{"id":2452,"date":"2013-06-13T13:31:00","date_gmt":"2013-06-13T16:31:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/estudantes-da-ufmt-debatem-qualidade-das-obras-publicas\/"},"modified":"2013-06-13T13:31:00","modified_gmt":"2013-06-13T16:31:00","slug":"estudantes-da-ufmt-debatem-qualidade-das-obras-publicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/estudantes-da-ufmt-debatem-qualidade-das-obras-publicas\/","title":{"rendered":"Estudantes da UFMT debatem qualidade das obras p\u00fablicas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">\n\t<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/img_site\/images\/DSC01901.JPG\" style=\"width: 500px;height: 375px;margin: 2px;float: left\" \/>A legisla&ccedil;&atilde;o sobre Acessibilidade, o Plano Diretor da cidade de Cuiab&aacute; e a fiscaliza&ccedil;&atilde;o de obras que recebem recursos p&uacute;blicos foram os principais assuntos discutidos durante o semin&aacute;rio &quot;Obras P&uacute;blicas: o que voc&ecirc; tem a ver?&quot;, realizado na manh&atilde; de hoje, 13, no audit&oacute;rio da Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (FAET) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e organizado pela Rede de Controle da Gest&atilde;o P&uacute;blica em Mato Grosso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tEstudantes dos cursos de tecnologia da UFMT participaram do debate conduzido pelos membros do Grupo de Trabalho de Obras, coordenado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT) e representado pelo 2&ordm; vice-presidente do Conselho, o engenheiro florestal Joaquim Paiva de Paula, na abertura do evento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tO coordenador-geral da Rede de Controle em Mato Grosso e secret&aacute;rio de Controle Externo do Tribunal de Contas da Uni&atilde;o, Jos&eacute; Ricardo Tavares Louzada, destacou a import&acirc;ncia de uma a&ccedil;&atilde;o multiplicadora e ativa por parte dos estudantes, no combate &agrave; corrup&ccedil;&atilde;o. &quot;Com esse semin&aacute;rio ser&aacute; poss&iacute;vel apresentar as especificidades das obras p&uacute;blicas, que n&atilde;o devem ter v&iacute;cios e retornar aos cidad&atilde;os sem desvios ou ind&iacute;cios de corrup&ccedil;&atilde;o&quot;, disse Louzada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>Acessibilidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tOs requisitos de Acessibilidade nas edifica&ccedil;&otilde;es foram apresentadas, a seguir, pelo coordenador de Acessibilidade do Crea-MT, Givaldo Dias Campos, que destacou a Norma Brasileira 9050, institu&iacute;da pela ABNT, em 2004, como a principal legisla&ccedil;&atilde;o normatizadora de edifica&ccedil;&otilde;es, mobili&aacute;rio, espa&ccedil;os e equipamentos urbanos de uso coletivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tPara Givaldo, &quot;n&atilde;o existe acessibilidade em uma edifica&ccedil;&atilde;o se n&atilde;o tiver seguran&ccedil;a e autonomia &agrave;s pessoas que precisam utiliz&aacute;-la. Quando criamos edifica&ccedil;&otilde;es sem acessibilidade impactamos o cotidiano de mais de 80% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, levando em considera&ccedil;&atilde;o as pessoas que t&ecirc;m defici&ecirc;ncia, mobilidade reduzida e os acompanhantes&quot;, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tAl&eacute;m da legisla&ccedil;&atilde;o relacionada &agrave; Acessibilidade, Givaldo apresentou as caracter&iacute;sticas do desenho universal que &quot;tenta contemplar o maior n&uacute;mero de pessoas, com as mais variadas caracter&iacute;sticas. Para elaborar projetos ou iniciar reformas, o desenho universal leva em considera&ccedil;&atilde;o o alcance e a capacidade de aproxima&ccedil;&atilde;o da maioria das pessoas&quot;, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>Plano Diretor e o planejamento do espa&ccedil;o urbano<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tO presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Mato Grosso (Cau-MT), Cl&aacute;udio Dias, apresentou o Plano Diretor aos estudantes e iniciou a palestra questionando se algu&eacute;m conhecia os artigos do Plano, considerado o instrumento b&aacute;sico da pol&iacute;tica de desenvolvimento e