{"id":27903,"date":"2020-09-15T09:10:59","date_gmt":"2020-09-15T13:10:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/?p=27903"},"modified":"2020-09-15T09:25:19","modified_gmt":"2020-09-15T13:25:19","slug":"regional-entrevista-presidente-da-fiemt-eng-civil-gustavo-de-oliveira-que-destaca-profissao-incentivo-fiscal-e-economia-de-mt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/regional-entrevista-presidente-da-fiemt-eng-civil-gustavo-de-oliveira-que-destaca-profissao-incentivo-fiscal-e-economia-de-mt\/","title":{"rendered":"Crea-MT entrevista presidente da Fiemt, eng. civil Gustavo de Oliveira que destaca profiss\u00e3o, incentivo fiscal e economia de MT"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-27905 alignleft\" src=\"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/dentro-editada-gustavo-360x240.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"240\" srcset=\"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/dentro-editada-gustavo-360x240.jpg 360w, https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/dentro-editada-gustavo-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/dentro-editada-gustavo-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/dentro-editada-gustavo-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/dentro-editada-gustavo-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/>Para enfatizar a Engenharia, pol\u00edtica de incentivo fiscal e o setor econ\u00f4mico e os impactos \u00a0\u00a0causados pela pandemia do novo \u00a0Coronav\u00edrus(Covid-19), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso(Crea-MT)\u00a0 entrevistou o presidente\u00a0 da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de Mato Grosso(FIEMT), Gustavo \u00a0de Oliveira. Graduado em Engenharia Civil, p\u00f3s-graduado em Gest\u00e3o Empresarial e em Fus\u00f5es e Aquisi\u00e7\u00f5es de Empresas, al\u00e9m de ter especializa\u00e7\u00e3o em Geotecnia. Atuando a mais de 20 anos como empres\u00e1rio nos setores de minera\u00e7\u00e3o e de transportes,\u00a0 Gustavo tem uma \u00a0vasta experi\u00eancia em Ger\u00eancia Industrial, Geral e Diretoria de Opera\u00e7\u00f5es. Foi secret\u00e1rio de Estado do Governo de Mato Grosso por tr\u00eas anos (2015 a 2017) nas pastas de Gabinete de Assuntos Estrat\u00e9gicos, de Planejamento e de Fazenda.<\/p>\n<p>No Sistema S, foi diretor regional do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-MT), conselheiro do Servi\u00e7o Social da Ind\u00fastria (Sesi-MT) e, desde 2014, \u00e9 conselheiro do Servi\u00e7o Nacional da Ind\u00fastria (Senai-MT), na fun\u00e7\u00e3o de representante das atividades industriais. \u00c9 membro da Diretoria da Fiemt desde 2006, j\u00e1 foi presidente do Conselho Tribut\u00e1rio e vice-presidente da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assumiu a presid\u00eancia do Sistema Fiemt em novembro de 2019, preside o Conselho de Desenvolvimento Industrial e Regional de Cuiab\u00e1 (CODIR Cuiab\u00e1) e tamb\u00e9m o Conselho de Desenvolvimento Econ\u00f4mico da Fiemt, al\u00e9m de ser diretor da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) desde 2018. \u00c9 vice-presidente do Conselho Tribut\u00e1rio da CNI e conselheiro da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), representando a CNI.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>GEMAR- Como a forma\u00e7\u00e3o em Engenharia Civil ajudou na sua carreira profissional?