{"id":2682,"date":"2013-02-26T17:49:00","date_gmt":"2013-02-26T20:49:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/crea-mt-e-cgu-mt-estudam-convenio-sobre-qualidade-de-obras-publicas\/"},"modified":"2013-02-26T17:49:00","modified_gmt":"2013-02-26T20:49:00","slug":"crea-mt-e-cgu-mt-estudam-convenio-sobre-qualidade-de-obras-publicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/crea-mt-e-cgu-mt-estudam-convenio-sobre-qualidade-de-obras-publicas\/","title":{"rendered":"Crea-MT e CGU-MT estudam conv\u00eanio sobre qualidade de obras p\u00fablicas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">\n\t<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/img_site\/images\/DSC07898.JPG\" style=\"margin: 5px 10px;width: 600px;height: 203px;float: left\" \/>O Chefe da Controladoria-Regional da Uni&atilde;o no Estado do Mato Grosso (CGU-MT), S&eacute;rgio Akutagawa, reuniu-se na manh&atilde; desta ter&ccedil;a-feria, (26), com o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT), Juares Silveira Samaniego. Na pauta, a baixa qualidade das obras p&uacute;blicas no Estado. &quot;Padecem as obras p&uacute;blicas de diversos problemas das mais diversas origens. H&aacute; fraudes em licita&ccedil;&otilde;es, emprego de materiais de baixa qualidade, uso de t&eacute;cnicas inadequadas, obras paralisadas ou inacabadas, e h&aacute;, claro, superfaturamento de pre&ccedil;os e pagamentos por servi&ccedil;os n&atilde;o realizados e materiais n&atilde;o empregados. Precisamos buscar mecanismos para mudar este cen&aacute;rio&quot;, defendeu o controlador-chefe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tO presidente do Crea-MT pontuou como alguns problemas: projetos mal elaborados, fiscaliza&ccedil;&atilde;o deficiente por parte das prefeituras, falta de comprometimento dos engenheiros e t&eacute;cnicos que trabalham para os munic&iacute;pios ocasionado pela m&aacute; remunera&ccedil;&atilde;o e falta de qualifica&ccedil;&atilde;o. &quot;Temos conhecimento de que existem hoje no pa&iacute;s pelo menos 3,5 mil obras p&uacute;blicas paralizadas, o que representa R$ 20 bilh&otilde;es desperdi&ccedil;ados. Um engenheiro concursado em prefeitura ganha menos que um operador de m&aacute;quina e o menor&nbsp;piso salarial do engenheiro no pa&iacute;s &eacute; de seis sal&aacute;rios m&iacute;nimos para seis horas trabalhadas&quot;, informou Samaniego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tSegundo Samaniego, a lei 4950-A n&atilde;o alcan&ccedil;a os funcion&aacute;rios p&uacute;blicos, somente os da iniciativa privada que possuem um piso salarial em seu favor. Por&eacute;m quanto &agrave; qualifica&ccedil;&atilde;o e reciclagem e tamb&eacute;m &agrave; fiscaliza&ccedil;&atilde;o de obras pelo interior seria poss&iacute;vel desenvolver&nbsp;conv&ecirc;nios para qualifica&ccedil;&atilde;o e montar um banco de dados de profissionais que pudessem realizar a fiscaliza&ccedil;&atilde;o de obras em sua regi&atilde;o, desonerando assim a fiscaliza&ccedil;&atilde;o para &oacute;rg&atilde;os de controle. &quot;A fiscaliza&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; muito importante pois ela &eacute; cara para um &oacute;rg&atilde;o e poder&iacute;amos contratar profissionais liberais, sem v&iacute;nculos pol&iacute;ticos, pagos por hora t&eacute;cnica para prestar servi&ccedil;os de fiscaliza&ccedil;&otilde;es a obras em qualquer munic&iacute;pio do Estado&quot;, garantiu o presidente do Crea-MT.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tS&eacute;rgio Akutagawa gostou dos apontamentos e sugeriu tamb&eacute;m uma aproxima&ccedil;&atilde;o com a Associa&ccedil;&atilde;o Mato-grossense de Munic&iacute;pios (AMM) ressaltando a necessidade de buscar meios para que as obras nas&ccedil;am sem v&iacute;cios e tenham qualidade depois de finalizadas. &quot;Al&eacute;m de capacita&ccedil;&otilde;es seria poss&iacute;vel atrav&eacute;s deles realizar cons&oacute;rcios para a contrata&ccedil;&atilde;o de empresas ou profissionais que executassem projetos de boa qualidade, garantindo assim um or&ccedil;amento real e diminuindo o custo para as prefeituras&quot;, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tQuanto a or&ccedil;amentos de obras, Samaniego explicou que existe o BDI, que &eacute; o custo real de uma obra. &quot;Envolve os custos diretos, os indiretos e o lucro da empresa. Esse BDI n&atilde;o tem m&eacute;dia, ele &eacute; justificado. Envolve a estrutura da construtora, a remunera&ccedil;&atilde;o dos profissionais e lucro, que &eacute; emp&iacute;rico. Material e m&atilde;o de obra variam de regi&atilde;o para regi&atilde;o. O &uacute;nico crit&eacute;rio que n&atilde;o &eacute; t&eacute;cnico no BDI &eacute; o lucro da empresa. Precisamos mudar esse conceito que o BDI pode ser estipulado por um &oacute;rg&atilde;o p&uacute;blico sem analisar o mercado, e sem saber o quanto a empresa paga de tributos. Ou mesmo com um projeto padr&atilde;o. &Agrave;s vezes as despesas de uma obras de R$ 300 mil &eacute; quase o mesmo de uma obra de R$ 3 milh&otilde;es&quot;, explicou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tCGU-MT e Crea-MT acordaram ao final da reuni&atilde;o em buscar parceiros e estabelecerem um conv&ecirc;nio para ajudar no controle da qualidade das obras p&uacute;blicas em Mato Grosso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Chefe da Controladoria-Regional da Uni&atilde;o no Estado do Mato Grosso (CGU-MT), S&eacute;rgio Akutagawa, reuniu-se na manh&atilde; desta ter&ccedil;a-feria, (26), com o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT), Juares Silveira Samaniego. 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