\"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/arvore_gigante-167x360.png\" alt=\"\" width=\"167\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/arvore_gigante-167x360.png 167w, https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/arvore_gigante.png 238w\" sizes=\"auto, (max-width: 167px) 100vw, 167px\" \/>Sobre a expedi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>No dia 24 de setembro, os pesquisadores partiram de Porto Grande, munic\u00edpio a 102 quil\u00f4metros de Macap\u00e1. Ap\u00f3s tr\u00eas dias de expedi\u00e7\u00e3o, com ajuda de sat\u00e9lites e outros equipamentos, os engenheiros florestais chegaram \u00e0 arvore gigante, que fica na regi\u00e3o do Rio Cupixi, nos limites da Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (RDS) do Rio Iratapuru.<\/p>\n<p>Silva tamb\u00e9m alertou para o interesse madeireiro em rela\u00e7\u00e3o ao angelim-vermelho devido \u00e0 sua alta capacidade de produ\u00e7\u00e3o de madeira. No entanto, sua \u201cfun\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica faz com que se tornem majestosos, quem sabe simbolizando a preserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia\u201d, concluiu esperan\u00e7oso.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m integraram a expedi\u00e7\u00e3o os engenheiros florestais Robson Borges, professor da Universidade do Estado do Amap\u00e1 (Ueap); Jo\u00e3o Ramos de Matos Filho, representante da Promotoria do Meio Ambiente; e o doutorando Mauricio Alves Sardinha, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa).<\/p>\n<p><strong>Confira a vis\u00e3o panor\u00e2mica da \u00e1rea em que a \u00e1rvore gigante est\u00e1 situada:<\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/youtu.be\/a-d1knULawk\">https:\/\/youtu.be\/a-d1knULawk<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>Imagens de drone que d\u00e3o a no\u00e7\u00e3o da altura do angelim-vermelho:<\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/youtu.be\/B0DJh3XdbH4\">https:\/\/youtu.be\/B0DJh3XdbH4<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>Financiamento<\/strong><\/p>\n<p>Essa fase do projeto foi financiado pela Universidade Estadual do Amap\u00e1 (Ueap) e Fundo Iratapuru, sob coordena\u00e7\u00e3o do Ifap. Para dar continuidade ao projeto, eles precisam captar recursos. \u201cEstamos em busca de parcerias, patroc\u00ednios para que possamos mapear as outras \u00e1rvores. Com o corte nas pesquisas cient\u00edficas estamos nos desdobrando para dar sequ\u00eancia ao mapeamento\u201d.<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima expedi\u00e7\u00e3o, marcada para 5 de novembro, vai mapear uma \u00e1rvore gigante (83 metros) que se encontra no Projeto de Assentamento Agroextrativista Marac\u00e1 em Mazag\u00e3o (AP). \u201cAinda temos vaga para mais um engenheiro florestal\u201d, anunciou, ao ressaltar que \u00e9 a modalidade que mais entende sobre \u00e1rvores, ou seja, \u00e9 o profissional que visa obter informa\u00e7\u00e3o da floresta para que seja mantida, preservada e conservada. \u201c\u00c9 imprescind\u00edvel que n\u00f3s, engenheiros florestais, coordenemos expedi\u00e7\u00f5es dessa grandeza e, em conjunto com uma equipe multidisciplinar, possamos integrar as pesquisas sobre a Amaz\u00f4nia\u201d, ponderou.<\/p>\n<p>O pesquisador espera captar recursos suficientes para dar sequ\u00eancia ao projeto e, ao final, criar na regi\u00e3o do Jari um Centro de Pesquisas das \u00c1rvores Gigantes que congregue pesquisadores do mundo inteiro em torno dos estudos sobre a esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>Para saber mais sobre o <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ceema.ifap\/?utm_medium=copy_link\">projeto, acesse o Instagram<\/a> e confira o <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/episode\/70vzqFX5va4KrEtZ5py29K?si=YmTF6lzSSh2kCMV_8Fcz2g&amp;dl_branch=1&amp;nd=1\">podcast<\/a> sobre o assunto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No final de setembro, uma expedi\u00e7\u00e3o composta por quatro engenheiros florestais e quatro extrativistas de castanhas e moradores da regi\u00e3o de Porto Grande (AP) percorreram mais de 70 quil\u00f4metros, de barco e a p\u00e9, em tr\u00eas dias para verificar in loco o que apontava um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). 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