{"id":3030,"date":"2012-08-21T15:12:57","date_gmt":"2012-08-21T18:12:57","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/a-realidade-sobre-o-gas-em-mato-grosso\/"},"modified":"2012-08-21T15:12:57","modified_gmt":"2012-08-21T18:12:57","slug":"a-realidade-sobre-o-gas-em-mato-grosso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/a-realidade-sobre-o-gas-em-mato-grosso\/","title":{"rendered":"A REALIDADE SOBRE O G\u00c1S EM MATO GROSSO"},"content":{"rendered":"<p>Not\u00edcias recentes sobre a ocorr\u00eancia de G\u00e1s natural relatadas pelos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o tem levado as mais diferentes expectativas sobre a viabilidade econ\u00f4mica do petr\u00f3leo e g\u00e1s no subsolo mato-grossense.Tais not\u00edcias, em fun\u00e7\u00e3o do seu car\u00e1ter \u0093explosivo\u0094, causam por parte da popula\u00e7\u00e3o em geral um interesse cada vez maior.<\/p>\n<p>Os problemas advindos da crise econ\u00f4mica mundial, relacionado aos mercados de commodities, associados aos recentes problemas de fornecimento de g\u00e1s da Bol\u00edvia para Mato Grosso d\u00e3o ainda maior relev\u00e2ncia ao assunto. Na verdade, j\u00e1 existiam trabalhos executados pela Petrobr\u00e1s na d\u00e9cada de 80, que inclu\u00edram perfura\u00e7\u00f5es na borda da Bacia do Paran\u00e1, a por\u00e7\u00e3o Meridional do Estado, que se estende ao Sudeste e ao Sul do Brasil, onde foram realizadas v\u00e1rias perfura\u00e7\u00f5es profundas pela antiga Paulipetro, estatal do petr\u00f3leo durante o Governo Paulo Maluf em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>A Bacia do Paran\u00e1, juntamente com a Bacia do Parecis, por\u00e7\u00e3o Setentrional  do estado, objeto do atual interesse na prospec\u00e7\u00e3o de g\u00e1s, foram objeto de trabalhos realizados pela Petrobras nas d\u00e9cadas de 80 e 90 (Levantamentos Geol\u00f3gicos e Geof\u00edsicos). Tais bacias, de idade Paleo-Mezos\u00f3ica (Idades em torno de 650 M.a), possuem efetivamente Ambi\u00eancia Geol\u00f3gica adequada a gera\u00e7\u00e3o de hidrocarbonetos. <\/p>\n<p>Em princ\u00edpio a exist\u00eancia de petr\u00f3leo e g\u00e1s nestas regi\u00f5es esta sujeita a exist\u00eancia dessas bacias sedimentares, que permitem a acumula\u00e7\u00e3o desses hidro-carbonetos, em depress\u00f5es da crosta terrestre, nos quais, em intervalos de tempo ao longo da historia da terra, enormes massas de organismos vegetais e animais foram sendo depositados e pela a\u00e7\u00e3o do calor e da press\u00e3o das camadas que lhe s\u00e3o sobrepostas, transformaram-se por rea\u00e7\u00f5es termoqu\u00edmicas em \u00f3leo e g\u00e1s (rocha matriz).<\/p>\n<p>A exist\u00eancia de uma rocha sedimentar porosa permite a sua acumula\u00e7\u00e3o e posteriormente sua migra\u00e7\u00e3o para regi\u00f5es de menor press\u00e3o onde encontram a rocha reservat\u00f3rio, geralmente arenitos e calc\u00e1rios porosos. Para que ocorra a conten\u00e7\u00e3o dessas acumula\u00e7\u00f5es \u00e9 necess\u00e1ria a exist\u00eancia de trap\u0092s ou armadilhas, que s\u00e3o as rochas que v\u00e3o impedir a migra\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo e permitir a forma\u00e7\u00e3o de uma \u0093jazida petrol\u00edfera\u0094.<\/p>\n<p>Por isso as condi\u00e7\u00f5es especiais para o acumulo de petr\u00f3leo e g\u00e1s exigem condi\u00e7\u00f5es adequadas tanto geol\u00f3gicas quanto temporais, sendo estas que permitem o acumulo econ\u00f4mico do petr\u00f3leo ou g\u00e1s desde poucos metros at\u00e9 profundidades quilom\u00e9tricas.Tais condi\u00e7\u00f5es devem estar presentes nas bacias sedimentares em pesquisa no Estado de Mato Grosso.<\/p>\n<p>As diversas etapas necess\u00e1rias a pesquisa petrol\u00edfera s\u00e3o baseadas em duas ci\u00eancias correlatas: a geologia , que estuda a origem e o desenvolvimento da crosta terrestre e a geof\u00edsica , que estuda os fen\u00f4menos f\u00edsicos que atuam sobre a terra. Portanto, m\u00e9todos de mapeamento geol\u00f3gico (de superf\u00edcie e subsuperf\u00edcie &#8211; sondagens) e levantamentos geof\u00edsicos (gravimetria, magnetometria, sismografia); s\u00e3o necess\u00e1rios, juntos e separadamente, para avaliar o potencial de uma bacia. <\/p>\n<p>Apenas a continuidade desses trabalhos, em regime de concess\u00e3o ou outra qualquer, num prazo n\u00e3o inferior a seis anos permitir\u00e1 informa\u00e7\u00f5es sobre a realidade ou n\u00e3o da ocorr\u00eancia de dep\u00f3sitos econ\u00f4micos de g\u00e1s nas Bacias do Parecis. Ser\u00e3o ainda necess\u00e1rios est\u00e1gios de avalia\u00e7\u00e3o e desenvolvimento para se chegar at\u00e9 a base de produ\u00e7\u00e3o. De qualquer maneira apenas o ind\u00edcio da presen\u00e7a de g\u00e1s tem provocado o interesse pelo assunto minera\u00e7\u00e3o de hidrocarbonetos em nosso estado.<\/p>\n<p>*Ge\u00f3logo Marcos Vin\u00edcius Paes de Barros<br \/>\n\u0095\tGe\u00f3logo, Chefe do DGM\/METAMAT<br \/>\n\u0095\tConselheiro Titular do CREA\/MT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Not\u00edcias recentes sobre a ocorr\u00eancia de G\u00e1s natural relatadas pelos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o tem levado as mais diferentes expectativas sobre a viabilidade econ\u00f4mica do petr\u00f3leo e g\u00e1s no subsolo mato-grossense.Tais not\u00edcias, em fun\u00e7\u00e3o do seu car\u00e1ter \u0093explosivo\u0094, causam por parte da popula\u00e7\u00e3o em geral um interesse cada vez maior. 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