{"id":14199,"date":"2017-11-13T15:51:18","date_gmt":"2017-11-13T18:51:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/?p=14199"},"modified":"2017-11-17T17:33:07","modified_gmt":"2017-11-17T20:33:07","slug":"o-engenheiro-quimico-joao-marcelo-shiroma-fala-da-profissao-e-do-mercado-de-trabalho-em-mt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/o-engenheiro-quimico-joao-marcelo-shiroma-fala-da-profissao-e-do-mercado-de-trabalho-em-mt\/","title":{"rendered":"O engenheiro qu\u00edmico Jo\u00e3o Marcelo Shiroma fala da profiss\u00e3o e do mercado de trabalho em MT"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-14200\" src=\"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/13-11-Eng.-Qu\u00edmico-Jo\u00e3o-Marcelo--360x203.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"203\" srcset=\"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/13-11-Eng.-Qu\u00edmico-Jo\u00e3o-Marcelo--360x203.jpg 360w, https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/13-11-Eng.-Qu\u00edmico-Jo\u00e3o-Marcelo--768x432.jpg 768w, https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/13-11-Eng.-Qu\u00edmico-Jo\u00e3o-Marcelo--1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/13-11-Eng.-Qu\u00edmico-Jo\u00e3o-Marcelo--120x67.jpg 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/>Jo\u00e3o Marcelo Shiroma, de 39 anos, nasceu em Ilh\u00e9us-BA, mas chegou em Cuiab\u00e1 em 1980 com a fam\u00edlia, por ocasi\u00e3o da transfer\u00eancia do seu pai, que trabalhava em uma ind\u00fastria madeireira. Al\u00e9m da gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Qu\u00edmica, fez p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia de Seguran\u00e7a do Trabalho e outra em Auditoria e Per\u00edcia Ambiental. Um hobby que aprecia muito \u00e9 a pr\u00e1tica de atividades f\u00edsicas, na adolesc\u00eancia jogou basquete e praticou nata\u00e7\u00e3o, passou pela escalada, trekking e corrida. Atualmente, nas horas livres, procura manter a pr\u00e1tica de caminhada e fazer exerc\u00edcios de yoga e pilates, dividindo o tempo entre leitura, filmes e s\u00e9ries, fotografia, v\u00eddeo game e de vez em quando, se arrisca na culin\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>1-Onde e quando se formou e, o que lhe motivou a fazer o curso de Engenharia Qu\u00edmica?<\/strong><\/p>\n<p>Me graduei em 2003, pela Universidade Estadual de Campinas &#8211; Unicamp\/SP. A escolha pelo curso foi pela afinidade com as ci\u00eancias exatas, cujas mat\u00e9rias de matem\u00e1tica, qu\u00edmica e f\u00edsica eu sempre gostei de estudar. Eu queria cursar alguma das engenharias e, em pesquisas para conhecer melhor o curso, observei que havia um grande campo de atua\u00e7\u00e3o para o engenheiro qu\u00edmico, seja na ind\u00fastria, pesquisa ou ensino.<\/p>\n<p><strong>2- Qual sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o e como v\u00ea a abrang\u00eancia do mercado em MT?<\/strong><\/p>\n<p>O foco do engenheiro qu\u00edmico \u00e9 atuar em processos onde ocorra a transforma\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria-prima. Aqui no estado, ainda n\u00e3o temos um parque industrial t\u00e3o desenvolvido quanto no sudeste, sul e nordeste, onde est\u00e3o localizados grandes polos petroqu\u00edmicos e ind\u00fastrias qu\u00edmicas de base. No entanto, devido \u00e0 forte presen\u00e7a do agroneg\u00f3cio em MT, h\u00e1 campo de trabalho em usinas de biodiesel e etanol, f\u00e1bricas de extra\u00e7\u00e3o de \u00f3leo e curtumes. Al\u00e9m de atua\u00e7\u00e3o em ind\u00fastrias de bebidas e alimentos, tintas e vernizes, t\u00eaxteis, agroqu\u00edmicos, minera\u00e7\u00e3o, entre outros. H\u00e1 ainda a possibilidade da pesquisa, ensino, controle de qualidade, representa\u00e7\u00e3o comercial e consultoria.<\/p>\n<p><strong>3- Conte-nos um pouco de sua trajet\u00f3ria profissional como engenheiro qu\u00edmico? <\/strong><\/p>\n<p>Um ano ap\u00f3s formado, trabalhei como contratado na antiga Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Meio Ambiente (FEMA) e, em 2006 passei no concurso para analista de meio ambiente da atual SEMA, sempre com o perfil de engenheiro qu\u00edmico. Atuei bastante tempo com o licenciamento ambiental de empreendimentos potencialmente poluidores, no segmento de res\u00edduos s\u00f3lidos, uma \u00e1rea apaixonante que envolve toda a problem\u00e1tica da gest\u00e3o de res\u00edduos, aterros sanit\u00e1rios, empresas de reciclagem e log\u00edstica reversa, al\u00e9m de conceitos como consumo consciente e ciclo de vida de produtos. Trabalhei ainda com o licenciamento de ind\u00fastrias e atualmente fa\u00e7o parte da equipe do laborat\u00f3rio da SEMA. No laborat\u00f3rio, nossa principal responsabilidade \u00e9 o monitoramento da qualidade ambiental dos recursos h\u00eddricos, al\u00e9m da verifica\u00e7\u00e3o da balneabilidade em diversos pontos utilizados para banho e recrea\u00e7\u00e3o, dentro do Estado. Para isso, coletamos amostras dos cursos d\u2019\u00e1gua e fazemos as an\u00e1lises, comparando os resultados com as legisla\u00e7\u00f5es pertinentes. Atendemos ainda a demandas do Minist\u00e9rio P\u00fablico e da fiscaliza\u00e7\u00e3o da Secretaria em quest\u00f5es de polui\u00e7\u00e3o por efluentes l\u00edquidos e gasosos.