{"id":2881,"date":"2012-11-05T15:52:00","date_gmt":"2012-11-05T17:52:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/o-direito-de-propriedade-intelectual-e-fonte-de-riqueza-mas-nao-ad-eternum\/"},"modified":"2012-11-05T15:52:00","modified_gmt":"2012-11-05T17:52:00","slug":"o-direito-de-propriedade-intelectual-e-fonte-de-riqueza-mas-nao-ad-eternum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/o-direito-de-propriedade-intelectual-e-fonte-de-riqueza-mas-nao-ad-eternum\/","title":{"rendered":"O direito de propriedade intelectual \u00e9 fonte de riqueza, mas n\u00e3o  Ad Eternum"},"content":{"rendered":"<p>\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom: 0cm;text-align: justify\">\n\tA fidelidade do consumidor por uma marca n&atilde;o tem pre&ccedil;o, ou melhor, tem um alto pre&ccedil;o, afinal a marca &eacute; extremamente importante para a empresa chegar ao consumidor num mercado t&atilde;o competitivo como o atual. Ap&oacute;s a cria&ccedil;&atilde;o da marca, do produto, da inven&ccedil;&atilde;o &eacute; que pode vir o sucesso da empresa. Mas n&atilde;o basta apenas criar, &eacute; preciso proteger a obra intelectual atrav&eacute;s do registro, impedindo que as ideias sejam copiadas, auferindo ao criador os <i>Royalties<\/i>.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom: 0cm;text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom: 0cm;text-align: justify\">\n\tDe acordo com a legisla&ccedil;&atilde;o brasileira a propriedade intelectual (direito do autor e do inventor) &eacute; protegida temporariamente, uma vez que a coletividade tamb&eacute;m precisa fruir daquela inven&ccedil;&atilde;o, daquela ideia, daquele livro, daquela m&uacute;sica. Os Direitos do Autor s&atilde;o protegidos durante a vida do seu criador e por at&eacute; setenta anos ap&oacute;s a sua morte, quando caem em dom&iacute;nio p&uacute;blico; j&aacute; os direitos do inventor\/criador da marca duram por apenas dez anos, mas podem ser renovados por outros dez anos. Por sua vez, a patente de inven&ccedil;&atilde;o vale por no m&aacute;ximo vinte anos.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom: 0cm;text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom: 0cm;text-align: justify\">\n\tCom base na lei em vig&ecirc;ncia a Federa&ccedil;&atilde;o da Agricultura e Pecu&aacute;ria do Estado de Mato Grosso (Famato), em parceria com 64 Sindicatos Rurais do estado de Mato Grosso protocolou no m&ecirc;s de setembro uma A&ccedil;&atilde;o Coletiva na Vara Especializada em A&ccedil;&atilde;o Civil P&uacute;blica e A&ccedil;&atilde;o Popular de Cuiab&aacute;, solicitando a suspens&atilde;o do pagamento de valores a t&iacute;tulo de royalties e de indeniza&ccedil;&atilde;o pela utiliza&ccedil;&atilde;o das tecnologias das sementes de soja <i>Roundup Ready<\/i> (RR) e milho <i>Bollgard<\/i> I (BT), bem como a devolu&ccedil;&atilde;o, em dobro dos valores cobrados indevidamente.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom: 0cm;text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom: 0cm;text-align: justify\">\n\tO pleito foi baseado em estudo t&eacute;cnico e jur&iacute;dico encomendado pela Famato e Aprosoja MT que confirma que o direito de propriedade intelectual relativo &agrave;s tecnologias <i>Roundup Ready<\/i> (RR) e <i>Bollgard<\/i> (BT), de titularidade da empresa Monsanto, venceu em 1&ordm; de setembro de 2010, tornando-as de dom&iacute;nio p&uacute;blico. Desta forma, a cobran&ccedil;a de valores por parte da empresa pelo uso desta tecnologia tanto a t&iacute;tulo de royalties quanto a t&iacute;tulo de indeniza&ccedil;&atilde;o &eacute; indevida e os produtores rurais ficam desobrigados de pagar os royalties que come&ccedil;ariam a ser cobrados a partir deste m&ecirc;s de outubro, referentes &agrave;s sementes usadas na safra 2012\/13, que est&aacute; sendo plantada. Estima-se que somente na safra 2009\/2010 o pagamento de royalties tenha alcan&ccedil;ado a cifra de R$ 1 bilh&atilde;o no Brasil, cerca de R$ 600 milh&otilde;es em Mato Grosso.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom: 0cm;text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom: 0cm;text-align: justify\">\n\tA reclama&ccedil;&atilde;o na Justi&ccedil;a, defende a Famato em Nota Oficial, n&atilde;o se tratar de um questionamento dos royalties ou do uso de transg&ecirc;nicos, mas sim da cobran&ccedil;a sobre uma tecnologia que est&aacute; com a patente vencida. Com esta a&ccedil;&atilde;o, o setor produtivo de Mato Grosso busca garantir o cumprimento de um direito legal de n&atilde;o pagar o que n&atilde;o &eacute; devido, apesar de reconhecer que os investimentos em pesquisa, especialmente em biotecnologia, s&atilde;o fundamentais para a manuten&ccedil;&atilde;o da competitividade da agricultura brasileira, em especial para a agricultura mato-grossense.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom: 0cm;text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom: 0cm;text-align: justify\">\n\tO juiz Elinaldo Veloso Gomes, que concedeu a liminar em segunda inst&acirc;ncia suspendendo a cobran&ccedil;a dos royalties &agrave; Monsanto afirmou, em sua decis&atilde;o, que &quot;vencido o prazo de vig&ecirc;ncia da patente, desaparece todo e qualquer direito de exclusividade, podendo o seu objeto ser utilizado livremente por qualquer interessado&quot;. Por outro lado a Monsanto afirma que os seus direitos de cobran&ccedil;a v&atilde;o at&eacute; 2014 e aguarda o julgamento do m&eacute;rito da a&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>\n\t&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A fidelidade do consumidor por uma marca n&atilde;o tem pre&ccedil;o, ou melhor, tem um alto pre&ccedil;o, afinal a marca &eacute; extremamente importante para a empresa chegar ao consumidor num mercado t&atilde;o competitivo como o atual. Ap&oacute;s a cria&ccedil;&atilde;o da marca, do produto, da inven&ccedil;&atilde;o &eacute; que pode vir o sucesso da empresa. 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