{"id":18950,"date":"2018-09-06T11:45:56","date_gmt":"2018-09-06T15:45:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/?p=18950"},"modified":"2018-09-06T11:47:37","modified_gmt":"2018-09-06T15:47:37","slug":"museu-nacional-foi-devastado-pela-falta-de-manutencao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/museu-nacional-foi-devastado-pela-falta-de-manutencao\/","title":{"rendered":"*Museu Nacional foi devastado pela falta de manuten\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Falta de manuten\u00e7\u00e3o e cuidados b\u00e1sicos com as normas de engenharia provocam trag\u00e9dias. Comprovam isso exemplos recentes de inc\u00eandios que atingiram o Museu da L\u00edngua Portuguesa, o edif\u00edcio Wilton Paes de Almeida e o que destruiu ontem (2\/9) o Museu Nacional. Em todos os casos, queima-se parte de nossa hist\u00f3ria e, desta vez, de outros povos.<\/p>\n<p>O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) veem esse inc\u00eandio como mais um patrim\u00f4nio da humanidade que foi v\u00edtima do abandono e do descaso de sucessivos governos, que agora devem apontar o dedo no seu antecessor e vice-versa. Mas fica f\u00e1cil perceber o abandono do local quando a imprensa registrou ontem que o \u00faltimo presidente da Rep\u00fablica a visitar o Museu Nacional foi Juscelino Kubistchek de Oliveira (1956-1961).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi v\u00edtima da nossa burocracia, sempre lenta na libera\u00e7\u00e3o de verbas para a conserva\u00e7\u00e3o da cultura brasileira.\u00a0 Desde 2015, o \u00f3rg\u00e3o pleiteava recursos junto ao BNDES, que s\u00f3 seriam liberados ap\u00f3s o per\u00edodo eleitoral.<\/p>\n<p>Mas para n\u00f3s do Confea e do Crea-RJ, a principal causa desse desastre foi a falta de manuten\u00e7\u00e3o predial e do cumprimento de normas b\u00e1sicas de seguran\u00e7a contra inc\u00eandios. Sem que essas manuten\u00e7\u00f5es sejam realizadas em viadutos, escolas, edif\u00edcios p\u00fablicos ou privados, vamos continuar a ficar lamentando novas trag\u00e9dias que se repetir\u00e3o com frequ\u00eancia cada vez maior.<\/p>\n<p>O lastim\u00e1vel epis\u00f3dio reflete ainda o desrespeito com diversas normas de seguran\u00e7a e tamb\u00e9m o descaso com interesse do pa\u00eds em formar bons profissionais. Recentemente, portaria do MEC reduziu de 600 para 360 horas a carga hor\u00e1ria da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia de Seguran\u00e7a do Trabalho, o que \u00e9 temer\u00e1rio, pois afetar\u00e1 a qualidade da forma\u00e7\u00e3o de novos profissionais.<\/p>\n<p>Agora, proposta do Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (CNE) visa reduzir a carga obrigat\u00f3ria de todos os cursos de engenharia, alterando a diretriz curricular de carga m\u00ednima de 3.600 horas, para carga referencial. Ou seja, cumpre quem quiser, pois passar\u00e1 a ser uma \u201crefer\u00eancia\u201d e n\u00e3o mais uma obrigatoriedade.<\/p>\n<p>H\u00e1 pouco, em Macei\u00f3, nas Alagoas,\u00a0 reunimos tr\u00eas mil\u00a0 profissionais e estudantes, pesquisadores, cientistas e professores propondo a Engenharia e a \u00c9tica na Reconstru\u00e7\u00e3o do Brasil em tempos marcados por enormes incertezas e pelo retrocesso generalizado.<\/p>\n<p>Por meio da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.soea.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/CartadeMaceioo_75soea.pdf\">Carta de Macei\u00f3<\/a>, assinada pelo colegiado das entidades nacionais que integram o Sistema Confea\/Crea, as lideran\u00e7as da \u00e1rea tecnol\u00f3gica nacional manifestam a \u201cinsatisfa\u00e7\u00e3o c\u00edvica de quem repudia o progressivo desmantelamento da economia nacional e o agravamento das tens\u00f5es sociais\u201d. As lideran\u00e7as tamb\u00e9m se comprometem a n\u00e3o nos omitir, a defender a import\u00e2ncia do di\u00e1logo com os diversos \u00f3rg\u00e3os do governo e outras institui\u00e7\u00f5es e mostrar que a engenharia, a agronomia e geoci\u00eancias s\u00e3o alavancas propulsoras do desenvolvimento nacional e precisam ser respeitadas e ouvidas.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso que haja uni\u00e3o de muitos para promover fiscaliza\u00e7\u00f5es preventivas integradas com \u00f3rg\u00e3os federais, estaduais, municipais e distritais, alcan\u00e7ando constru\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas. \u00c9 preciso defender a aplica\u00e7\u00e3o da lei de manuten\u00e7\u00e3o predial e de preven\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios. \u00c9 preciso recuperar o Brasil com a consci\u00eancia voltada para o bem comum. \u00c9 preciso parar de chorar sobre as cinzas da nossa hist\u00f3ria e reconstruir esta na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em><b>*Joel Kr\u00fcger<br \/>\nPresidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia<\/b><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em><strong>*Luiz Ant\u00f4nio Cosenza<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>Presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falta de manuten\u00e7\u00e3o e cuidados b\u00e1sicos com as normas de engenharia provocam trag\u00e9dias. 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