{"id":330,"date":"2017-03-09T10:55:00","date_gmt":"2017-03-09T13:55:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/a-mulher-na-area-tecnologica-e-as-vitorias-de-um-dia-a-dia-cheio-de-desafios\/"},"modified":"2017-03-09T10:55:00","modified_gmt":"2017-03-09T13:55:00","slug":"a-mulher-na-area-tecnologica-e-as-vitorias-de-um-dia-a-dia-cheio-de-desafios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/a-mulher-na-area-tecnologica-e-as-vitorias-de-um-dia-a-dia-cheio-de-desafios\/","title":{"rendered":"A mulher na \u00e1rea tecnol\u00f3gica e as vit\u00f3rias de um dia a dia cheio de desafios"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\">\n\t<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/img_site\/images\/mulher2017_jt_lidfemininas.jpg\" style=\"width: 270px;height: 228px;margin: 5px;float: left\" \/>Ao concorrer pela primeira vez &agrave; presid&ecirc;ncia do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), em 2012, o ent&atilde;o candidato Jos&eacute; Tadeu da Silva trazia um plano de a&ccedil;&atilde;o bem detalhado e que pretendia aplicar &agrave; frente da autarquia. E uma das novidades desse plano era a defini&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica interna voltada para a valoriza&ccedil;&atilde;o da mulher que atua na &aacute;rea tecnol&oacute;gica nacional.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&ldquo;Ter uma mulher como companheira na vice-presid&ecirc;ncia &nbsp;foi uma decis&atilde;o que revelou quantos espa&ccedil;os existem no Sistema Confea\/Crea a serem ocupados &nbsp;pelas mulheres. E mais que isso, afirmar que o Sistema precisa delas para acompanhar e participar do fortalecimento &nbsp;de uma sociedade onde elas sejam valorizadas, n&atilde;o s&oacute; pelo g&ecirc;nero, mas como seres humanos que n&atilde;o concorrem, mas somam com todos&rdquo;, afirmou Tadeu da Silva, &agrave;s v&eacute;speras do &uacute;ltimo Dia Internacional da Mulher em que estar&aacute; &agrave; frente do Conselho, depois de seis anos de atua&ccedil;&atilde;o.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tCom 46% de seus funcion&aacute;rios e assessores &nbsp;sendo mulheres, o Confea trabalha para ser uma refer&ecirc;ncia para todo o Sistema onde, entre as lideran&ccedil;as, tr&ecirc;s mulheres ocupam a presid&ecirc;ncia de Conselhos Regionais, enquanto, entre os profissionais registrados, apenas 16% s&atilde;o mulheres dos 1 milh&atilde;o e 300 mil profissionais.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&ldquo;Mas temos caminhado&rdquo;, afirma o presidente do Confea. &ldquo;Continuamos com o objetivo de &nbsp;ser uma refer&ecirc;ncia a ser seguida. Em 2015, o Conselho recebeu o Selo da Equidade de G&ecirc;nero e Ra&ccedil;a, dado pelo Governo Federal em reconhecimento &agrave; equidade na institui&ccedil;&atilde;o. Mas, para ter continuidade, a caminhada precisa que os debates e as a&ccedil;&otilde;es continuem acontecendo e motivados por nossas profissionais&rdquo;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tJos&eacute; Tadeu afirma que &rdquo;&eacute; preciso expandir espa&ccedil;os, al&ccedil;ar voos bem planejados e para isso &eacute; fundamental o equil&iacute;brio entre as rela&ccedil;&otilde;es pessoais e profissionais&rdquo;. Ao reconhecer o muito ainda a fazer, &nbsp;agradeceu pelo que j&aacute; foi feito: &ldquo;Parceiras de estrada, muito obrigado por esta caminhada!&rdquo;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/img_site\/images\/mulher2017_giucelia_pb.jpg\" style=\"width: 270px;height: 241px;margin: 5px;float: right\" \/><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>PB, MT e AC: engenheiras agr&ocirc;nomas na presid&ecirc;ncia<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tAs dificuldades para galgar a forma&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea tecnol&oacute;gica e at&eacute; mesmo para dar in&iacute;cio &agrave;s atividades de gest&atilde;o do Sistema podem ainda ser realidade para as mulheres, mas j&aacute; se encontram em um novo par&acirc;metro, gra&ccedil;as a conquistas trilhadas por profissionais como as atuais presidentes dos Regionais da Para&iacute;ba, Mato Grosso e Acre. As tr&ecirc;s engenheiras agr&ocirc;nomas representam bem a transforma&ccedil;&atilde;o proporcionada pelas mulheres, na reconstru&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua do Sistema.