{"id":24050,"date":"2019-09-19T14:15:55","date_gmt":"2019-09-19T18:15:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/?p=24050"},"modified":"2019-09-19T15:12:00","modified_gmt":"2019-09-19T19:12:00","slug":"longevidade-desafio-para-a-previdencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/longevidade-desafio-para-a-previdencia\/","title":{"rendered":"Longevidade: desafio para a previd\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-24051 alignleft\" src=\"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Mutua-paulo-02-360x238.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"238\" srcset=\"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Mutua-paulo-02-360x238.jpg 360w, https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Mutua-paulo-02-768x508.jpg 768w, https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Mutua-paulo-02.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/>A segunda palestra de quarta-feira na 76\u00aa Soea ficou a cargo do empres\u00e1rio Nilton Molina, presidente do Conselho Administrativo do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, que abordou o tema \u201cLongevidade e Previd\u00eancia: Sociedade 6.0\u2033. Do alto dos seus 84 anos e com um bom humor invej\u00e1vel, Molina avisou \u2013 principalmente para os profissionais \u201cde cabe\u00e7a pelada ou branca\u201d -, que as transforma\u00e7\u00f5es sociais que envolvem a longevidade chegar\u00e3o com a for\u00e7a de um tsunami. A palestra, bastante concorrida, foi patrocinada pela M\u00fatua.<\/p>\n<p>O palestrante explicou que as mudan\u00e7as no perfil et\u00e1rio da popula\u00e7\u00e3o, com a redu\u00e7\u00e3o na quantidade de jovens e a amplia\u00e7\u00e3o do grupo de brasileiros acima de 60 anos tornar\u00e3o a Previd\u00eancia Social, baseada no modelo estatal, insustent\u00e1vel como ela \u00e9 hoje. \u201cA partir de um futuro n\u00e3o muito distante, as pessoas que antes chegavam aos 60, 65 inativos, continuar\u00e3o trabalhando para poder se manter. Ajuda da fam\u00edlia, talvez, mas n\u00e3o ser\u00e1 mais poss\u00edvel contar com o apoio de uma previd\u00eancia p\u00fablica, como hoje. Em um futuro n\u00e3o muito distante, o benef\u00edcio da previd\u00eancia ser\u00e1 de, no m\u00e1ximo, um sal\u00e1rio m\u00ednimo\u201d, avisou.<\/p>\n<p>Segundo o especialista, as taxas de fecundidade dos brasileiros diminu\u00edram bastante. As proje\u00e7\u00f5es indicam que, em 2034, as mulheres ter\u00e3o, estatisticamente, 1,5 filhos, em m\u00e9dia. Com os avan\u00e7os da medicina, por outro lado, quem nascer em 2042 ter\u00e1 uma expectativa de vida de 80 anos. Tal situa\u00e7\u00e3o diminui bastante a quantidade de contribuintes e aumenta, de forma desequilibrada, a quantidade de aposentados e pensionistas, tornando o sistema brasileiro insustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Molina lembrou que em lugares como o Jap\u00e3o e a China gasta-se com previd\u00eancia muito menos do que no Brasil. \u201cA grande quest\u00e3o que emerge desse admir\u00e1vel cen\u00e1rio, como dissemos, \u00e9 o financiamento dos idosos. De quem ser\u00e1 a responsabilidade?\u201d, pergunta. Entre escolher o Estado, a fam\u00edlia ou o pr\u00f3prio indiv\u00edduo, o palestrante concluiu sua apresenta\u00e7\u00e3o com a certeza de que \u201cisso ficar\u00e1 a cargo de cada um de n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>Para discorrer sobre os desafios comportamentais, econ\u00f4micos e sociais da longevidade, o palestrante contou um caso que ilustra as mudan\u00e7as no conceito de velhice no Brasil. Depois de uma reuni\u00e3o com um grupo de empres\u00e1rios na faixa m\u00e9dia de 81 anos, o palestrante notou que todos voltaram para seus escrit\u00f3rios \u2013 para trabalhar mais. Segundo ele, s\u00e3o pessoas que n\u00e3o pensam em se aposentar, na acep\u00e7\u00e3o pejorativa da palavra. \u201cE n\u00e3o poder\u00e1 ser diferente, com milh\u00f5es de brasileiros, uma vez que estat\u00edsticas irrevers\u00edveis apontam para a impossibilidade do Estado pagar a conta da aposentadoria num pa\u00eds que envelhece rapidamente\u201d \u2013 afirmou.<\/p>\n<p>A Mongeral Aegon \u00e9 parceira da M\u00fatua na concess\u00e3o de seguros; juntas, as institui\u00e7\u00f5es ofereceram seguro de vida para todos os participantes da Soea e equipes dos Creas, Confea e M\u00fatua que trabalham no evento<\/p>\n<p>Como, ent\u00e3o, enfrentar o tal tsunami da longevidade? \u201cTemos de refletir sobre quatro dimens\u00f5es diferentes. Do ponto de vista individual, cada um ter\u00e1 de pensar em si mesmo, imaginando como ser\u00e1 a qualidade da sua velhice. Do ponto de vista da fam\u00edlia, teremos de pensar em quem vai cuidar dos nossos pais, esposas e filhos quando ficarem velhos. No aspecto profissional, vamos enfrentar d\u00favidas sobre a exist\u00eancia das nossas especialidades no futuro, como, por exemplo, a profiss\u00e3o de torneiro mec\u00e2nico, que, como tantas outras, est\u00e1 em extin\u00e7\u00e3o. E, finalmente, temos de fazer uma reflex\u00e3o olhando para o pa\u00eds: como ele vai subsistir sem o dinheiro para a Previd\u00eancia\u201d, concluiu.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Gecom M\u00fatua<\/strong><\/p>\n<p><strong>Fotos: Dimmy Falcao e Rafael Victor.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A segunda palestra de quarta-feira na 76\u00aa Soea ficou a cargo do empres\u00e1rio Nilton Molina, presidente do Conselho Administrativo do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, que abordou o tema \u201cLongevidade e Previd\u00eancia: Sociedade 6.0\u2033. 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