{"id":2066,"date":"2013-11-20T14:40:00","date_gmt":"2013-11-20T16:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/congresso-brasileiro-de-agronomia-traz-debate-sobre-seguranca-alimentar-e-nutricional\/"},"modified":"2013-11-20T14:40:00","modified_gmt":"2013-11-20T16:40:00","slug":"congresso-brasileiro-de-agronomia-traz-debate-sobre-seguranca-alimentar-e-nutricional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/congresso-brasileiro-de-agronomia-traz-debate-sobre-seguranca-alimentar-e-nutricional\/","title":{"rendered":"Congresso Brasileiro de Agronomia traz debate sobre seguran\u00e7a alimentar e nutricional"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/img_site\/images\/IMG_3276.JPG\" style=\"width: 500px;height: 333px;margin: 2px;float: right\" \/>&quot;Em 2050 a popula&ccedil;&atilde;o mundial vai estar acima de 9 bilh&otilde;es de habitantes sendo imperioso aumentar a produ&ccedil;&atilde;o e a produtividade vegetal e animal para atender o consumo, que hoje j&aacute; &eacute; preocupante. H&aacute; pelo menos 30 anos o Brasil deixou de ser importador para ser hoje um dos maiores exportadores de alimentos do planeta e tem sido um grande aliado nesta luta&quot;, disse o engenheiro agr&ocirc;nomo Alan Jorge Bojanic Helbinger, da FAO\/ONU, durante confer&ecirc;ncia de abertura do 28&ordm; Congresso Brasileiro de Agronomia, realizada na noite de ontem, 19, no Centro de Eventos do Pantanal.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tNa chefia do escrit&oacute;rio das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para Alimenta&ccedil;&atilde;o e Agricultura (FAO) no Brasil, o boliviano est&aacute; h&aacute; oito anos na entidade e j&aacute; atuou como representante da Costa Rica e como diretor-adjunto para a Am&eacute;rica Latina e Caribe. Ao lembrar o enorme potencial brasileiro no campo do agroneg&oacute;cio, Alan Bojanic disse estar feliz em poder participar do evento em Cuiab&aacute;, pois Mato Grosso tem sido Estado decisivo na produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os, gado, e come&ccedil;a a se destacar tamb&eacute;m na psicultura.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tPara ele, pa&iacute;ses como Brasil, Austr&aacute;lia, Ucr&acirc;nia e R&uacute;ssia, elencados entre os maiores produtores mundiais, precisam continuar investindo em novas tecnologias sem ferir o ecossistema. Ele elogiou as t&eacute;cnicas de desenvolvimento implementadas por &oacute;rg&atilde;os oficiais como a Embrapa, em parceria com produtores, na expans&atilde;o de lavouras, pastagens, utiliza&ccedil;&atilde;o de novas variedades e a recupera&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas degradadas, tendo como regra a preserva&ccedil;&atilde;o da floresta e o uso controlado de agrot&oacute;xicos.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tEsta busca de alternativas no aumento da produ&ccedil;&atilde;o, visa tamb&eacute;m o acesso das &quot;fam&iacute;lias mais vulner&aacute;veis&quot; ao consumo, na vis&atilde;o do representante da FAO\/ONU e deve ser feita atrav&eacute;s de pol&iacute;ticas governamentais como o &quot;fome zero&quot;, mas &eacute; preciso oferecer condi&ccedil;&otilde;es ensinando a pescar para se ter direito ao peixe. E admitiu que a busca de alternativas alimentares como o aproveitamento de insetos como est&aacute; sendo feito na China, outros pa&iacute;ses da &Aacute;sia e at&eacute; da Am&eacute;rica, como no M&eacute;xico, tamb&eacute;m s&atilde;o importantes. &quot;Eles s&atilde;o uma fonte rica de prote&iacute;na e outras vitaminas, mas &eacute; claro que existe sempre uma quest&atilde;o cultural que surge como barreira ao consumo. Com o tempo isso tende a mudar&quot;, disse.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tSobre a agricultura org&acirc;nica disse que ela pode ser mais saud&aacute;vel, mas ainda tem um custo muito alto e que o consumo, em fun&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o, &eacute; uma decis&atilde;o puramente pessoal&quot;. Os levantamentos mostram redu&ccedil;&atilde;o na fome mundial dado que em 1990 existiam 1 bilh&atilde;o de pessoas carentes e hoje esse n&uacute;mero caiu para 842 milh&otilde;es. Segundo Alan, em 1990 o Brasil tinha 23 milh&otilde;es de habitantes nesta condi&ccedil;&atilde;o e hoje tem perto de 10 milh&otilde;es, uma melhora significativa. &quot;&Eacute; sempre bom alertar que a fome gera viol&ecirc;ncia, uma espiral que depende da participa&ccedil;&atilde;o de todos para ser combatida&quot;, aduziu.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tO 28&ordm; Congresso Brasileiro de Agronomia tem como tema central discuss&otilde;es sobre &quot;Seguran&ccedil;a Alimentar e Nutricional&quot;, sendo considerado o maior e mais tradicional evento da agronomia nacional desde 1935 e que vem sendo realizado a cada dois anos. Com uma vasta progra&ccedil;&atilde;o, incluindo a Feira da Agroind&uacute;stria Saud&aacute;vel (FAS), o evento segue at&eacute; sexta-feira com a participa&ccedil;&atilde;o de estudantes e engenheiros agr&ocirc;nomos, al&eacute;m de outros profissionais do sistema tecnol&oacute;gico e outros interessados no assunto oriundos de diversos estados brasileiros e tamb&eacute;m do exterior.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &quot;Em 2050 a popula&ccedil;&atilde;o mundial vai estar acima de 9 bilh&otilde;es de habitantes sendo imperioso aumentar a produ&ccedil;&atilde;o e a produtividade vegetal e animal para atender o consumo, que hoje j&aacute; &eacute; preocupante. 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