{"id":3202,"date":"2012-08-21T15:12:51","date_gmt":"2012-08-21T18:12:51","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/exame-para-bachareis-no-sistema-confea-crea\/"},"modified":"2012-08-21T15:12:51","modified_gmt":"2012-08-21T18:12:51","slug":"exame-para-bachareis-no-sistema-confea-crea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/exame-para-bachareis-no-sistema-confea-crea\/","title":{"rendered":"Exame para bachar\u00e9is no Sistema Confea-Crea"},"content":{"rendered":"<p>.<br \/>\n<b>S\u00e1tyro Pohl Moreira de Castilho, engenheiro civil, presidente do Crea-MT. Em 16\/08\/2004<\/b><\/p>\n<p>O notici\u00e1rio recente sobre o Exame Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil aponta \u00edndices de reprova\u00e7\u00e3o que chegam ao patamar de 80%. Eu me pergunto: ser\u00e1 que a defici\u00eancia no aprendizado \u00e9 exclusividade dos bachar\u00e9is de Direito? Penso que n\u00e3o. Acredito que seja um problema em todas as \u00e1reas de forma\u00e7\u00e3o profissional, uma quest\u00e3o estrutural relacionada a diversos fatores, entre eles a pr\u00f3pria crise universit\u00e1ria, tema que \u0096 por si s\u00f3 \u0096 j\u00e1 rende muito pano p\u0092ra manga.<\/p>\n<p>J\u00e1 est\u00e1 em debate no Sistema Confea-Crea, embora sem qualquer perspectiva de conclus\u00e3o, a ado\u00e7\u00e3o do exame similar ao da OAB para a permiss\u00e3o do exerc\u00edcio profissional aos formados nas profiss\u00f5es que precisam ter registro neste conselho. Pessoalmente, sou favor\u00e1vel \u00e0 ado\u00e7\u00e3o da medida, que \u0096 certamente \u0096 favorece aquele que est\u00e1 preparado para enfrentar o mercado de trabalho, sem possibilidade de oferecer riscos ao cliente e a ele pr\u00f3prio. Aos que n\u00e3o forem aprovados no exame, novas chances ter\u00e3o e, no intervalo de tempo entre uma prova e outra, poder\u00e3o correr atr\u00e1s dos pontos em que, por ventura, n\u00e3o estejam bem preparados.<\/p>\n<p>Mas certamente se trata de um tema pol\u00eamico. Mesmo na OAB, onde o exame est\u00e1 consolidado, ainda h\u00e1 debates radicais sobre algumas adequa\u00e7\u00f5es. Por exemplo, o Exame Nacional da Ordem \u00e9 estadualizado, ou seja, h\u00e1 uma prova diferente para cada Estado. H\u00e1 advogados que defendem a federaliza\u00e7\u00e3o do Exame. Outros se op\u00f5em. Na \u00faltima elei\u00e7\u00e3o para a Presid\u00eancia da OAB, em Mato Grosso, a quest\u00e3o n\u00e3o foi consenso entre os candidatos. \u00c9 s\u00f3 um exemplo para mostrar que o tema carece de amplo debate no Sistema Confea-Crea.<\/p>\n<p>Na semana passada, intenso debate teve in\u00edcio na m\u00eddia nacional sobre a cria\u00e7\u00e3o do Conselho Federal de Jornalismo. Como parte do debate est\u00e1 a exig\u00eancia da prova para o bacharel. Tamb\u00e9m na Medicina, o tema \u00e9 sempre lembrado e discutido. De minha parte, acredito que o exame pode aproximar tr\u00eas setores: o mercado, a universidade e o \u00f3rg\u00e3o fiscalizador. Dessa s\u00edntese, certamente surgir\u00e1 um profissional melhor adaptado \u00e0s necessidades sociais.<\/p>\n<p>Em se tratando de Sistema Confea-Crea, o tema talvez tenha maior complexidade por se tratar de um conselho multiprofissional. Engenheiros de todas as \u00e1reas, ge\u00f3logos, ge\u00f3grafos, meteorologistas, t\u00e9cnicos&#8230; haja exame. Mas tal complexidade tamb\u00e9m \u00e9 ponto favor\u00e1vel \u00e0 medida, que pode clarear \u0096 aos profissionais \u0096 os diversos sombreamentos que existem entre uma \u00e1rea e outra e que, n\u00e3o raro, s\u00e3o motivos de d\u00favidas e discuss\u00f5es.<\/p>\n<p>O chamado Prov\u00e3o, Exame Nacional de Cursos que o Minist\u00e9rio de Educa\u00e7\u00e3o implantou no governo Fernando Henrique Cardoso, foi uma iniciativa interessante para verificar o n\u00edvel de aprendizado do futuro bacharel. Embora sem o poder de limitar o ingresso no mercado de trabalho, o Prov\u00e3o certamente serviu de alerta para o n\u00edvel de forma\u00e7\u00e3o em muitos cursos universit\u00e1rios pelo pa\u00eds. Mas acabou, por motivos que n\u00e3o entendo. Se o governo federal n\u00e3o faz tal avalia\u00e7\u00e3o e, por outro lado, se n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas de resolver os problemas emblem\u00e1ticos que afligem o sistema universit\u00e1rio, juntamente com a comunidade acad\u00eamica, certamente os conselhos profissionais \u0096 de todas as \u00e1reas \u0096 precisam assumir tal responsabilidade, em benef\u00edcio do cliente\/consumidor e em favor do bacharel realmente qualificado e pronto para atuar.<\/p>\n<p>Mas, \u00e9 claro, estamos falando de uma fruta ainda verde, que precisa amadurecer. Neste debate, os diret\u00f3rios acad\u00eamicos precisam estar presentes, bem como professores, entidades de classe e iniciativa privada. Quero apenas aqui registrar este meu posicionamento inicial e ressaltar que o tema \u00e9 de interesse do Col\u00e9gio de Presidentes dos Creas.<br \/>\n________<br \/>\n<i>Este espa\u00e7o \u00e9 atualizado toda segunda-feira<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>. 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