{"id":3211,"date":"2012-08-21T15:12:51","date_gmt":"2012-08-21T18:12:51","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/a-potencia-de-geisel-e-golbery-2\/"},"modified":"2012-08-21T15:12:51","modified_gmt":"2012-08-21T18:12:51","slug":"a-potencia-de-geisel-e-golbery-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/a-potencia-de-geisel-e-golbery-2\/","title":{"rendered":"A pot\u00eancia de Geisel e Golbery"},"content":{"rendered":"<p>.<br \/>\n<b>Por S\u00e1tyro Pohl Moreira de Castilho, engenheiro civil, presidente do Crea-MT. Em 21\/06\/2004<\/b><\/p>\n<p>Ernesto Geisel e Golbery do Couto e Silva, bem antes de terem o poder pol\u00edtico brasileiro nos anos 70, participaram de uma ampla pesquisa que apontava a necessidade de divis\u00e3o de Mato Grosso, ent\u00e3o um Estado s\u00f3 de Ponta Por\u00e3 a Aripuan\u00e3, para que o Brasil se mantivesse um territ\u00f3rio uno. Ent\u00e3o na Escola Superior de Guerra, meados do s\u00e9culo XX, ambos acreditavam que o potencial do imenso territ\u00f3rio mato-grossense, com sua diversidade ambiental e posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica de destaque, formava um somat\u00f3rio intenso e perigoso.<\/p>\n<p>Pode ser que esse pensamento, hoje, ganhe contornos exagerados, mesmo se olharmos o contexto geopol\u00edtico do p\u00f3s-guerra. De qualquer forma, vale lembrar que a divis\u00e3o do Estado foi imposta de cima para baixo e ocorreu justamente quando Geisel era presidente da Rep\u00fablica. Mesmo fervorosos defensores da divis\u00e3o do Estado nos anos 70 j\u00e1 admitiram, em document\u00e1rios, que a separa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio n\u00e3o foi fruto de uma conquista de convencimento populacional, mas sim uma imposi\u00e7\u00e3o t\u00edpica de governos ditatoriais.<\/p>\n<p>Mas Geisel e Golbery, homens cultos reconhecidamente, tinham raz\u00e3o na previs\u00e3o do que seria o potencial econ\u00f4mico dos dois Estados. Se somarmos a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e pesarmos na balan\u00e7a comercial, temos no\u00e7\u00e3o do que as terras de Ponta Por\u00e3 a Aripuan\u00e3 representam para o pa\u00eds. N\u00e3o se trata de discurso ufanista, mas certamente aqui h\u00e1 a conjuga\u00e7\u00e3o de aspectos que permitem perspectivas amplas em termos de desenvolvimento.<\/p>\n<p>Por\u00e9m \u00e9 claro que tais perspectivas precisam ser abordadas de forma t\u00e9cnica e respons\u00e1vel. Erra o administrador p\u00fablico que toma decis\u00f5es sem a assessoria t\u00e9cnica competente. E erra o empreendedor que considera a presen\u00e7a do t\u00e9cnico apenas como uma exig\u00eancia burocr\u00e1tica e, at\u00e9 mesmo, \u0093chata\u0094.<\/p>\n<p>Logicamente, pensamos que o governo federal precisa investir em Mato Grosso, garantindo a infra-estrutura necess\u00e1ria para agregar valor \u00e0 sua produ\u00e7\u00e3o. Precisamos de maior facilidade para alcan\u00e7ar o mar, seja pelo lado Atl\u00e2ntico, seja pelo Pac\u00edfico, usando barcos ou trens ou trajetos mais r\u00e1pidos de caminh\u00e3o. Precisamos de pol\u00edticas de incentivo que possibilitem a empresas que t\u00eam nossos produtos como insumos se instalarem no Estado. Precisamos de fortalecer nossos meios de pesquisa, nossas escolas de forma\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n<p>S\u00f3 que, at\u00e9 mesmo para cobrarmos tudo aquilo que precisamos, temos tamb\u00e9m que zelar pela responsabilidade na gest\u00e3o do que temos. N\u00e3o \u00e9 segredo para ningu\u00e9m que a riqueza em recursos h\u00eddricos no Estado est\u00e1 se deteriorando e que as possibilidades florestais est\u00e3o se acabando pela gan\u00e2ncia que reinou e que a fronteira agr\u00edcola avan\u00e7a n\u00e3o raro sem os comedimentos necess\u00e1rios e que&#8230; todos n\u00f3s temos um rol de exemplos do quanto o Estado tem sido deteriorado em prol da lucratividade de cada um e do pr\u00f3prio pa\u00eds.<\/p>\n<p>Deixar que os excessos sejam coibidos apenas pela fiscaliza\u00e7\u00e3o dos diversos \u00f3rg\u00e3os \u00e9 pedir para que se implante de vez a pol\u00edtica da terra arrasada. Em qualquer pa\u00eds no est\u00e1gio do Brasil os \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o est\u00e3o muito aqu\u00e9m em infra-estrutura do que o necess\u00e1rio. Por outro lado, h\u00e1 meios diversos judiciais para que uma multa efetivamente n\u00e3o seja paga ou seja protelada infinitamente. Do que o Ibama autuou ano passado, diz uma reportagem, menos de 10% foi realmente recolhido. E neste final de semana outra reportagem da imprensa mato-grossense revela que os carros dos \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o est\u00e3o sucateados.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 de conscientiza\u00e7\u00e3o de cada um. Acredito que h\u00e1 avan\u00e7os neste sentido, mas n\u00e3o sei se no ritmo necess\u00e1rio. O que quero dizer \u00e9 que a pujan\u00e7a econ\u00f4mica de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, nos termos dos estudos de Geisel e Golbery, depende em muito da atua\u00e7\u00e3o dos profissionais do sistema Confea-Crea, ligados a profiss\u00f5es que se relacionam diretamente ao balanceamento das rela\u00e7\u00f5es entre homem e meio. O Estado foi dividido territorialmente. O que n\u00e3o podemos deixar \u00e9 que seja fracionado na consci\u00eancia de cada um.<br \/>\n_______________<\/p>\n<p><i>Este espa\u00e7o \u00e9 atualizado toda segunda-feira.<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>. Por S\u00e1tyro Pohl Moreira de Castilho, engenheiro civil, presidente do Crea-MT. 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