<\/p>\n<p><strong>4- Quais foram suas maiores dificuldades no mercado de trabalho?<\/strong><\/p>\n<p>Na \u00e9poca em que me formei o pa\u00eds n\u00e3o estava passando por um bom momento econ\u00f4mico e isso se refletia no mercado de trabalho retra\u00eddo. Foi quando decidi retornar para Cuiab\u00e1. Naquela \u00e9poca, ainda n\u00e3o havia cursos de engenharia qu\u00edmica no Estado, ent\u00e3o a profiss\u00e3o era pouco conhecida por aqui. Senti isso na hora de buscar emprego, pois cheguei a me deparar com alguns locais onde um engenheiro qu\u00edmico poderia estar atuando, mas a vaga estava sendo ocupada por um profissional de outra forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>5- Quais as expectativas de atua\u00e7\u00e3o para os engenheiros qu\u00edmicos\u00a0 no Estado?<\/strong><\/p>\n<p>Com o aumento da industrializa\u00e7\u00e3o, a chegada de novas usinas de etanol e engenheiros qu\u00edmicos sendo formados aqui, creio que haver\u00e1 o reconhecimento do trabalho desse profissional e a abertura de oportunidades e campos de atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>6- Como voc\u00ea v\u00ea, como engenheiro registrado e habilitado, a participa\u00e7\u00e3o em uma entidade de classe? O CREA \u00e9 formado por conselheiros eleitos a partir de sua participa\u00e7\u00e3o em entidades de classe. Consideramos que uma entidade forte, fortalece todo o Conselho e possibilita mais representatividade para as categorias que comp\u00f5e as discuss\u00f5es plen\u00e1rias.<\/strong><\/p>\n<p>Acredito que uma entidade de classe deve representar os seus membros e ser a sua voz diante da sociedade. Deve ser forte para opinar tecnicamente, colocando acima de tudo os valores \u00e9ticos e cient\u00edficos das profiss\u00f5es as quais representam. Deve garantir ainda a fiscaliza\u00e7\u00e3o dos atos de seus profissionais habilitados, de forma a fomentar a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os com qualidade. Somente com esses predicados, deixando de lado os interesses pol\u00edticos, \u00e9 que uma entidade conseguir\u00e1 atrair cada vez mais a participa\u00e7\u00e3o ativa de seus membros, sendo respeitada e admirada pela sociedade.<\/p>\n<p><strong>7-Para finalizar, qual recado voc\u00ea gostaria de deixar aos graduandos que est\u00e3o terminando o curso e vestibulandos que pretendem cursar Engenharia Qu\u00edmica?<\/strong><\/p>\n<p>Assim como qualquer \u00e1rea das engenharias, o curso de engenharia qu\u00edmica n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Aqueles que estiverem terminando sabem bem isso. Mas depois de formados, ver\u00e3o que h\u00e1 uma imensa \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o. Para esses, que sejam perseverantes e otimistas em rela\u00e7\u00e3o ao futuro, voc\u00eas est\u00e3o quase l\u00e1. Por ser uma profiss\u00e3o ligada \u00e0 ind\u00fastria da transforma\u00e7\u00e3o, o sucesso profissional est\u00e1 atrelado ao desenvolvimento de uma na\u00e7\u00e3o. Sejam pacientes, aplicados e sobretudo, \u00e9ticos, principalmente, \u00e9ticos com o meio ambiente. A ind\u00fastria qu\u00edmica tamb\u00e9m \u00e9 uma ind\u00fastria poluente que traz em sua ess\u00eancia riscos ambientais. Sendo assim, tragam consigo que o capital e o desenvolvimento n\u00e3o devem surgir em detrimento da qualidade de vida e ambiental. \u00c9 poss\u00edvel trabalhar para que exista um amanh\u00e3 em que essas vari\u00e1veis n\u00e3o estejam em lados opostos da balan\u00e7a. E para os que desejam ingressar no curso, saibam que ser\u00e3o alguns anos de dedica\u00e7\u00e3o e muitos estudos. Busquem uma universidade conceituada e que ofere\u00e7a uma boa estrutura, principalmente em laborat\u00f3rios e bibliotecas. A gradua\u00e7\u00e3o ser\u00e1 apenas mais uma etapa de sua forma\u00e7\u00e3o e o curso de engenharia qu\u00edmica certamente contribuir\u00e1 de forma positiva com ela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Marcelo Shiroma, de 39 anos, nasceu em Ilh\u00e9us-BA, mas chegou em Cuiab\u00e1 em 1980 com a fam\u00edlia, por ocasi\u00e3o da transfer\u00eancia do seu pai, que trabalhava em uma ind\u00fastria madeireira. Al\u00e9m da gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Qu\u00edmica, fez p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia de Seguran\u00e7a do Trabalho e outra em Auditoria e Per\u00edcia Ambiental. 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