{"id":3097,"date":"2012-08-21T15:12:57","date_gmt":"2012-08-21T18:12:57","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/madeira-e-ou-nao-agronegocio\/"},"modified":"2012-08-21T15:12:57","modified_gmt":"2012-08-21T18:12:57","slug":"madeira-e-ou-nao-agronegocio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/madeira-e-ou-nao-agronegocio\/","title":{"rendered":"Madeira \u00e9 ou n\u00e3o agroneg\u00f3cio?"},"content":{"rendered":"<p><b>Odelir Battistella\u00e9 Administrador de empresas, presidente da ABIMCI &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Madeira Processada Mecanicamente e presidente executivo do Conglomerado Battistella.<\/b><\/p>\n<p>Semelhante a uma hist\u00f3ria shakespeariana, a madeira vive um to be or not to be interessante. O setor florestal vive uma crise de identidade quanto \u00e0 sua  vincula\u00e7\u00e3o produtiva. Para as boas not\u00edcias &#8211; contribui\u00e7\u00e3o para a balan\u00e7a comercial, gera\u00e7\u00e3o de empregos e outras &#8211; faz parte do agroneg\u00f3cio. Para as m\u00e1s not\u00edcias \u00e9 um setor a parte, sob a tutela do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente.<\/p>\n<p>Sem uma pol\u00edtica de desenvolvimento e est\u00edmulo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, a ind\u00fastria madeireira fica como uma nau sem rumo, buscando aportar aqui e ali, para dar seguimento \u00e0 sua miss\u00e3o de gerar riquezas e alimentar outros elos da cadeia produtiva, como a ind\u00fastria sider\u00fargica.<\/p>\n<p>Todos sabemos qu\u00e3o importante as florestas e a sua ind\u00fastria s\u00e3o no dia-a-dia das pessoas. Desde o nascimento, j\u00e1 descansamos e vivemos os primeiros anos num ber\u00e7o de madeira. O passar do tempo nos trouxe o quadrado ou um pequeno cercado, tamb\u00e9m de madeira. Isto sem falar de alguns brinquedos, das primeiras aulas, os primeiros desenhos, as primeiras letras registradas com l\u00e1pis sobre folhas de papel, todos origin\u00e1rios de uma \u00e1rvore. <\/p>\n<p>A vida segue e a madeira, beneficiada de diversas formas, faz parte do cotidiano, seja em casa, seja no escrit\u00f3rio. Observemos apenas quantas vezes abrimos e fechamos portas ou sentamos \u00e0 mesa para almo\u00e7o e jantar.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a renova\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental. Como ser vivo, as \u00e1rvores t\u00eam inf\u00e2ncia, juventude, maturidade, envelhecimento e morte. Corretamente manejada a floresta produtiva \u00e9 \u00fatil ao meio ambiente e ao homem. At\u00e9 o churrasco de fim de semana, preparado a muita descontra\u00e7\u00e3o, tem no carv\u00e3o um uso normal.<\/p>\n<p>Atualmente, mais da metade dos munic\u00edpios brasileiros dependem economicamente da madeira. Diferente do petr\u00f3leo, a floresta produtiva adequadamente manejada \u00e9 inesgot\u00e1vel. At\u00e9 mesmo quando se fala em energia alternativa para processar as safras agr\u00edcolas se depende em grande parte de madeira.<\/p>\n<p>A dimens\u00e3o da \u00e1rea florestal brasileira supera muitos pa\u00edses somados. Precisamos pensar que no lugar de uma \u00e1rvore derrubada nascer\u00e1 outra, como numa semeadura, ap\u00f3s uma colheita de qualquer item agr\u00edcola. Assim, se a vida continua, a floresta produtiva manejada pelo homem se renova a cada dia, dando a todos que, direta ou indiretamente dela dependem, a certeza de um mundo melhor.<\/p>\n<p>Se no final de nossas vidas, \u00e0s vezes precisamos de uma bengala, o \u00faltimo trajeto \u00e9, geralmente, feito num caix\u00e3o de madeira. A madeira, produzida em nossas florestas, \u00e9 companheira do in\u00edcio ao fim. <\/p>\n<p>Na realidade n\u00e3o existe nada de ruim em considerar o setor florestal como parte do agroneg\u00f3cio. Se a ind\u00fastria florestal n\u00e3o tem neste momento com quem dialogar no governo, talvez seja mesmo melhor vincul\u00e1-la ao Minist\u00e9rio da Agricultura. Somente precisamos definir: somos ou n\u00e3o parte do agroneg\u00f3cio, o &#8220;sucesso brasileiro&#8221; neste momento! <\/p>\n<p>Ali\u00e1s, h\u00e1 alguns dias, aquele Minist\u00e9rio considerou o setor florestal como parte das exporta\u00e7\u00f5es daquele neg\u00f3cio. Apontando um crescimento de 44,3%, as vendas externas a partir das florestas encontram-se entre os produtos considerados como agroneg\u00f3cio que mais cresceram ao longo de 2004. Tal evolu\u00e7\u00e3o esteve acima da maioria dos outros produtos como o a\u00e7\u00facar e \u00e1lcool, papel e celulose, caf\u00e9, algod\u00e3o, fumo e tabaco, e complexo soja. Aos produtos florestais devemos ainda adicionar a borracha natural cujas exporta\u00e7\u00f5es cresceram significativamente.<\/p>\n<p>\u00c9 bom portanto lembrar que, se no ano passado o segmento agroneg\u00f3cio exportou US$ 39 bilh\u00f5es, os itens florestais tiveram uma contribui\u00e7\u00e3o importante. Com cerca de US$ 3,8 bilh\u00f5es exportados eles contribu\u00edram com quase 10% das exporta\u00e7\u00f5es do total nacional do setor, ficando em terceiro lugar.<\/p>\n<p>Na realidade, se os produtos proveniente das florestas tivessem as mesmas prerrogativas dada ao setor agr\u00edcola a participa\u00e7\u00e3o poderia ser maior. Talvez seja a hora de convid\u00e1-lo a participar &#8220;de fato e de direito&#8221; do agroneg\u00f3cio. <\/p>\n<p>Outra alternativa seria um Minist\u00e9rio de Florestas, a exemplo do que existe na Finl\u00e2ndia e outros pa\u00edses. Ali\u00e1s, uma sugest\u00e3o feita pelo Governador do Acre, Jorge Viana, durante o 2\u00ba Congresso Internacional de Produtos de Madeira de Reflorestamento, realizado em Curitiba (PR), em dezembro.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Odelir Battistella\u00e9 Administrador de empresas, presidente da ABIMCI &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Madeira Processada Mecanicamente e presidente executivo do Conglomerado Battistella. Semelhante a uma hist\u00f3ria shakespeariana, a madeira vive um to be or not to be interessante. O setor florestal vive uma crise de identidade quanto \u00e0 sua vincula\u00e7\u00e3o produtiva. Para as boas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3097","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3097","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3097"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3097\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3097"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3097"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3097"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}