{"id":1793,"date":"2014-04-07T15:59:00","date_gmt":"2014-04-07T18:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/crea-mt.org.br\/portal\/295-anos-de-cuiaba-a-construcao-da-capital-passa-pela-historia-do-crea-mt-2\/"},"modified":"2014-04-07T15:59:00","modified_gmt":"2014-04-07T18:59:00","slug":"295-anos-de-cuiaba-a-construcao-da-capital-passa-pela-historia-do-crea-mt-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/295-anos-de-cuiaba-a-construcao-da-capital-passa-pela-historia-do-crea-mt-2\/","title":{"rendered":"295 anos de Cuiab\u00e1: A constru\u00e7\u00e3o da capital passa pela hist\u00f3ria do Crea-MT"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\">\n\t<span style=\"font-size: 12px\">O clima quente e a receptividade dos moradores de Cuiab&aacute; talvez sejam as caracter&iacute;sticas mais lembradas pelas pessoas que passam pela capital, que comemora 295 anos no dia oito de abril. Em quase 300 anos, a cidade de Cuiab&aacute; se transformou econ&ocirc;mica e culturalmente e, apesar das mudan&ccedil;as, o estilo moderno e tradicional dos pr&eacute;dios e das ruas convivem paficamente. Nos &uacute;ltimos 49 anos, a hist&oacute;ria da cidade se mescla com a atua&ccedil;&atilde;o do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT), criado provisoriamente em 1966, com o aumento populacional, a organiza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o urbano, al&eacute;m do desenvolvimento tecnol&oacute;gico nas &aacute;reas da engenharia e agronomia. O engenheiro civil M&aacute;rio da Silva Saul, primeiro presidente do Crea Mato Grosso, afirma que o Regionam mato-grossense era apenas uma Delegacia do Crea de S&atilde;o Paulo. Os poucos engenheiros residentes em Cuiab&aacute; reuniam-se no Clube de Engenharia, hoje Instituto de Engenharia e logo surgiu a id&eacute;ia de que eles dever&iacute;amos constituir um Crea pr&oacute;prio. A maioria optou pela cria&ccedil;&atilde;o do Crea-MT.&nbsp;<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tFoi ent&atilde;o que em 07 de dezembro de 1966 o Conselho Federal, criou em regime transit&oacute;rio o Crea da 14 Regi&atilde;o, o nosso Crea, com jurisdi&ccedil;&atilde;o em Mato Grosso e o Territ&oacute;rio de Rond&ocirc;nia.Com 98 profissionais registrados e 16 empresas registradas at&eacute; 1968, ano em que o Crea foi instalado de maneira definitiva, a miss&atilde;o do Conselho p&ocirc;de ser colocada em pr&aacute;tica. O maior desafio era convencer os engenheiros que Mato Grosso j&aacute; possu&iacute;a um Crea. Outro desafio era conseguir que os leigos que exerciam atividades de engenharia deixassem de o fazer. A principal fun&ccedil;&atilde;o dos Creas &eacute; a prote&ccedil;&atilde;o da sociedade no que se refere &agrave;s atividades da engenharia. Isso &eacute; obtido atrav&eacute;s de intensa fiscaliza&ccedil;&atilde;o. Fiscaliza-se o profissional no que se refere a sua habilita&ccedil;&atilde;o, bem como, e mais importante, o exerc&iacute;cio profissional por leigos.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tAinda em 1968, teve in&iacute;cio, em Cuiab&aacute;, o primeiro curso de gradua&ccedil;&atilde;o de engenharia civil, que depois foi incorporado &agrave; Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) no ano de sua cria&ccedil;&atilde;o, 1970. A forma&ccedil;&atilde;o de profissionais na &aacute;rea tecnol&oacute;gica e a cria&ccedil;&atilde;o de empresas foram uns dos fatores respons&aacute;veis pelo desenvolvimento da constru&ccedil;&atilde;o civil na capital e no Estado de Mato Grosso. Em 1969, no dia oito de abril, anivers&aacute;rio da cidade de Cuiab&aacute;, foi inaugurado um dos marcos da engenharia e arquitetura mato-grossense: o edif&iacute;cio Maria Joaquina, primeiro residencial vertical, encravado no centro da cidade, com 15 andares e 52 apartamentos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) indicam que o &Iacute;ndice Nacional de Constru&ccedil;&atilde;o (Sinapi) acumulou alta de 5,8% de janeiro a setembro e de 7,1% no &uacute;ltimo ano em Mato Grosso. Em 1994 havia cerca de 650 empresas de constru&ccedil;&atilde;o civil que atuavam no Estado. Hoje s&atilde;o 6.871, o que evidencia como o setor cresceu. O n&uacute;mero de profissionais da &aacute;rea tamb&eacute;m aumentou consideravelmente, de 6.534 passou para mais de 14 mil, sendo 3.754 da modalidade civil.