{"id":3209,"date":"2012-08-21T15:12:51","date_gmt":"2012-08-21T18:12:51","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/br-163-e-o-desenvolvimento\/"},"modified":"2012-08-21T15:12:51","modified_gmt":"2012-08-21T18:12:51","slug":"br-163-e-o-desenvolvimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/br-163-e-o-desenvolvimento\/","title":{"rendered":"BR-163 e o desenvolvimento"},"content":{"rendered":"<p>.<br \/>\n<b>Por S\u00e1tyro Pohl Moreira de Castilho, engenheiro civil, presidente do Crea-MT. Em 28\/06\/2004<\/b><\/p>\n<p>Uma reportagem inserida no site do Crea-MT no \u00faltimo final de semana aborda a travessia da BR-163, entre Cuiab\u00e1 e Santar\u00e9m, por uma equipe do governo federal. O texto, feito por jornalistas do Jornal do Brasil, j\u00e1 come\u00e7a afirmando: \u0093Inaugurada h\u00e1 30 anos, no tempo da ditadura, a BR-163 \u00e9 uma das maiores calamidades rodovi\u00e1rias do Pa\u00eds\u0094. A viagem dos t\u00e9cnicos durou seis dias, em caminhonetes com tra\u00e7\u00e3o nas quatro rodas. Veja uma parte da mat\u00e9ria:<\/p>\n<p>\u0093Do jeito que est\u00e1 &#8211; com atoleiros intranspon\u00edveis sem tra\u00e7\u00e3o, eros\u00e3o serpenteando em crateras profundas, lama\u00e7ais e buraqueira &#8211; a rodovia mais parece, na maior parte do trecho paraense, uma p\u00e9ssima estrada carro\u00e7\u00e1vel ou um excelente desafio para uma prova de rali. S\u00e3o raros os trechos em que se pode engatar a quarta marcha e fazer uma m\u00e9dia de 70 quil\u00f4metros por hora. A m\u00e9dia do percurso fica entre 25 e 35 quil\u00f4metros por hora.&#8221;<\/p>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o do governo \u00e9 repassar a pavimenta\u00e7\u00e3o da rodovia para a iniciativa privada. Quatro prefeitos de Mato Grosso acompanharam de perto a a\u00e7\u00e3o: os prefeitos de Lucas do Rio Verde, Sorriso, Sinop e Guarant\u00e3 do Norte. Todos afirmaram que \u0093agora sai\u0094.<\/p>\n<p>Talvez a grande diferen\u00e7a da iniciativa atual em rela\u00e7\u00e3o a divulga\u00e7\u00f5es anteriores sobre a pavimenta\u00e7\u00e3o da BR-163 no trecho paraense e em alguns quil\u00f4metros ainda de terra do lado de Mato Grosso seja justamente a discri\u00e7\u00e3o. O brasileiro j\u00e1 est\u00e1 acostumado com jogos de cena em que mandat\u00e1rios aparecem, prometem, voltam para os gabinetes e esquecem. Foi assim com o ent\u00e3o candidato a presidente da Rep\u00fablica, Fernando Henrique Cardoso, em 1994. Garantiu que, se eleito, antes do t\u00e9rmino do seu mandato , Cuiab\u00e1 e Santar\u00e9m estariam unidas pelo asfalto. FHC concluiu o primeiro mandato em 1998, reelegeu-se, terminou o segundo mandato e&#8230; nada.<\/p>\n<p>Sabemos que o setor rodovi\u00e1rio no pa\u00eds n\u00e3o se restringe \u00e0 pavimenta\u00e7\u00e3o da BR-163. A malha rodovi\u00e1ria est\u00e1 sucateada, com redu\u00e7\u00e3o \u0096 ano a ano \u0096 de volume de investimentos. As estradas em pior situa\u00e7\u00e3o s\u00e3o justamente, conforme a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Transportes (CNT), nas regi\u00f5es que mais precisam delas, pela dist\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o aos portos e pelo transporte de milh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3os que garantem o super\u00e1vit prim\u00e1rio do Brasil. De qualquer forma, a BR-163 precisa ser prioridade nacional porque relaciona-se diretamente \u00e0 agrega\u00e7\u00e3o de valor aos produtos de exporta\u00e7\u00e3o, reduzindo custos e ampliando competitividade no mercado internacional.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o \u00e9 novidade e qualquer estrategista de mercado agropecu\u00e1rio sabe o quanto o Brasil precisa reduzir o tempo de deslocamento entre o cerrado e o oceano. Logicamente, h\u00e1 um componente ecol\u00f3gico que precisa ser respeitado, j\u00e1 que a pavimenta\u00e7\u00e3o significa impacto sobre a Floresta Amaz\u00f4nica. Mas, se \u00e9 verdade que esse componente \u00e9 essencial para a viabiliza\u00e7\u00e3o do projeto de forma racionalizada, tamb\u00e9m \u00e9 verdade que n\u00e3o pode ser uma barreira intranspon\u00edvel.<\/p>\n<p>Enfim, o governo federal diz que, em outubro, pode sair o edital de licita\u00e7\u00e3o. Pelo cronograma, espera-se que as obras comecem em maio do pr\u00f3ximo ano, com prazo de tr\u00eas anos. A obra, se realmente viabilizada, implantar\u00e1 o governo atual no rol de mandatos que realizaram grandes constru\u00e7\u00f5es visando a integra\u00e7\u00e3o regional e o desenvolvimento fora do eixo Sul-Sudeste. Essa foi a receita para o desenvolvimento de pa\u00edses como os Estados Unidos e a R\u00fassia. E certamente o rem\u00e9dio para a doen\u00e7a do Custo-Brasil segue o mesmo caminho.<br \/>\n_______________<\/p>\n<p><i>Este espa\u00e7o \u00e9 atualizado toda segunda-feira<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>. Por S\u00e1tyro Pohl Moreira de Castilho, engenheiro civil, presidente do Crea-MT. Em 28\/06\/2004 Uma reportagem inserida no site do Crea-MT no \u00faltimo final de semana aborda a travessia da BR-163, entre Cuiab\u00e1 e Santar\u00e9m, por uma equipe do governo federal. 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