{"id":3153,"date":"2012-08-21T15:12:51","date_gmt":"2012-08-21T18:12:51","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/valorizacao-profissional-e-mercado-de-trabalho\/"},"modified":"2012-08-21T15:12:51","modified_gmt":"2012-08-21T18:12:51","slug":"valorizacao-profissional-e-mercado-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/valorizacao-profissional-e-mercado-de-trabalho\/","title":{"rendered":"Valoriza\u00e7\u00e3o profissional e mercado de trabalho"},"content":{"rendered":"<p>Com in\u00edcio de ano renovamos os projetos e expectativas. E, antes de apresentarmos tudo o que faremos para 2011 imprimimos nesta edi\u00e7\u00e3o da \u0093Revista Crea\u0094 n\u00fameros, a\u00e7\u00f5es e fatos de todo o trabalho desenvolvido em 2010. Mas quero reservar o espa\u00e7o deste editorial para falar de outro assunto importante: a valoriza\u00e7\u00e3o profissional e o mercado de trabalho. <\/p>\n<p>Entre os obst\u00e1culos da carreira de Engenheiro, em alta por conta de grandes obras de engenharia incentivadas pelo Governo Federal, enxergamos um n\u00famero de coloca\u00e7\u00f5es no mercado de trabalho promissor.<\/p>\n<p>Sabemos que apenas 5% dos alunos que completaram a gradua\u00e7\u00e3o no Brasil em 2007 formaram-se em cursos de Engenharia, mas ser\u00e1 necess\u00e1rio formar o dobro de engenheiros por ano para acompanhar o ritmo de crescimento do Brasil. O contraste com outros pa\u00edses fica t\u00e3o evidente que, na China, por exemplo, cerca de 35% dos egressos da gradua\u00e7\u00e3o cursaram uma das diferentes modalidades de Engenharia. <\/p>\n<p>Temos a maturidade e a experi\u00eancia para ver que o problema no Brasil n\u00e3o est\u00e1 simplesmente na falta de engenheiros no mercado, mas sim na escassez de profissionais especializados, seja em saneamento, em infraestrutura, em edifica\u00e7\u00f5es, ou em inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Precisamos valorizar a profiss\u00e3o para atrair jovens para a \u00e1rea. \u00c9 verdade que a Engenharia n\u00e3o tem sido procurada pelos estudantes porque \u00e9 um curso dif\u00edcil e os sal\u00e1rios s\u00e3o baixos. O sal\u00e1rio m\u00e9dio de um rec\u00e9m-formado em Engenharia deveria ser de R$ 6 mil e de um especialista s\u00eanior em gerenciar projetos na \u00e1rea, de R$ 25 a R$ 30 mil. Mas na pr\u00e1tica esses valores nem sempre s\u00e3o praticados e \u00e1reas como infraestrutura, saneamento b\u00e1sico e habita\u00e7\u00e3o devem precisar de mais engenheiros em um curto espa\u00e7o de tempo.<\/p>\n<p>No caso de Mato Grosso, estima-se que em 1994 cerca de 650 empresas atuavam e hoje s\u00e3o 3.892, ou seja, seis vezes mais. Tamb\u00e9m dobrou o n\u00famero de profissionais habilitados trabalhando no Estado de 6.534 passou a 10.819, sendo que 3.236 est\u00e3o no setor da constru\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n<p>Por isso, aproveito para conclamar o Estado de Mato Grosso, respeitados os ditames legais, em utilizar a m\u00e3o-de-obra dos profissionais que aqui militam, que aqui possuem suas ra\u00edzes e bases, vez que s\u00e3o detentores de suficiente compet\u00eancia e conhecimento t\u00e9cnico-profissional para desenvolver projetos e executar servi\u00e7os e obras que transformar\u00e3o nossa Capital e todo o Estado de MT, gerando melhorias incalcul\u00e1veis.<\/p>\n<p>*Tarciso Bassan<br \/>\nPresidente do Crea-MT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com in\u00edcio de ano renovamos os projetos e expectativas. 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