{"id":13819,"date":"2017-10-23T08:00:18","date_gmt":"2017-10-23T11:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/?p=13819"},"modified":"2017-10-23T08:40:58","modified_gmt":"2017-10-23T11:40:58","slug":"a-engenheira-agricola-milly-siqueira-de-rondonopolis-conta-um-pouco-sobre-sua-profissao-e-sua-area-de-atuacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/a-engenheira-agricola-milly-siqueira-de-rondonopolis-conta-um-pouco-sobre-sua-profissao-e-sua-area-de-atuacao\/","title":{"rendered":"A engenheira agr\u00edcola Milly Siqueira, de Rondon\u00f3polis, conta um pouco sobre sua profiss\u00e3o e \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-13821\" src=\"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/20171018_142544-360x277.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"277\" srcset=\"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/20171018_142544-360x277.jpg 360w, https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/20171018_142544-768x592.jpg 768w, https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/20171018_142544-1024x789.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/>Milly Siqueira Cardinal de Almeida, 37 anos, natural de Ponta Por\u00e3 (Mato Grosso do Sul) \u00e9 filha e neta de pecuaristas, veio para Rondon\u00f3polis-MT em 1983 com a fam\u00edlia, ap\u00f3s aquisi\u00e7\u00e3o de uma propriedade rural. Atualmente \u00e9 casada, m\u00e3e de uma menina, e fez biologia, mas depois a Engenheira Agr\u00edcola Ambiental. Hoje Milly possui mestrado nesta \u00e1rea, tendo uma vida totalmente ligada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o no campo. Sua meta \u00e9 multiplicar no meio agropecu\u00e1rio, o conceito de que \u00e9 poss\u00edvel produzir com sustentabilidade.<\/p>\n<p><strong>1- Onde e quando se formou e, por que escolheu o curso de Engenharia Agr\u00edcola Ambiental?<\/strong><\/p>\n<p>Formei em biologia em 2004 e em engenharia agr\u00edcola ambiental em 2014, ambas pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), decidi fazer Engenharia Agr\u00edcola, pois vislumbrei no curso a possibilidade de realizar meu sonho profissional: conjugar o agroneg\u00f3cio com sustentabilidade, utilizando da pesquisa cientifica e a tecnologia como instrumentos para diminuir os impactos do homem no meio ambiente.<\/p>\n<p><strong>2- Como \u00e9 o dia a dia de quem trabalha nesta profiss\u00e3o, o que voc\u00ea tem desenvolvido?<\/strong><\/p>\n<p>A profiss\u00e3o oferece in\u00fameros caminhos, contudo optei pelo misto da pesquisa cientifica e atua\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica com solu\u00e7\u00f5es aplicadas ao campo, atualmente trabalho em uma empresa privada que desenvolve diversos servi\u00e7os na \u00e1rea de planejamento agropecu\u00e1rio, agrimensura e meio ambiente, atuo como Analista Ambiental, onde realizo assessoria e consultoria na \u00e1rea ambiental, propondo solu\u00e7\u00f5es e visando \u00e0 regulariza\u00e7\u00e3o das propriedades rurais perante as legisla\u00e7\u00f5es vigentes, assim como, o atendimento das exig\u00eancias dos \u00f3rg\u00e3os ambientais.<\/p>\n<p><strong>3 &#8211; Quais as oportunidades do mercado de trabalho e os maiores desafios enfrentados pelo engenheiro agr\u00edcola em Mato Grosso?<\/strong><\/p>\n<p>O maior desafio \u00e9 o conhecimento da sociedade desta nova profiss\u00e3o, atualmente tenho que passar a maior parte do tempo tentando explicar para as pessoas o que estudei e onde posso atuar, por\u00e9m, como tudo que \u00e9 contempor\u00e2neo e requer um tempo para absor\u00e7\u00e3o da sociedade de maneira geral, aqui no Estado n\u00e3o consigo imaginar outro curso que consiga abarcar todas as necessidades ligadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e ao desenvolvimento sustent\u00e1vel. Com rela\u00e7\u00e3o ao mercado de trabalho acredito num futuro pr\u00f3spero e din\u00e2mico, assim como foi a Agronomia na d\u00e9cada de 70, que no meu sentir, quebrou paradigmas na produ\u00e7\u00e3o de