{"id":3086,"date":"2012-08-21T15:12:57","date_gmt":"2012-08-21T18:12:57","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/reboco-que-areia-usar\/"},"modified":"2012-08-21T15:12:57","modified_gmt":"2012-08-21T18:12:57","slug":"reboco-que-areia-usar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/reboco-que-areia-usar\/","title":{"rendered":"Reboco. Que Areia Usar?"},"content":{"rendered":"<p><b>Eng\u00ba Geraldo Cogorno &#8211; Coordenador e Professor da Faculdade de Engenharia Civil de Ponta Por\u00e3. Engenheiro Civil pela Universidade Mackenzie em 1977. gcogorno@terra.com.br<\/b><\/p>\n<p>O reboco, ou embo\u00e7o como preferem alguns, \u00e9 o revestimento que ir\u00e1 determinar o acabamento de uma obra. \u00c9 a \u0093maquiagem\u0094 de qualquer servi\u00e7o de constru\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma das partes mais importantes da obra, pois como bem sabemos, \u00e9 ele quem d\u00e1 o toque final da constru\u00e7\u00e3o. Ou seja, o aspecto definitivo da obra \u00e9 a cara dele. <\/p>\n<p>Esses dados j\u00e1 seriam mais do que suficientes para que todos os cuidados sejam tomados ao executar um reboco, mas, infelizmente, n\u00e3o \u00e9 isso o que ocorre. Nem sempre recebe a import\u00e2ncia que lhe \u00e9 devida. Seja por desconhecimento, seja por economia, ou, seja por desleixo. A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 a de \u0093terminar\u0094 a obra e poder entregar ao propriet\u00e1rio. N\u00e3o importa como ficou, nem qual a resist\u00eancia e durabilidade do reboco.<\/p>\n<p>Por que toda essa import\u00e2ncia dada ao reboco? Porque \u00e9 ele quem esconde todos os defeitos (erros) que comumente aparecem no levantamento das alvenarias.<\/p>\n<p>Mas, fal\u00e1vamos em \u0093toque final\u0094, beleza, aspecto e agora falamos em resist\u00eancia e durabilidade? Essa \u00e9 a quest\u00e3o.<\/p>\n<p>A resist\u00eancia est\u00e1 diretamente ligada ao tipo de areia e tra\u00e7o (medida) utilizado e quem deve indicar esses par\u00e2metros \u00e9 o profissional (engenheiro ou arquiteto) respons\u00e1vel pela obra, mas usualmente n\u00e3o \u00e9 isso que ocorre. Recorre-se quase sempre \u00e0 \u0093experi\u00eancia\u0094 do pedreiro, sem pensar que a responsabilidade final \u00e9 do profissional.<\/p>\n<p>Ele serve tamb\u00e9m para dar prote\u00e7\u00e3o externa \u00e0s paredes, sejam elas de que material forem \u0096 tijolo comum, tijolo furado, bloco de concreto, etc \u0096 evitando infiltra\u00e7\u00f5es da chuva que porventura possam vir a prejudicar a vida \u00fatil do material e mesmo prejudicar a sa\u00fade do morador.<\/p>\n<p>Em virtude disso \u00e9 muito importante dar o devido cuidado \u00e0 execu\u00e7\u00e3o do reboco. Principalmente na dosagem dos aglomerantes (cimento e\/ou cal) e na qualidade dos aglomerados (areia em suas diversas granulometrias).<\/p>\n<p>Um reboco com muito cimento, \u00e9 um reboco muito r\u00edgido, pouco flex\u00edvel, pouco el\u00e1stico o que pode vir a causar micro fissuras, dando o aspecto de mapas. \u00c9 preciso saber dos\u00e1-lo para evitar essa patologia.<\/p>\n<p>Se o reboco tem pouca cal tamb\u00e9m pode apresentar o mesmo tipo de patologia acima descrita. Da\u00ed a necessidade de saber combin\u00e1-la adequadamente com o cimento.<\/p>\n<p>A areia usada tamb\u00e9m influencia na resist\u00eancia e no aspecto final do reboco. \u00c9 preciso tomar muito cuidado com as areias saibrosas, que provocam o mesmo tipo de patologia: fissuras do tipo mapas com posterior desagrega\u00e7\u00e3o da massa. Mas n\u00e3o devemos descuidar-nos das areias lavadas, pois elas necessitam de algum material (aglomerante) que lhes d\u00ea suficiente liga a fim de que possam ser utilizadas sem nenhum inconveniente.<\/p>\n<p>Outro item importante \u00e9 o aditivo utilizado para evitar a penetra\u00e7\u00e3o da \u00e1gua da chuva, ou seja, o impermeabilizante indicado para essa fun\u00e7\u00e3o. Esta quest\u00e3o nem sempre \u00e9 levada a s\u00e9rio e a conseq\u00fc\u00eancia imediata \u00e9 o aparecimento de manchas de umidade internamente e desagrega\u00e7\u00e3o do reboco externamente.<\/p>\n<p>Experi\u00eancias mostram que o tra\u00e7o (receita) mais indicado para rebocos externos e\/ou internos \u00e9 1:2:9 (cimento:cal: areia m\u00e9dia lavada) + aditivo impermeabilizante no caso das paredes externas.<\/p>\n<p>Recomenda-se que o primeiro item a ser levado em conta, n\u00e3o seja o pre\u00e7o mas sim a origem e qualidade da areia.<\/p>\n<p>N\u00e3o devemos esquecer que o barato sai caro, principalmente na quest\u00e3o dos rebocos. Quem j\u00e1 teve que refazer rebocos por causa desses defeitos, sabe muito bem o transtorno que \u00e9. E quanto custa.<\/p>\n<p>Portanto, n\u00e3o devemos esquecer que assim como nosso corpo necessita de roupas, as paredes tamb\u00e9m precisam de prote\u00e7\u00e3o para maior vida \u00fatil e resist\u00eancia (pelo menos as externas) a que se destinam.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eng\u00ba Geraldo Cogorno &#8211; Coordenador e Professor da Faculdade de Engenharia Civil de Ponta Por\u00e3. 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