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&ldquo;Foi uma trajet&oacute;ria muito intensa junto &agrave;s entidades representativas dos profissionais, Sindicato dos Engenheiros, Associa&ccedil;&atilde;o dos Engenheiros Agr&ocirc;nomos, Fisenge. Essa luta em defesa da valoriza&ccedil;&atilde;o profissional e de uma sociedade onde homens e mulheres tenham direitos iguais &eacute; a nossa marca no fortalecimento das entidades e fazendo esse link entre os profissionais e entidades&rdquo;, considera Giuc&eacute;lia &nbsp;Ara&uacute;jo de Figueiredo, primeira mulher a presidir o Crea-PB, depois reeleita com a aprova&ccedil;&atilde;o de 93% do eleitorado.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tEx-conselheira regional, ela descreve que a &ldquo;ousadia&rdquo; vem sendo gradualmente recompensada. Primeiro, ao marcar sua posi&ccedil;&atilde;o em uma turma de 40 alunos, formada por 38 homens. &nbsp;&ldquo;Em 1978, em todos os cursos das &aacute;reas tecnol&oacute;gicas, havia uma hegemonia masculina, e n&atilde;o era diferente na antiga Escola de Agronomia do Nordeste, mas isso n&atilde;o tirou a minha motiva&ccedil;&atilde;o, at&eacute; porque sempre fui de quebrar paradigmas. E por entender que nossa profiss&atilde;o &eacute; uma miss&atilde;o que desempenha um papel importante para o desenvolvimento do pa&iacute;s&rdquo;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tSe o cen&aacute;rio ainda &eacute; marcado por discrimina&ccedil;&otilde;es, Giuc&eacute;lia argumenta que procurou fazer sua parte para torn&aacute;-lo mais inclusivo e democr&aacute;tico. Motivar a participa&ccedil;&atilde;o feminina no conselho foi uma das preocupa&ccedil;&otilde;es levadas junto ao Senge-PB por meio do Coletivo de Mulheres Engenheiras, &ldquo;um espa&ccedil;o de debate sobre pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para as mulheres, buscando seu empoderamento&rdquo;. Al&eacute;m disso, o pr&oacute;prio plen&aacute;rio do Crea-PB hoje re&uacute;ne seis conselheiras. &ldquo;A mulher engenheira tem que ocupar seus espa&ccedil;os, n&atilde;o s&oacute; profissionais, mas tamb&eacute;m os espa&ccedil;os de decis&atilde;o&rdquo;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>Desafios<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/img_site\/images\/mulher2017_carminda_ac.jpg\" style=\"width: 257px;height: 270px;margin: 5px;float: left\" \/><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&ldquo;J&aacute; vim do meio rural, e j&aacute; havia decidido ser engenheira agr&ocirc;noma desde cedo. Ent&atilde;o, pra mim, o curso na Universidade Federal do Acre foi tranquilo. Estou no Sistema h&aacute; 15 anos, quando fui chamada pela Confaeab para retomar Associa&ccedil;&atilde;o dos Engenheiros Agr&ocirc;nomos do Acre. Depois, fui conselheira regional e, por dois mandatos, diretora financeira da M&uacute;tua, voltando a ser conselheira regional at&eacute; 2014, quando me candidatei&rdquo;. Assim, a engenheira agr&ocirc;noma Carminda Luzia Silva Pinheiro descreve sua trajet&oacute;ria at&eacute; se tornar a primeira mulher eleita para presidir o Crea-AC.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&ldquo;Andei por todos os munic&iacute;pios do Acre, e venci com 67%. Logo que entrei, tive alguns problemas por causa da curiosidade dos conselheiros, se daria conta. Hoje, j&aacute; me sinto mais experiente. A gente ainda sofre questionamentos quanto ao potencial da mulher &agrave; frente do Conselho, como acontece no dia a dia profissional tamb&eacute;m. Mas tem melhorado muito&rdquo;, considera, comentando que hoje o Conselho tem duas mulheres no plen&aacute;rio, mesmo n&uacute;mero de diretoras da M&uacute;tua, al&eacute;m de uma orienta&ccedil;&atilde;o para que pelo menos metade da composi&ccedil;&atilde;o do Crea-Jr seja feminina.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tCarminda acrescenta que o Crea tem procurado mobilizar a sociedade para a import&acirc;ncia da participa&ccedil;&atilde;o feminina na profiss&atilde;o. &ldquo;A gente sempre procura mostrar que as mulheres podem ter a mesma produtividade dos homens, sem a influ&ecirc;ncia de terceiros, podemos trabalhar lado a lado, com respeito, para que fa&ccedil;amos um trabalho bom para a Engenharia. Por isso, sempre participamos de eventos para falar da import&acirc;ncia da participa&ccedil;&atilde;o feminina na &aacute;rea tecnol&oacute;gica. A gente sente que a sociedade valoriza nosso trabalho, o que &eacute; um dos objetivos do mandato&rdquo;, diz, informando que, na v&eacute;spera deste Dia Internacional da Mulher, engenheiras foram convidadas a entregar kits de beleza para as mulheres em Rio Branco.