{"id":3008,"date":"2012-08-21T15:12:57","date_gmt":"2012-08-21T18:12:57","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/cuiaba-mixto-e-vlt\/"},"modified":"2012-08-21T15:12:57","modified_gmt":"2012-08-21T18:12:57","slug":"cuiaba-mixto-e-vlt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/cuiaba-mixto-e-vlt\/","title":{"rendered":"Cuiab\u00e1, Mixto e VLT"},"content":{"rendered":"<p>*Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Lemos dos Santos<\/p>\n<p>Na \u00faltima quarta-feira o presidente da Agecopa comunicou a esperada decis\u00e3o sobre a tecnologia que servir\u00e1 de eixo para o transporte coletivo em Cuiab\u00e1, um projeto de R$ 1,1 bilh\u00e3o, o maior jamais visto em Cuiab\u00e1 e V\u00e1rzea Grande e o maior projeto do governo estadual. R$ 600,0 milh\u00f5es a mais que a op\u00e7\u00e3o descartada. Uma decis\u00e3o fundamental para o futuro da metr\u00f3pole cuiabana, para o bem ou para o mal. Esperava que pela sua import\u00e2ncia esta divulga\u00e7\u00e3o oficial fosse feita pelo governador, com a presen\u00e7a dos prefeitos de Cuiab\u00e1 e V\u00e1rzea Grande, dos presidentes das C\u00e2maras e da Assembl\u00e9ia Legislativa, al\u00e9m, \u00e9 claro, do presidente da Agecopa. Aguardava ainda a presen\u00e7a dos respons\u00e1veis t\u00e9cnicos pelos estudos e projetos que subsidiaram a decis\u00e3o. Afinal, trata-se de um projeto de enorme interesse p\u00fablico n\u00e3o s\u00f3 pelo valor envolvido e o tamanho da conta que deixar\u00e1, mas principalmente por empenhar a qualidade de vida futura da popula\u00e7\u00e3o em uma tecnologia de alto custo ainda n\u00e3o testada em cidades brasileiras. <\/p>\n<p>Por\u00e9m, a divulga\u00e7\u00e3o da importante decis\u00e3o pareceu mais com o lan\u00e7amento de uma pra\u00e7inha ou outra obra menor do que ao an\u00fancio de um projeto dessa envergadura. Todos sabemos da atra\u00e7\u00e3o que os pol\u00edticos t\u00eam por eventos desse tipo, ainda que fosse pintura de meio-fio. Causa estranheza que justo no an\u00fancio de um projeto de R$ 1,1 bilh\u00e3o, o maior projeto da cidade e do estado, o governador mande outro dar a not\u00edcia, os prefeitos das cidades contempladas n\u00e3o est\u00e3o presentes, sem banda de m\u00fasica, sem foguet\u00f3rio. Estranho. N\u00e3o convenceu, a n\u00e3o ser aos que foram induzidos a serem torcedores em uma ilus\u00f3ria peleja entre uma atrasada carro\u00e7a de pneus e um fant\u00e1stico bonde recauchutado. Na verdade \u00e9 um assunto muito s\u00e9rio envolvendo duas tecnologias de ponta, cabendo a estudos t\u00e9cnicos complexos apontarem a solu\u00e7\u00e3o mais adequada. Esses estudos n\u00e3o foram citados. Assim, tudo segue como uma decis\u00e3o pol\u00edtica, ainda sem a competente base t\u00e9cnica, na qual o governador, por algum motivo, n\u00e3o quis se comprometer. <\/p>\n<p>Mesmo sem mostrar projetos a Agecopa adianta que a op\u00e7\u00e3o reduz em at\u00e9 95% as desapropria\u00e7\u00f5es da alternativa descartada. Ou seja, praticamente acabariam as desapropria\u00e7\u00f5es. Justamente um dos maiores legados da Copa seria a solu\u00e7\u00e3o de alguns gargalos geom\u00e9tricos em vias estruturais e principais da cidade. O resgate do Morro da Luz seria uma das maiores contribui\u00e7\u00f5es urban\u00edsticas tanto para a modernidade quanto para o patrim\u00f4nio hist\u00f3rico. As principais cidades do mundo, de Paris ao Rio de Janeiro, passaram por esse momento de adapta\u00e7\u00e3o aos novos tempos. Ser\u00e1 que em Cuiab\u00e1 querem compensar nas desapropria\u00e7\u00f5es a diferen\u00e7a de valor do projeto escolhido? E a\u00ed, como se dar\u00e1 o transbordo das linhas na Prainha? \u00c9 bom lembrar a antiga \u0093esta\u00e7\u00e3o\u0094 da Bispo Dom Jos\u00e9. S\u00e3o assuntos que podem estar bem resolvidos, tor\u00e7o que sim, mas precisam ser mostrados, com os respons\u00e1veis t\u00e9cnicos que respondam por eles junto ao CREA e a sociedade. <\/p>\n<p>Como alerta temos o Mixto em seu recente projeto de ascens\u00e3o \u00e0 s\u00e9rie A do Campeonato Brasileiro de Futebol. Muito dinheiro e paix\u00e3o, mas pouco embasamento t\u00e9cnico. O projeto virou aventura e acabou em trag\u00e9dia. Com fant\u00e1sticos gabirus e finazzis, o Mixto da s\u00e9rie C caiu para a D, e da\u00ed para s\u00e9rie nenhuma. Despencou para a segunda divis\u00e3o do futebol mato-grossense, de onde voltou naufragado em d\u00edvidas e abandonado. O Mixto n\u00e3o merecia isso, nem a torcida mixtense cujo pecado foi confiar cegamente pela realiza\u00e7\u00e3o de um sonho. A cidade de Cuiab\u00e1 encontra-se em seu melhor momento hist\u00f3rico, polarizando uma das regi\u00f5es mais din\u00e2micas do planeta. \u00c9 justo sonhar com a Copa como um instrumento de ascens\u00e3o urban\u00edstica. Mas que o sonho n\u00e3o nos cegue.<\/p>\n<p>*Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Lemos dos Santos \u00e9 arquiteto e urbanista. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Lemos dos Santos Na \u00faltima quarta-feira o presidente da Agecopa comunicou a esperada decis\u00e3o sobre a tecnologia que servir\u00e1 de eixo para o transporte coletivo em Cuiab\u00e1, um projeto de R$ 1,1 bilh\u00e3o, o maior jamais visto em Cuiab\u00e1 e V\u00e1rzea Grande e o maior projeto do governo estadual. 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