{"id":3206,"date":"2012-08-21T15:12:51","date_gmt":"2012-08-21T18:12:51","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/o-gas-que-a-cartelizacao-tem-no-brasil\/"},"modified":"2012-08-21T15:12:51","modified_gmt":"2012-08-21T18:12:51","slug":"o-gas-que-a-cartelizacao-tem-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/o-gas-que-a-cartelizacao-tem-no-brasil\/","title":{"rendered":"O g\u00e1s que a carteliza\u00e7\u00e3o tem no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>.<br \/>\n<b>S\u00e1tyro Pohl Moreira de Castilho, engenheiro civil, presidente do Crea-MT. Em 19\/07\/2004<\/b><\/p>\n<p>Leio na imprensa que apenas quatro grupos econ\u00f4micos dominam 95% do mercado de GLP, o g\u00e1s de cozinha, no pa\u00eds. A not\u00edcia \u00e9 preocupante, justamente por se tratar de um insumo b\u00e1sico, de grande apelo p\u00fablico e social. O capitalismo brasileiro \u00e9 marcado por carteliza\u00e7\u00e3o de insumos b\u00e1sicos e tal realidade, entra ano sai ano, se perpetua. Do chocolate ao a\u00e7o, somos v\u00edtimas dos cart\u00e9is e, por conseq\u00fc\u00eancia, de dumpings e outros acordos ben\u00e9ficos a poucos, por\u00e9m trai\u00e7oeiros para a imensa maioria dos consumidores.<\/p>\n<p>Tem um \u00f3rg\u00e3o em Bras\u00edlia chamado Cade. \u00c9 o \u00f3rg\u00e3o do governo federal respons\u00e1vel justamente para conter a carteliza\u00e7\u00e3o em setores da economia. Uma ou outra iniciativa \u00e9 tomada pelo Cade, para que n\u00e3o possamos dizer que n\u00e3o funciona. Por\u00e9m, podemos dizer \u0096 sim \u0096 que o Cade n\u00e3o funcionava. N\u00e3o funcionava no governo Fernando Henrique Cardoso e n\u00e3o funciona no governo Lula. Ah, est\u00e1 tentando controlar a carteliza\u00e7\u00e3o da pasta de dente e da cerveja&#8230; \u00c9 pouco, muito pouco.<\/p>\n<p>Ora, vamos falar do setor da Constru\u00e7\u00e3o. O cimento est\u00e1 nas m\u00e3os de meia d\u00fazia de grandes grupos, que controlam o pre\u00e7o a \u0093deus-dar\u00e1\u0094. Cuiab\u00e1 tem uma f\u00e1brica a 200 Km e, mesmo assim, paga pelo saco de cimento o mesmo valor ou at\u00e9 mais do que regi\u00f5es distantes do insumo. \u00c9 que a ind\u00fastria do cimento desenvolveu um sistema de subs\u00eddio de pre\u00e7os para justamente n\u00e3o ter preju\u00edzos na venda do produto para regi\u00f5es mais distantes. E, independentemente disso, tamb\u00e9m reajusta o valor do produto quando quer. At\u00e9 a dolariza\u00e7\u00e3o, em 2002, foi desculpa para a alta no cimento. Sim, porque estamos falando de um setor que possui insumos no pa\u00eds e que, portanto, n\u00e3o depende de importa\u00e7\u00f5es para produzir.<\/p>\n<p>E o a\u00e7o? Outro segmento que atua como quer. O governo federal, ano passado, at\u00e9 ensaiou um pux\u00e3o de orelha no cartel do a\u00e7o. Mas ficou no ensaio.<\/p>\n<p>Outros tantos produtos b\u00e1sicos s\u00e3o cartelizados no Brasil: tintas, por exemplo. Na verdade, n\u00e3o h\u00e1 livre concorr\u00eancia nesses setores nem pol\u00edtica de mercado. O que h\u00e1 \u00e9 lobby, forte lobby pol\u00edtico que permite a tais setores perpetuarem a pr\u00e1tica do pre\u00e7o artificial. E justamente para um pa\u00eds que tanto precisa de investimento em infra-estrutura e, portanto, muito depende de tais insumos.<\/p>\n<p>E agora o g\u00e1s de cozinha&#8230; Assim, o consumidor precisa mesmo de muito <i>g\u00e1s<\/i> para sobreviver financeiramente! Quando se carteliza a economia, o resultado \u00e9 o aumento do Custo Brasil. A carteliza\u00e7\u00e3o da economia garante a sobreviv\u00eancia da incompet\u00eancia empresarial, que n\u00e3o precisa fazer muito esfor\u00e7o para domesticar o mercado e tornar-se senhora feudal.<br \/>\n___________________<\/p>\n<p><i>Este espa\u00e7o \u00e9 atualizado toda segunda-feira<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>. S\u00e1tyro Pohl Moreira de Castilho, engenheiro civil, presidente do Crea-MT. Em 19\/07\/2004 Leio na imprensa que apenas quatro grupos econ\u00f4micos dominam 95% do mercado de GLP, o g\u00e1s de cozinha, no pa\u00eds. A not\u00edcia \u00e9 preocupante, justamente por se tratar de um insumo b\u00e1sico, de grande apelo p\u00fablico e social. 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