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>Sem dificuldades<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tJ&aacute; havendo substitu&iacute;do os presidentes do Crea-MT Juares Samaniego e Tarc&iacute;sio Bassan, &nbsp;a eng. agr. Kateri Dealtina Felsky dos Anjos tamb&eacute;m v&ecirc; um incremento na participa&ccedil;&atilde;o no plen&aacute;rio do <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/img_site\/images\/mulher2017_kateri_mt.jpg\" style=\"width: 218px;height: 270px;margin: 5px;float: right\" \/>Conselho, hoje com quatro titulares e seis suplentes do universo de 41 conselheiros. A exemplo da colega acreana, ela tem uma vis&atilde;o mais natural da sua forma&ccedil;&atilde;o e da atua&ccedil;&atilde;o feminina no Sistema profissional.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&ldquo;Particularmente, n&atilde;o vejo dificuldade. Venho de uma fam&iacute;lia de cinco irm&atilde;os e o curso era predominantemente masculino, na Universidade Federal de Vi&ccedil;osa. Tamb&eacute;m n&atilde;o vejo diferen&ccedil;a entre os sexos para a gest&atilde;o de coisa p&uacute;blica. S&atilde;o as capacidades t&eacute;cnicas e sua percep&ccedil;&atilde;o de gest&atilde;o que vai auxiliar nisso. Fui superintendente da Conap, chefe de gabinete na secretaria de Desenvolvimento Rural e sempre atuei de uma forma natural, sem destacar o empoderamento da mulher ou n&atilde;o. Embora haja uma cultura masculina, n&atilde;o vejo resist&ecirc;ncia quanto a isso&rdquo;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tA conviv&ecirc;ncia efetiva com o universo ainda predominantemente masculino &eacute; saudada pela gestora. &ldquo;Mesmo sendo eminentemente masculino, o plen&aacute;rio escolheu uma mulher, quando o presidente Samaniego foi eleito conselheiro federal. Acredito que o que falta realmente &eacute; que as mulheres queiram ocupar esses cargos&rdquo;. Kateri destaca que n&atilde;o tem quaisquer dificuldades em lidar com os colegas, uma vez que esta &eacute; uma tend&ecirc;ncia natural no mercado de trabalho, considerando a predomin&acirc;ncia feminina na popula&ccedil;&atilde;o brasileira, segundo o IBGE. &ldquo;E o machismo vai sendo quebrado com o trabalho, inclusive quanto &agrave; remunera&ccedil;&atilde;o&rdquo;, pondera.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tA engenheira florestal Ivone Rodrigues tamb&eacute;m n&atilde;o lamenta dificuldades na profiss&atilde;o por ser mulher. &ldquo;N&atilde;o sei se tem a ver com meu perfil, sempre tive uma postura mais cr&iacute;tica e participativa&rdquo;, comenta a primeira mulher a ocupar o posto de coordenadora nacional de C&acirc;maras Especializadas de Engenharia Florestal do Sistema.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&Agrave;s profissionais que pretendem trilhar carreira de lideran&ccedil;a, Ivone diz que o caminho n&atilde;o &eacute; t&atilde;o dif&iacute;cil quanto parece: &ldquo;Temos em geral outras atividades, mas esses espa&ccedil;os de lideran&ccedil;a est&atilde;o a&iacute; para serem ocupados. Uma forma de come&ccedil;ar &eacute; trabalhar nas entidades de classe de seu munic&iacute;pio &ndash; entender as representa&ccedil;&otilde;es que podemos exercer, e ser impositiva, ocupar realmente os espa&ccedil;os. &Agrave;s vezes, at&eacute; estamos l&aacute;, mas ficamos nos bastidores ou n&oacute;s mesmas nos subjugamos. Temos que ter mais mulheres nesse espa&ccedil;o de lideran&ccedil;a. N&oacute;s podemos ocupar esse espa&ccedil;o, reivindicar o que queremos, para trazer mudan&ccedil;as e novas posturas&rdquo;.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>Engenheiras eletricistas, sim senhor!<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/img_site\/images\/mulher2017_darlene.jpg\" style=\"width: 181px;height: 200px;margin: 5px;float: left\" \/>A determina&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m marca as trajet&oacute;rias das engenheiras eletricistas Ana Constantina Sarmento e Darlene Leit&atilde;o e Silva. Ex-conselheiras federais durante os mandatos 2013-2015 e 2012-2014, respectivamente, ambas continuam militando junto ao Sistema e exaltam a import&acirc;ncia da participa&ccedil;&atilde;o feminina para o desenvolvimento tecnol&oacute;gico do pa&iacute;s. Ana Constantina, inclusive, fez hist&oacute;ria ao ser a primeira mulher a ocupar a vice-presid&ecirc;ncia do Confea.