{"id":3135,"date":"2012-08-21T15:12:57","date_gmt":"2012-08-21T18:12:57","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/o-genero-pinus-e-a-sustentabilidade-florestal\/"},"modified":"2012-08-21T15:12:57","modified_gmt":"2012-08-21T18:12:57","slug":"o-genero-pinus-e-a-sustentabilidade-florestal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/o-genero-pinus-e-a-sustentabilidade-florestal\/","title":{"rendered":"O g\u00eanero Pinus e a sustentabilidade florestal"},"content":{"rendered":"<p><b>Carlos Bruno Reissmann &#8211; Prof. do Departamento de Solos e Eng\u00aa Agr\u00edcola da Universidade Federal do Paran\u00e1 &#8211; Boletim Informativo da Associa\u00e7\u00e3o dos Resinadores do Brasil &#8211; www.aresb.com.br<\/b><\/p>\n<p>Pode-se entender sustentabilidade como sendo um estado \u00f3timo de produtividade de uma determinada esp\u00e9cie comercializ\u00e1vel. As esp\u00e9cies do g\u00eanero Pinus, assim como as de Eucalyptus, tem se destacado na ind\u00fastria de base florestal brasileira. Ambas s\u00e3o alvo de explora\u00e7\u00e3o intensiva gerando produtos e derivados distintos. <\/p>\n<p>No caso do pinus, segundo estudos, observa-se que a demanda projetada at\u00e9 o final da segunda d\u00e9cada sobrepuja em muito a oferta neste intervalo de tempo. Isto significa que h\u00e1 necessidade urgente de fazer frente \u00e0 defasagem, notadamente no que diz respeito \u00e0 produtos s\u00f3lidos, de forma eficiente. Ao lado de avan\u00e7os na \u00e1rea de melhoramento, no campo da silvicultura aplicada, mecanismos como, zoneamento do solo, preparo do terreno, fertiliza\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o da ciclagem de nutrientes, tornam-se ferramentas indispens\u00e1veis para manter a meta de produtividade aliada a sustentabilidade. Apesar da baixa exig\u00eancia nutricional, geralmente atribu\u00edda \u00e0s esp\u00e9cies de pinus, quando submetidos a cortes sucessivos e explora\u00e7\u00e3o intensiva, h\u00e1 um expressivo impacto no capital de nutrientes dispon\u00edveis. Some-se a isto, que muito freq\u00fcentemente os solos sobre os quais s\u00e3o cultivados os pinus,<br \/>\n caracterizam-se pela baixa fertilidade natural sendo comum a n\u00e3o fertiliza\u00e7\u00e3o dos mesmos, quer corretiva, quer compensat\u00f3ria, dos nutrientes requeridos e exportados para fora do sistema. <\/p>\n<p>Diante da crise de abastecimento torna-se imprescind\u00edvel a otimiza\u00e7\u00e3o do uso da \u00e1rea que representa o fator central da sustentabilidade. Isto diz respeito n\u00e3o apenas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produtividade em si, mas tamb\u00e9m, aos aspectos relativos a qualidade ambiental, como os recursos h\u00eddricos, a conserva\u00e7\u00e3o do solo, o controle de pragas e, inclusive, a fixa\u00e7\u00e3o do carbono. <\/p>\n<p>Dos estudos efetuados at\u00e9 o presente, principalmente no estado do Paran\u00e1, sabe-se que determinados tipos de solo limitam o crescimento desta esp\u00e9cie apesar desta sua baixa exig\u00eancia nutricional. Neste aspecto, um elemento em particular, tem se destacado entre os macronutrientes, o pot\u00e1ssio (K). Adequadamente suprido em combina\u00e7\u00e3o com o nitrog\u00eanio (N), f\u00f3sforo (P) e magn\u00e9sio (Mg), poder\u00e1 equilibrar as diferentes classes de produtividade. Isto porque, segundo estudos da fisiologia vegetal, o pot\u00e1ssio (K) otimiza a utiliza\u00e7\u00e3o de CO2 no processo da fotoss\u00edntese, enquanto regula o consumo h\u00eddrico. Como \u00e9 tamb\u00e9m, tido como repons\u00e1vel<br \/>\n pelo movimento <\/p>\n<p>descendente de fotossintetados, pode contribuir na produ\u00e7\u00e3o de resina de forma altamente positiva. No entanto, estes aspectos merecem estudos direcionados para essas diferentes classes de produtividade. Outro elemento que tem se mostrado importante na condu\u00e7\u00e3o dos povoamentos de pinus \u00e9 o zinco (Zn). Trata-se de um micronutriente muito importante no processo de crescimento. Em \u00e1reas marginais, com limita\u00e7\u00f5es m\u00faltiplas e onde a aduba\u00e7\u00e3o de f\u00f3sforo e nitrog\u00eanio requer altas doses destes elementos, poder\u00e1 ocorrer uma defici\u00eancia induzida de zinco. Neste sentido, sua complementa\u00e7\u00e3o deve ser considerada previamente. <\/p>\n<p>Em \u00faltima an\u00e1lise, a responsbilidade pela sustentabilidade, n\u00e3o depende apenas do manejo e dos cuidados do povoamento no campo. Racionalizando e otimizando o consumo e, reciclando apropriadamente os produtos elaborados, tamb\u00e9m se contribui substancialmente com a sustentabilidade florestal garantindo um ambiente prop\u00edcio \u00e0s diferentes formas de vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Bruno Reissmann &#8211; Prof. do Departamento de Solos e Eng\u00aa Agr\u00edcola da Universidade Federal do Paran\u00e1 &#8211; Boletim Informativo da Associa\u00e7\u00e3o dos Resinadores do Brasil &#8211; www.aresb.com.br Pode-se entender sustentabilidade como sendo um estado \u00f3timo de produtividade de uma determinada esp\u00e9cie comercializ\u00e1vel. As esp\u00e9cies do g\u00eanero Pinus, assim como as de Eucalyptus, tem se [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3135","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3135","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3135"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3135\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3135"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3135"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3135"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}