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tA demanda do setor da constru&ccedil;&atilde;o civil por registro e, consequentemente, fiscaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; maior atualmente, tendo em vista o crescimento e desenvovlmento econ&ocirc;mico de Mato Grosso e do pa&iacute;s, e tamb&eacute;m os eventos esportivos que v&atilde;o acontecer, como a Copa do Mundo de Futebol. Prova disso &eacute; que ao andar por Cuiab&aacute; &eacute; poss&iacute;vel perceber que a cidade se transformou num canteiro de obras. S&atilde;o pr&eacute;dios e hot&eacute;is em constru&ccedil;&atilde;o, casas em reforma, ruas sendo ampliadas e pavimentadas, e assim por diante. O nosso desafio atual &eacute; conseguir conciliar a capacidade de atua&ccedil;&atilde;o do Conselho com essa demanda, cada vez mais crescente. &Eacute; importante continuar aprimorando os servi&ccedil;os oferecidos pelo Crea para manter em atua&ccedil;&atilde;o somente os profissionais habilitados e, assim, garantir que a sociedade cuiabana e mato-grossense esteja segura.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tCuiab&aacute; ser uma das sedes da Copa do Mundo de futebol contribuiu muito para que isso acontecesse, mas esse boom vem de tempos e vai ainda muito longe. A constru&ccedil;&atilde;o civil, mesmo com esse boom, sofre um problema: a m&atilde;o-de-obra especializada escassa. A reclama&ccedil;&atilde;o de empresas e construtoras &eacute; a de que nunca encontram funcion&aacute;rios suficientes e que muitos deles n&atilde;o t&ecirc;m a t&eacute;cnica necess&aacute;ria. N&atilde;o necessariamente de engenheiros e arquitetos, mas serventes, pedreiros e mestres de obra, principalmente. H&aacute; engenheiros de sobra no mercado, mas, como querem pagar pouco a eles, acabam indo para outras &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o. Boa parcela de empresas privadas e gestores municipais n&atilde;o valorizam a profiss&atilde;o e veem engenheiros como despesa e n&atilde;o como investimento. E, quando n&atilde;o os contratam, cometem muitos erros t&eacute;cnicos que acarretam s&eacute;rios problemas.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\t&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">\n\tPara comprovar a desvaloriza&ccedil;&atilde;o do profissional, vejamos os dados: a quantia paga a um engenheiro &eacute; de mais ou menos 4% o valor da obra. Mas quando ela est&aacute; pronta e &eacute; vendida, a imobili&aacute;ria cobra e ganha de 6% ou mais. Desde maio de 2011 est&aacute; em vigor a Norma Brasileira (NBR) 1575. S&atilde;o exig&ecirc;ncias da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Normas T&eacute;cnicas (ABNT) que moldam principalmente as constru&ccedil;&otilde;es de edif&iacute;cios. Entre os v&aacute;rios quesitos, o mais destacado &eacute; a sustentabilidade da obra. Apesar de ainda ser t&iacute;mido, esse novo modelo de trabalho &eacute; o caminho para o futuro. Entre outros aspectos, &eacute; a busca de materiais alternativos que exer&ccedil;am menor destrui&ccedil;&atilde;o na natureza. &Eacute; imposs&iacute;vel falar em progresso sem algum impacto. N&oacute;s precisamos dos recursos para o bem da humanidade. S&oacute; de o homem se estabelecer em um local, j&aacute; gera demanda ambiental. Precisamos entender que &eacute; preciso fazer isso de forma consciente e ecol&oacute;gica para que a constru&ccedil;&atilde;o civil continue crescendo, e, consequentemente Cuiab&aacute;. Os profissionais do ramo esperam que o governo valorize o setor e procure pela estabilidade econ&ocirc;mica, principalmente com a abertura que as obras da Copa trazem para Cuiab&aacute; para que tenhamos um legado de obras sustent&aacute;veis e modernas,melhorando assim a vida da popula&ccedil;&atilde;o.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O clima quente e a receptividade dos moradores de Cuiab&aacute; talvez sejam as caracter&iacute;sticas mais lembradas pelas pessoas que passam pela capital, que comemora 295 anos no dia oito de abril. 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