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tDarlene j&aacute; havia sido conselheira federal suplente em 1998. &ldquo;Decidi que seria conselheira titular, o que consegui com muito di&aacute;logo. Pude conhecer melhor o Sistema, seus problemas. Foi algo que a gente construiu ao longo do tempo, com a seriedade a que as mulheres se determinam. Desde ent&atilde;o, sempre trabalhei no conselho regional e na Associa&ccedil;&atilde;o Roraimense de Engenheiros e Arquitetos, hoje como superintendente. Vamos ficando por amor &agrave; Engenharia&rdquo;, diz, mencionando que tamb&eacute;m atua como diretora financeira na instala&ccedil;&atilde;o da regional roraimense da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Engenheiros Eletricistas (ABEE-RR), presidida por Maria da Concei&ccedil;&atilde;o Escobar.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&ldquo;Aqui em Roraima, essa rela&ccedil;&atilde;o com a profiss&atilde;o &eacute; bastante tranquila, com muito respeito em rela&ccedil;&atilde;o aos trabalhos que a gente desenvolve&rdquo;, diz, lembrando ainda que, em 2003, havia sido a primeira roraimense a assumir uma diretoria da concession&aacute;ria estadual de energia. Uma trajet&oacute;ria iniciada na Escola T&eacute;cnica de Manaus, onde se tornou t&eacute;cnica em eletr&ocirc;nica, e no curso de Engenharia El&eacute;trica da Universidade do Amazonas. &ldquo;&Eacute;ramos cinco mulheres de 60 alunos. Mas, como gosto de desafios e tinha afinidade com a profiss&atilde;o, fui at&eacute; o fim. Acredito que n&oacute;s mulheres somos multiprofissionais, com uma vis&atilde;o mais pr&aacute;tica, a gente procura fazer bem-feito e com resultado&rdquo;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tA eng. eletric. Ana Constantina foi a primeira mulher a ocupar o cargo de vice-presidente no Conselho. Dessa viv&ecirc;ncia em 2015, ela ressalta a oportunidade de ter visto de perto a necessidade <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/img_site\/images\/mulher2017_anaconstantina.jpg\" style=\"width: 200px;height: 150px;margin: 5px;float: right\" \/>concreta de amplia&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o da mulher nas pol&iacute;ticas de classe. &ldquo;Em nosso meio, historicamente masculinizado, &eacute; importante que os profissionais entendam que o Sistema s&oacute; cresce quando escuta as vozes de todos os g&ecirc;neros&rdquo;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tEncarar essa realidade, sendo representante de minoria, fez com que a engenheira trabalhasse ainda mais pela causa. &ldquo;Ao ocupar a cadeira de vice-presidente, enfrentei uma quest&atilde;o hist&oacute;rica de 82 anos&rdquo;, afirma Constantina, que refor&ccedil;a ainda a necessidade de se fazer muito mais para que haja equidade no setor. &ldquo;Deve ser elaborado um normativo que garanta o espa&ccedil;o de participa&ccedil;&atilde;o para a mulher dentro do Sistema. Caso contr&aacute;rio, n&atilde;o teremos representatividade e passaremos despercebidas. E &eacute; importante dizer que uma mulher soma na gest&atilde;o de projetos. Precisamos avan&ccedil;ar nessa pauta positiva e permanentemente&rdquo;, argumenta.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>Equidade de g&ecirc;nero<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tO Confea participa do Programa Pr&oacute;-Equidade de G&ecirc;nero e Ra&ccedil;a, da Secretaria Especial de Pol&iacute;ticas para as Mulheres e Secretaria Especial de Pol&iacute;ticas de Promo&ccedil;&atilde;o da Igualdade Racial (Seppir), que, anualmente, concedem selos de excel&ecirc;ncia para empresas que aplicam princ&iacute;pios do Programa Pr&oacute;-Equidade de G&ecirc;nero e Ra&ccedil;a. Em 2015, o Confea foi uma das 68 institui&ccedil;&otilde;es a receber a quinta edi&ccedil;&atilde;o do selo Pr&oacute;-Equidade de G&ecirc;nero e Ra&ccedil;a. &nbsp;E, no ano passado, o Conselho ratificou a sua ades&atilde;o ao selo.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/img_site\/images\/mulher2017_seloequidade.jpg\" style=\"width: 270px;height: 196px;margin: 5px;float: left\" \/><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao concorrer pela primeira vez &agrave; presid&ecirc;ncia do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), em 2012, o ent&atilde;o candidato Jos&eacute; Tadeu da Silva trazia um plano de a&ccedil;&atilde;o bem detalhado e que pretendia aplicar &agrave; frente da autarquia. 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