{"id":2898,"date":"2012-10-30T11:48:00","date_gmt":"2012-10-30T13:48:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/chega-de-historias-mal-contadas\/"},"modified":"2012-10-30T11:48:00","modified_gmt":"2012-10-30T13:48:00","slug":"chega-de-historias-mal-contadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/chega-de-historias-mal-contadas\/","title":{"rendered":"Chega de hist\u00f3rias mal contadas"},"content":{"rendered":"<p class=\"ecxMsoNormal\">\n\tImagine a seguinte situa&ccedil;&atilde;o: a cada dia, o cidad&atilde;o sai de casa para trabalhar. Mesmo morando h&aacute; d&eacute;cadas na mesma resid&ecirc;ncia, ele n&atilde;o sabe como ir&aacute; chegar ao escrit&oacute;rio, pois diariamente, as rotas mudam: s&atilde;o quatro altera&ccedil;&otilde;es por dia! Antes o que era uma rotina, passa a ser um trabalho de H&eacute;rcules.<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;line-height: 115%\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;line-height: 115%\">\n\t&Eacute; exatamente isso que est&aacute; acontecendo em Mato Grosso. Desde o in&iacute;cio deste ano, o Governo do Estado baixou 870 atos que modificam as regras do jogo tribut&aacute;rio. S&atilde;o decretos e portarias que alteram valores, formas de cobran&ccedil;a e de c&aacute;lculo dos impostos que os produtores de alimentos, principalmente, recolhem para os cofres estaduais.<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;line-height: 115%\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;line-height: 115%\">\n\tDiariamente, sa&iacute;mos para o campo para produzir alimentos sem sabermos ao certo quanto precisaremos recolher ao Estado, ou como. Estamos pisando sobre ovos e, por mais que nos cerquemos de mecanismos de gest&atilde;o das nossas propriedades, n&atilde;o temos de fato controle sobre o nosso trabalho.<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;line-height: 115%\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;line-height: 115%\">\n\tN&atilde;o bastasse isso, as regras e suas altera&ccedil;&otilde;es na esfera estadual n&atilde;o fazem o menor sentido com o cen&aacute;rio nacional. De um lado, o Governo Federal (que tem o Governo Estadual em sua base de alian&ccedil;a) busca a todo custo incentivar a economia e a produ&ccedil;&atilde;o de riquezas para descolar o Brasil dos impactos da crise econ&ocirc;mica mundial. Toma-se como exemplo a medida de reduzir a taxa de juros para financiamento de m&aacute;quinas e implementos agr&iacute;colas. Do outro lado, de forma surreal, a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), baixa uma nova regra e aumenta a al&iacute;quota do ICMS dos mesmos produtos. Com isto, al&eacute;m de desrespeitar uma regra federal de incentivo, deixa o ambiente de neg&oacute;cios pouco atrativo, reduzindo ainda mais o interesse de f&aacute;bricas se instalarem por aqui.<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;line-height: 115%\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;line-height: 115%\">\n\tTamb&eacute;m nos deparamos com o desmonte de v&aacute;rios &oacute;rg&atilde;os fundamentais para a atividade agropecu&aacute;ria, como &eacute; o caso do Instituto de Defesa Agropecu&aacute;ria (Indea) &ndash; &oacute;rg&atilde;o estadual respons&aacute;vel por fiscalizar e garantir os n&iacute;veis de qualidade dos nossos alimentos e produtos agropecu&aacute;rios. Faltam at&eacute; cadeiras e insumos b&aacute;sicos, como telefone e combust&iacute;vel, para que os servidores realizem seu trabalho.<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;line-height: 115%\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;line-height: 115%\">\n\tSem mencionar os v&aacute;rios investimentos e propriedades parados, a um passo da<span style=\"color: red\"> <\/span>ilegalidade, porque a estrutura da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) n&atilde;o tem condi&ccedil;&otilde;es m&iacute;nimas de acompanhar e responder &agrave; din&acirc;mica da economia mato-grossense, padecendo do mesmo mal do Indea: o sucateamento da estrutura.<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;line-height: 115%\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;line-height: 115%\">\n\tContudo, continuamos repassando somas consider&aacute;veis das riquezas produzidas no campo para o Fundo Estadual de Transporte e Habita&ccedil;&atilde;o (Fethab), criado para que fossem realizados investimentos nas estradas e em habita&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o temos a menor no&ccedil;&atilde;o do que &eacute; feito com esse recurso, recolhido de forma direta pelo produtor ou de maneira induzida, visto que a economia do estado &eacute; fomentada pelo setor indiretamente.<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;line-height: 115%\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;line-height: 115%\">\n\tPor mais que tentemos nos aproximar, mantendo o di&aacute;logo com o poder executivo, o que temos feito desde o in&iacute;cio do ano quando nos deparamos com esta voracidade arrecadat&oacute;ria do governo, est&aacute; dif&iacute;cil entender o que se passa no Pal&aacute;cio Paiagu&aacute;s.<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;line-height: 115%\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;line-height: 115%\">\n\tO que torna essa situa&ccedil;&atilde;o quase que um conto da Carochinha ou uma hist&oacute;ria muito mal contada &eacute; o fato de que o setor agropecu&aacute;rio &eacute; a principal alavanca da economia estadual. Somos fomentadores de in&uacute;meros neg&oacute;cios e setor que mais emprega em Mato Grosso, respondendo por 26,9% das contrata&ccedil;&otilde;es realizadas em 2012.<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;line-height: 115%\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;line-height: 115%\">\n\tSe n&oacute;s, que temos grande impacto financeiro sobre os cofres governamentais estamos vivendo um ambiente de completa inseguran&ccedil;a, podemos nos questionar o que pode estar acontecendo com outras esferas do Governo.<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;line-height: 115%\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;line-height: 115%\">\n\tNo papel de representante desse setor, preciso deixar claro: somos legalistas e defendemos o uso de impostos para a execu&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de efeito. Queremos ver a nossa contribui&ccedil;&atilde;o, que sai dos nossos campos, fazendo a diferen&ccedil;a para a popula&ccedil;&atilde;o, na forma de sa&uacute;de de qualidade, educa&ccedil;&atilde;o de alto n&iacute;vel, casas, seguran&ccedil;a, rodovias e alimentos mais baratos. &Eacute; por isso que vamos buscar uma nova postura por parte do Governo do Estado: que as regras sejam claras, que o que vem sendo discutido e combinado desde o in&iacute;cio do ano seja cumprido, que possamos saber o que vem sendo feito com os tributos que recolhemos. Nem que, para isso, seja preciso sairmos da esfera das discuss&otilde;es e da busca por di&aacute;logo para as vias judiciais.<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;line-height: 115%\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: justify;line-height: 115%\">\n\tN&atilde;o podemos deixar que a hist&oacute;ria deste nosso Mato Grosso &ndash; a nossa hist&oacute;ria, afinal &ndash; seja mal contada.<\/p>\n<p class=\"ecxMsoNormal\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p align=\"right\" class=\"ecxMsoNormal\" style=\"text-align: right;margin-left: 5cm\">\n\t<em>Carlos F&aacute;varo &eacute; produtor de alimentos em Lucas do Rio Verde e preside a Aprosoja Mato Grosso<span style=\"color: #00b0f0\">.<\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagine a seguinte situa&ccedil;&atilde;o: a cada dia, o cidad&atilde;o sai de casa para trabalhar. 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