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Eng.civil Gustavo-<\/strong> Em primeiro lugar, todo engenheiro tende a ter o racioc\u00ednio l\u00f3gico bem desenvolvido, o que pode e deve ser empregado em diversas situa\u00e7\u00f5es. Os conceitos b\u00e1sicos da engenharia e toda a forma\u00e7\u00e3o da grade acad\u00eamica me deram ferramentas que eu sempre pude usar na minha vida profissional. Claro que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso, \u00e9 preciso tamb\u00e9m manter o esp\u00edrito de curiosidade, o esp\u00edrito de abra\u00e7ar os desafios e o esp\u00edrito de propor solu\u00e7\u00f5es. Nesse ponto eu tenho na engenharia uma grande refer\u00eancia, porque foi com essas ferramentas que eu constru\u00ed toda a minha carreira. \u00c9 com elas que eu procuro desenvolver solu\u00e7\u00f5es para os problemas que se apresentam nas mais diversas \u00e1reas do conhecimento, passando por campos como Direito, como Medicina e como tantos outros nos quais a ind\u00fastria tem uma participa\u00e7\u00e3o importante e relevante como apoio \u00e0s atividades profissionais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>GEMAR- Que tipo de pol\u00edtica de incentivo fiscal \u00e9 necess\u00e1ria para o desenvolvimento de Mato Grosso?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Eng.civil Gustavo-<\/strong> Antes de tudo \u00e9 preciso ter em mente que os custos de produ\u00e7\u00e3o em Mato Grosso, principalmente a industrial, s\u00e3o muito maiores do que em outros estados. Para citar dois: o alto custo da energia el\u00e9trica, fruto de um sistema regulat\u00f3rio complexo e arcaico no pa\u00eds, que nos imp\u00f5e tarifas e custos que n\u00e3o correspondem mais \u00e0 realidade, e tamb\u00e9m o custo log\u00edstico. N\u00f3s somos um grande estado produtor e exportador, mas estamos longe dos centros consumidores e dos portos. Isso faz com que os produtos de Mato Grosso tenham custos adicionais muito maiores do que a m\u00e9dia do Brasil, que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 boa. Estudos do Movimento Brasil Competitivo mostram que, em um PIB de R$ 7 trilh\u00f5es, cerca de R$ 1,5 trilh\u00e3o \u00e9 o chamado Custo Brasil. Adicionado a isso, n\u00f3s temos o Custo Mato Grosso. Ent\u00e3o, precisamos de pol\u00edticas de incentivo fiscal que reduzam, mitiguem e at\u00e9 neutralizem esses custos adicionais, devolvendo competitividade \u00e0s empresas mato-grossenses frente aos seus concorrentes nacionais e internacionais.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>GEMAR- Quais s\u00e3o as outras medidas necess\u00e1rias para o desenvolvimento do Estado?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Eng. civil Gustavo-<\/strong> Todos os custos de se fazer neg\u00f3cios em MT precisam ser comparados aos da m\u00e9dia dos estados brasileiros, aos dos estados mais competitivos e \u2013 por que n\u00e3o? \u2013 aos dos pa\u00edses mais competitivos. A partir da\u00ed, precisamos de um planejamento para a redu\u00e7\u00e3o desses custos, a fim de termos condi\u00e7\u00f5es de atrair empresas que sejam competitivas mundialmente. \u00c9 fundamental elevar a produtividade, reduzir o custo log\u00edstico, reduzir o custo de energia, aumentar a disponibilidade de equipamentos e m\u00e3o de obra qualificados para a industrializa\u00e7\u00e3o. Lembrando que os produtos industrializados aqui priorizam nossa voca\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, ligada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, \u00e0 produ\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria e tamb\u00e9m \u00e0 produ\u00e7\u00e3o mineral, al\u00e9m de setores nos quais temos muito potencial dentro da chamada economia verde. Eu resumiria dizendo que as principais medidas s\u00e3o todas aquelas que nos aproximam \u2013 seja\u00a0 pela quest\u00e3o dos custos, pelo desenvolvimento tecnol\u00f3gico ou pela competitividade \u2013 dos nossos melhores concorrentes internacionais. Esta tem que ser a massa refer\u00eancia nossa ambi\u00e7\u00e3o: sermos de alguma forma competitivos mundialmente, para que possamos cada vez mais atrair para c\u00e1 empresas que queiram ser grandes players globais na suas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o, como j\u00e1 temos algumas, na \u00e1rea de alimentos e outros setores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>GEMAR- Como as empresas do setor industrial est\u00e3o enfrentando a crise econ\u00f4mica com a pandemia?