{"id":2197,"date":"2013-10-07T16:10:00","date_gmt":"2013-10-07T19:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/mobilidade-urbana-reune-cerca-de-200-profissionais-em-rio-branco\/"},"modified":"2013-10-07T16:10:00","modified_gmt":"2013-10-07T19:10:00","slug":"mobilidade-urbana-reune-cerca-de-200-profissionais-em-rio-branco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/mobilidade-urbana-reune-cerca-de-200-profissionais-em-rio-branco\/","title":{"rendered":"Mobilidade urbana re\u00fane cerca de 200 profissionais em Rio Branco"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\">\n\t<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/img_site\/images\/acre%20dentro%2001.jpg\" style=\"width: 600px;height: 398px;margin: 5px;float: left\" \/>Uma estimativa de 200 pessoas, entre engenheiros, arquitetos, acad&ecirc;micos, representantes da sociedade civil e demais profissionais correlatos, compareceram ao I Semin&aacute;rio de Mobilidade Urbana em Rio Branco no estado do Acre. O evento foi realizado na sede da Federa&ccedil;&atilde;o do Com&eacute;rcio (Fecom&eacute;rcio), na &uacute;ltima sexta-feira (4\/10). Na ocasi&atilde;o, buscou-se discutir o cumprimento da nova lei de Mobilidade Urbana e a implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas na quest&atilde;o.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tDurante a abordagem do tema &lsquo;Cal&ccedil;ada e cidadania&rsquo;, o t&eacute;cnico em edifica&ccedil;&otilde;es e coordenador de Acessibilidade do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT), Givaldo Campos, afirmou que &eacute; inadmiss&iacute;vel que ainda se fa&ccedil;am cal&ccedil;adas estreitas em vias p&uacute;blicas. De acordo com ele, uma cal&ccedil;ada p&uacute;blica que proporcione faixa livre ao pedestre deve dispor, no m&iacute;nimo, de 1,50m de largura, para garantir o deslocamento de qualquer pessoa, independente da idade, estatura, limita&ccedil;&atilde;o de mobilidade ou percep&ccedil;&atilde;o, com autonomia e seguran&ccedil;a. &ldquo;Temos de parar com essa pr&aacute;tica equivocada de priorizar os carros em detrimento dos pedestres na elabora&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas&rdquo; comentou.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tEm Rio Branco, o plano diretor municipal prev&ecirc; a pavimenta&ccedil;&atilde;o de cal&ccedil;adas de apenas um metro de largura. &ldquo;Isso evidencia um retrocesso. O c&oacute;digo de obras anterior n&atilde;o previa cal&ccedil;adas t&atilde;o estreitas&rdquo;, pondera a coordenadora do evento e Promotora de Justi&ccedil;a de Habita&ccedil;&atilde;o e Urbanismo do MPAC, Rita de C&aacute;ssia, ao destacar que o referido plano est&aacute; sendo revisado. &ldquo;Todos n&oacute;s somos pedestres em algum momento. Uma cidade deve ser democr&aacute;tica, n&atilde;o excludente&rdquo;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/img_site\/images\/acre%20dentro%2002.jpg\" style=\"width: 300px;height: 199px;margin: 5px;float: right\" \/>Na ocasi&atilde;o, Campos tamb&eacute;m pontuou crit&eacute;rios que devem ser levados em considera&ccedil;&atilde;o no pavimento de uma cal&ccedil;ada. &ldquo;O piso deve ser composto por material antiderrapante, que n&atilde;o provoque trepida&ccedil;&atilde;o, nem se solte facilmente, como arenito, pedras bas&aacute;lticas n&atilde;o usinadas, blocos ou pedras de concreto etc.&rdquo;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tO Crea Mato Grosso tamb&eacute;m foi respons&aacute;vel pelo curso de Acessibilida ministrado nos dias 02 e 03 de outubro, precedendo o evento.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>Acessibilidade no transporte coletivo &#8211;<\/strong> Em 2005, os &ocirc;nibus da capital acreana sequer conseguiam transitar devidamente no per&iacute;metro do terminal urbano de Rio Branco; os coletivos n&atilde;o possu&iacute;am condi&ccedil;&otilde;es adequadas de acessibilidade. Existiam conflitos de embarque e desembarque simult&acirc;neos, onde o acesso preferencial a idosos e deficientes n&atilde;o era respeitado. Em 2006, entretanto, chegaram ve&iacute;culos adaptados para atendimentos a portadores de defici&ecirc;ncias severas de locomo&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Hoje, ainda enfrentamos essa problem&aacute;tica, mas numa intensidade menor. N&atilde;o pela infraestrutura do terminal e dos coletivos, mas pelo comportamento inadequado do cidad&atilde;o&rdquo;, explica o superintendente da RBTrans, engenheiro civil Ricardo Torres. De acordo com ele, os problemas que envolvem a quest&atilde;o v&atilde;o al&eacute;m do monitoramento de seguran&ccedil;a e policiamento ostensivo no terminal urbano; envolve a dificuldade de rela&ccedil;&atilde;o com estudantes descomprometidos com a ordem no local.