expans&atilde;o urbana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tCl&aacute;udio afirmou que a legisla&ccedil;&atilde;o do Plano Direitor &eacute; uma das mais avan&ccedil;adas mas n&atilde;o tem uma aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica. &quot;O Plano Diretor n&atilde;o deve conter apenas diretrizes e, sim, metas, a&ccedil;&otilde;es, participa&ccedil;&atilde;o e resultados efetivos. O Plano &eacute; instrumento primordial para regulamentar a organiza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o urbano&quot;, enfatiza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tO arquiteto e urbanista destacou que a &aacute;rea urbana do munic&iacute;pio de Cuiab&aacute; ocupa apenas 5% do territ&oacute;rio total. &quot;As rela&ccedil;&otilde;es de identidade e os aspectos culturais s&atilde;o fundamentais e devem estar presentes nas diretrizes, al&eacute;m das &aacute;reas rurais que fazem parte do munic&iacute;pio&quot;, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>Fiscaliza&ccedil;&atilde;o dos recursos p&uacute;blicos em obras <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tOmiss&otilde;es, falhas e impropriedades identificadas nos levantamentos realizados pelo Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU) foram apresentados pelo auditor federal de Controle Externo do TCU, Carlos Augusto de Melo Ferraz, que explicou, ainda, a fun&ccedil;&atilde;o dos &oacute;rg&atilde;os de controle externo em fiscalizar as obras que recebem recursos do governo federal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tUm dos problemas apresentados por Ferraz refere-se a inconsist&ecirc;ncia ou inexist&ecirc;ncia de projetos b&aacute;sicos e especifica&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas das obras que ser&atilde;o executadas. Ao ser questionado pelo engenheiro civil e professor da UFMT, Luiz Miguel de Miranda, sobre a qualidade dos projetos, Ferraz afirmou que n&atilde;o faltam profissionais capacitados para fazer projetos. &quot;Os gestores precisam se comprometer com as obras p&uacute;blicas e valorizar os projetos, o planejamento pr&eacute;vio e a execu&ccedil;&atilde;o, por fim. O Regime de Contrata&ccedil;&atilde;o Diferenciada (RDC) que alterou as regras do processo licitat&oacute;rio permite a licita&ccedil;&atilde;o com um ante-projeto. Se com projetos b&aacute;sicos s&atilde;o realizadas contrata&ccedil;&otilde;es ruins, imagine com um ante-projeto.&quot;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tAl&eacute;m do questionamento sobre a import&acirc;ncia dos projetos em obras p&uacute;blicas, o ressarcimento ao governo federal por parte de empresas ou construtoras condenadas por superfaturamento foi debatido por Ferraz. &quot;Ao contr&aacute;rio do que pensamos, o &iacute;ndice de ressarcimento &eacute; alto&quot;, afirma Ferraz que destaca a atua&ccedil;&atilde;o preventiva dos &oacute;rg&atilde;os de auditoria e controle externo no combate ao superfaturamento de obras, al&eacute;m de outras irregularidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n\tAs palestras ser&atilde;o realizadas novamente na noite de hoje, 13, no mesmo local, com in&iacute;cio &agrave;s 19h30. Mais informa&ccedil;&otilde;es podem ser consultadas pelo telefone (65) 3615-8703.<\/p>\n<p>\n\t&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A legisla&ccedil;&atilde;o sobre Acessibilidade, o Plano Diretor da cidade de Cuiab&aacute; e a fiscaliza&ccedil;&atilde;o de obras que recebem recursos p&uacute;blicos foram os principais assuntos discutidos durante o semin&aacute;rio &quot;Obras P&uacute;blicas: o que voc&ecirc; tem a ver?&quot;, realizado na manh&atilde; de hoje, 13, no audit&oacute;rio da Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (FAET) da Universidade Federal [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2452","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2452","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2452"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2452\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2452"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2452"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2452"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}