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Eng. civil Gustavo-<\/strong> \u00c9 preciso ter em mente que os efeitos da pandemia n\u00e3o foram homog\u00eaneos para o setor industrial. Al\u00e9m de existir ind\u00fastrias de diversos setores, dentro do mesmo setor essas ind\u00fastrias fazem produtos diferente para mercados diferentes. Isso significa que, enquanto muitas ind\u00fastrias tiveram seus neg\u00f3cios melhorados mesmo com a crise econ\u00f4mica, porque o perfil de consumo dos brasileiros mudou durante a pandemia, outras est\u00e3o com muita dificuldade econ\u00f4mica. Isso ocorre principalmente porque os mercados consumidores foram fechados por muito tempo, porque h\u00e1 uma crise econ\u00f4mica mundial muito forte e porque o empres\u00e1rio brasileiro j\u00e1 vinha de cinco anos de crise, enfrentando muitas dificuldades desde 2015.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, nossa primeira responsabilidade neste momento \u00e9 manter as ind\u00fastrias funcionando, porque muitas delas s\u00e3o essenciais e n\u00e3o podem parar \u2013 alimentos, energia e tantas outras que precisam continuar operando \u2013 e t\u00eam que fazer isso com seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>O segundo ponto \u00e9 entender como \u00e9 que, dentro de um novo cen\u00e1rio econ\u00f4mico, seja durante a pandemia ou depois dela, essas ind\u00fastrias podem se adequar para ser mais competitivas e voltar a crescer. Essa agenda dupla, de adaptar a atua\u00e7\u00e3o para a crise presente e desenhar um futuro no qual essas ind\u00fastrias tenham oportunidade e capacidade de voltar a crescer no ritmo que o estado precisa, \u00e9 o grande desafio da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias neste momento.<\/p>\n<p>Para finalizar, n\u00f3s entendemos que, mesmo com todo o efeito da crise econ\u00f4mica no pa\u00eds e no mundo, Mato Grosso deve continuar crescendo, porque as suas voca\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas s\u00e3o muito importantes para o desenvolvimento mundial. As \u00e1reas em que Mato Grosso tem not\u00f3ria produ\u00e7\u00e3o e \u00e9 grande exportador ser\u00e3o as que mais v\u00e3o demandar novos parceiros comerciais no futuro para diversos pa\u00edses. Cito aqui toda a \u00e1rea de biocombust\u00edveis, de produ\u00e7\u00e3o de energia limpa, produ\u00e7\u00e3o de alimentos, produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel de carnes, de madeira e de tantos outros insumos essenciais a muitas atividades do mundo inteiro.<\/p>\n<p>Com a tecnologia, a busca pela substitui\u00e7\u00e3o de muitos itens que hoje s\u00e3o de fontes n\u00e3o renov\u00e1veis \u2013 citei energia, mas poderia ter citado diversos outros, como insumos petroqu\u00edmicos, al\u00e9m do pr\u00f3prio petr\u00f3leo \u2013 abre\u00a0 um grande espa\u00e7o para que estados produtores de mat\u00e9ria-prima verde, como Mato Grosso, possam desenvolver novos produtos e com isso substituir uma produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o sustent\u00e1vel, calcada em mat\u00e9ria-prima n\u00e3o renov\u00e1vel, por\u00a0 uma nova produ\u00e7\u00e3o, com mat\u00e9ria-prima renov\u00e1vel e muita perspectiva positiva para a inser\u00e7\u00e3o de Mato Grosso no cen\u00e1rio mundial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Cristina Cavaleiro\/ Ger\u00eancia de Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas, Marketing e Parlamentar(GEMAR)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Para enfatizar a Engenharia, pol\u00edtica de incentivo fiscal e o setor econ\u00f4mico e os impactos \u00a0\u00a0causados pela pandemia do novo \u00a0Coronav\u00edrus(Covid-19), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso(Crea-MT)\u00a0 entrevistou o presidente\u00a0 da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de Mato Grosso(FIEMT), Gustavo \u00a0de Oliveira. 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