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>Municipaliza&ccedil;&atilde;o do tr&acirc;nsito &#8211;<\/strong> Ao indagar aos participantes do semin&aacute;rio sobre quem havia enfrentado dificuldades para estacionar ao chegar ao evento, diversas pessoas se manifestaram, afirmando que sim. O que foi prontamente contestado pelo corregedor do Detran, F&aacute;bio Eduardo Ferreira. &ldquo;A edifica&ccedil;&atilde;o de um pr&eacute;dio deve ser rigorosamente e previamente apurada quanto ao quantitativo de pessoas que vai comportar e de ve&iacute;culos que vai abrigar; tudo com o devido conforto e seguran&ccedil;a, mas a maioria n&atilde;o respeita esses princ&iacute;pios&rdquo;. E acrescentou: &ldquo;Quem deve expedir o alvar&aacute; e o regulamento de aprova&ccedil;&atilde;o de um edif&iacute;cio &eacute; o munic&iacute;pio. Precisamos de uma fiscaliza&ccedil;&atilde;o mais perspicaz e contundente&rdquo;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tAinda segundo o corregedor, o poder p&uacute;blico deve pensar e a comunidade vislumbrar o tr&acirc;nsito sob a perspectiva do &rsquo;3V&lsquo;: vias, ve&iacute;culos e vidas. Ele acredita que a falta de conscientiza&ccedil;&atilde;o tem levado o cidad&atilde;o a obedecer as regras em respeito &agrave; vida apenas sob penaliza&ccedil;&atilde;o por multas; valor este que acaba ajudando a manter o sistema de fiscaliza&ccedil;&atilde;o, a engenharia das vias e a educa&ccedil;&atilde;o no tr&acirc;nsito. &ldquo;Infelizmente, umas das formas de educa&ccedil;&atilde;o mais eficaz hoje &eacute; mexer no bolso do cidad&atilde;o, que cumpre a regra apenas a partir da&iacute;, como se n&atilde;o houvesse regras impostas antes.&rdquo;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tNo evento, o engenheiro civil e presidente do Crea\/AC, Amarildo Uchoa, prop&ocirc;s um pacto aos profissionais presentes e demais participantes do semin&aacute;rio. &ldquo;Vamos trabalhar em equipe na constru&ccedil;&atilde;o de cidades mais justas, mais acess&iacute;veis, mais democr&aacute;ticas: uma cidade acess&iacute;vel a todos&rdquo;, conclui.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t<strong>Humaniza&ccedil;&atilde;o das cidades<\/strong> &#8211; &ldquo;Pensar a cidade para o ser humano e n&atilde;o para ve&iacute;culos&rdquo;. Essa foi a proposta da palestra ministrada pelo arquiteto urbanista Ricardo Tch&ecirc;, que, na ocasi&atilde;o, defendeu a ideia de que a bicicleta &eacute; o transporte do futuro. &ldquo;Um ve&iacute;culo pesa uma 1,5 tonelada para transportar 80 quilos e ocupa um espa&ccedil;o de 120 m&sup2; em movimento. N&atilde;o tem cidade que suporte isso&rdquo;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tO fato de uma empregada dom&eacute;stica, por exemplo, conseguir comprar um autom&oacute;vel nos dias de hoje n&atilde;o configura, segundo Tch&ecirc;, igualdade social. &ldquo;Se a escola dela continua ruim, o hospital n&atilde;o atende devidamente, a rua onde ela mora continua sem cal&ccedil;ada e sem pavimenta&ccedil;&atilde;o e sua vida enfrenta ainda os mesmos riscos, n&atilde;o h&aacute; igualdade&rdquo;. De acordo com ele, igualdade social n&atilde;o &eacute; o mesmo que igualdade no consumo; mas igualdade na infraestrutura urbana e no deslocamento humanizado e sem muitos custos. &ldquo;Uma pessoa que tem pouca renda deve ter direito &agrave; mesma mobilidade de uma pessoa com muita renda&rdquo;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tO I Semin&aacute;rio de Mobilidade Urbana em Rio Branco &eacute; fruto de uma parceria do Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Estado do Acre com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Acre (Crea\/AC), Conselho Regional de Engenharia e &nbsp;Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT) e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Acre (CAU\/AC).<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma estimativa de 200 pessoas, entre engenheiros, arquitetos, acad&ecirc;micos, representantes da sociedade civil e demais profissionais correlatos, compareceram ao I Semin&aacute;rio de Mobilidade Urbana em Rio Branco no estado do Acre. 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