{"id":3215,"date":"2012-08-21T15:12:51","date_gmt":"2012-08-21T18:12:51","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/consideracoes-ambientais\/"},"modified":"2012-08-21T15:12:51","modified_gmt":"2012-08-21T18:12:51","slug":"consideracoes-ambientais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/consideracoes-ambientais\/","title":{"rendered":"Considera\u00e7\u00f5es ambientais"},"content":{"rendered":"<p>.<br \/>\n<b>S\u00e1tyro Pohl Moreira de Castilho, engenheiro civil, presidente do Crea-MT. Artigo veiculado em 24\/05\/2004<\/b><\/p>\n<p>O meio ambiente \u00e9 tema intr\u00ednseco a todas as \u00e1reas profissionais ligadas ao sistema Confea-Crea. Toda constru\u00e7\u00e3o, por exemplo, representa impacto ambiental, cabendo ao profissional buscar meios de mitigar os efeitos. A tend\u00eancia \u00e9 que, cada vez mais, haja fiscaliza\u00e7\u00e3o social sobre os atos que possam provocar danos ambientais de monta, seja pelo fortalecimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico como institui\u00e7\u00e3o de respaldo perante a sociedade, seja pela prolifera\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais ou pela pr\u00f3pria conscientiza\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o. A responsabilidade do profissional com registro no sistema Confea-Crea cresce inclusive porque, sem ele, \u00e9 improv\u00e1vel que haja relat\u00f3rios t\u00e9cnicos e confi\u00e1veis sobre os impactos de uma atividade na natureza, bem como sobre as formas de reduzir ou superar tais impactos. O profissional t\u00e9cnico \u00e9 a garantia de que decis\u00f5es sobre a realiza\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o de alguma atividade sejam tomadas de forma correta, e n\u00e3o politiqueira.<\/p>\n<p>Por mais \u00f3bvia que seja, \u00e9 preciso lembrar que meio ambiente n\u00e3o se trata apenas de zona rural. A aus\u00eancia de preocupa\u00e7\u00e3o ambiental nas zonas urbanas provocou graves problemas de eros\u00f5es, por exemplo. Cuiab\u00e1, uma cidade rica em c\u00f3rregos, hoje pouco usufrui desse bem natural. O assoreamento, cumulado com a polui\u00e7\u00e3o, provocou um dano ambiental que atua como bola de neve, seja na pr\u00f3pria natureza, seja na pol\u00edtica habitacional, seja na maior possibilidade de enchentes etc.<\/p>\n<p>Certamente, a preocupa\u00e7\u00e3o ambiental tamb\u00e9m \u00e9 forma de evitar o desperd\u00edcio de recursos p\u00fablicos. Na verdade, uma \u0093economia burra\u0094 de recursos que comumente descartava preocupa\u00e7\u00f5es ambientais por parte de gestores. Mais tarde, o resultado apontava um passivo para toda a sociedade, com uma conta para a qual n\u00e3o aparecia dono. Para onde olhamos, nas cidades, h\u00e1 exemplos de empreendimentos que surgiram dessa forma.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que, para suprir a necessidade de efetivar a pr\u00e1tica ambiental no dia-a-dia das atividades profissionais, tamb\u00e9m \u00e9 fundamental que os organismos p\u00fablicos tenham estrutura adequada para atender a pol\u00edtica de meio ambiente. E, aqui, n\u00e3o se trata apenas de estrutura de fiscaliza\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m \u0096 e essencialmente &#8211; de atendimento ao profissional. Reclama\u00e7\u00f5es de morosidade na an\u00e1lise de projetos s\u00e3o comuns.<\/p>\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o brasileira ambiental se incrementou nos anos 80. Em 30 anos, muita coisa mudou. A pr\u00f3pria promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica em 1988 trouxe novidades ambientais que, n\u00e3o raro, passam despercebidas no momento de efetivar um projeto. Mais recentemente, temos o Estatuto das Cidades, que tamb\u00e9m implanta mecanismos na esfera ambiental e cobra, dos munic\u00edpios, agilidade na formula\u00e7\u00e3o ou atualiza\u00e7\u00e3o de suas legisla\u00e7\u00f5es. O profissional precisa estar atento. H\u00e1, por exemplo, a tese da Responsabilidade Civil, que ganha corpo no meio jur\u00eddico e que afeta diretamente propriet\u00e1rios e profissionais.<\/p>\n<p>Economicamente, o profissional \u0096 de qualquer \u00e1rea do Sistema Confea-Crea \u0096 que dominar o espa\u00e7o ambiental ganhar\u00e1 mercado. A m\u00eddia tem sido cruel para empresas ou empres\u00e1rios cujas atividades se envolvem com danos ambientais. Mesmo que n\u00e3o sofram puni\u00e7\u00f5es judiciais, a imagem de empresas perante o p\u00fablico fica comprometida. A preocupa\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9, sim- fator de concorr\u00eancia entre empresas. E essas empresas querem ter, em seus quadros, profissionais que dominam o tema, que possam dar orienta\u00e7\u00f5es e apontar caminhos, que tenham conhecimento inclusive para vetar projetos e substitu\u00ed-los por outro. \u00c9 do conhecimento que se conquista a autoridade t\u00e9cnica. Certamente, essa \u00e9 uma importante \u00e1rea de qualifica\u00e7\u00e3o,  para a qual \u0096 penso \u0096 os cursos de gradua\u00e7\u00e3o ou de n\u00edvel m\u00e9dio j\u00e1 devem priorizar seus ensinamentos.<\/p>\n<p><b>Foto abaixo: Qualifica\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 forte ferramenta para manejo florestal em Mato Grosso<\/b><br \/>\n________________<\/p>\n<p><i>Este espa\u00e7o \u00e9 atualizado toda segunda-feira<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>. S\u00e1tyro Pohl Moreira de Castilho, engenheiro civil, presidente do Crea-MT. 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