alimentos, teve seus entraves como o \u201csempre fiz assim\u201d, mas atrav\u00e9s das pesquisas cient\u00edficas e da evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, trouxe a produ\u00e7\u00e3o de alimentos ao patamar em que observamos na atualidade. Logo, a miss\u00e3o da nossa profiss\u00e3o \u00e9 otimizar, atrav\u00e9s de pesquisa cient\u00edficas e tecnologia, o uso adequado de toda cadeia produtiva \u2013 passando por conserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais, at\u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de nossos implementos agr\u00edcolas \u2013 com o menor impacto poss\u00edvel ao meio ambiente.<\/p>\n<p><strong>4- O que voc\u00ea considera importante para se destacar nesta profiss\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar que na Engenharia Agr\u00edcola forma-se profissionais capacitados a desenvolver t\u00e9cnicas integradas na produ\u00e7\u00e3o de alimentos com as de desenvolvimento sustent\u00e1vel, de forma a empregar os conhecimentos de Engenharia com as tecnologias da \u00e1rea de ci\u00eancias agr\u00e1rias e da ci\u00eancias ambientais. \u00c9 importante entender sobre diversos ramos, pois o profissional atuar\u00e1 nas \u00e1reas de: constru\u00e7\u00f5es rurais e ambi\u00eancia, m\u00e1quinas e mecaniza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, processamento de produtos agr\u00edcolas, armazenamento de produtos agr\u00edcolas, energiza\u00e7\u00e3o alternativa e eletrifica\u00e7\u00e3o rural, engenharia de \u00e1gua e solo, geoprocessamente e agricultura de precis\u00e3o, saneamento ambiental, controle da polui\u00e7\u00e3o, conserva\u00e7\u00e3o e planejamento ambiental, gest\u00e3o de recursos h\u00eddricos, an\u00e1lise de susceptibilidade e voca\u00e7\u00f5es naturais do ambiente, elabora\u00e7\u00e3o de estudos de impactos ambientais, proposi\u00e7\u00e3o, implanta\u00e7\u00e3o e monitoramento de medidas mitigadoras e a\u00e7\u00f5es ambientais e per\u00edcia ambiental. Como pode-se observar s\u00e3o diversas as \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o do profissional.<\/p>\n<p><strong>5- Como voc\u00ea v\u00ea, como engenheira agr\u00edcola formada e habilitada, a participa\u00e7\u00e3o em uma entidade de classe?<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, vimos que as profiss\u00f5es s\u00e3o vilipendiadas, assim, entendo ser necess\u00e1ria a representa\u00e7\u00e3o junto ao CREA, inclusive como \u00f3rg\u00e3o fiscalizador dos atos praticados por profissionais habilitados, bem como impedindo aqueles que n\u00e3o det\u00eam a forma\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para execu\u00e7\u00e3o de uma tarefa. Ademais, sabemos da precariedade dos \u00f3rg\u00e3os de controle (Estatal), o CREA tem a tarefa, inclusive, de ser um sistema de freios e contrapesos em favor da sociedade.<\/p>\n<p><strong>6- A partir de sua experi\u00eancia que conselhos voc\u00ea daria para os estudantes que ainda est\u00e3o definindo o curso que ir\u00e3o fazer, aos que j\u00e1 est\u00e3o fazendo Engenharia Agr\u00edcola e para os profissionais que est\u00e3o entrando no mercado de trabalho?<\/strong><\/p>\n<p>Aos que est\u00e3o definindo: perguntaria mais ou menos assim: gosta do meio ambiente? gosta de lidar com agroneg\u00f3cio? gosta de tecnologia? gosta da possibilidade de criar algo novo? gosta da pesquisa cient\u00edfica? Se respondeu SIM para tr\u00eas ou mais alternativas seu lugar \u00e9 na Engenharia Agr\u00edcola Ambiental. Aos que est\u00e3o cursando, digo que tenham a perseveran\u00e7a para terminar o curso, \u00e9 cansativo, exige muito do discente, mas \u00e9 gratificante, n\u00e3o desista, n\u00e3o desanime, como diria o fil\u00f3sofo contempor\u00e2neo &#8220;Para traz nem para pegar impulso&#8221;. Aos que est\u00e3o entrando no mercado, digo para n\u00e3o se apavorarem caso termine o curso e n\u00e3o tenham certeza de qual \u00e1rea tem mais afinidade. Atualmente grandes grupos tem um plano de trainee ou est\u00e1gio espec\u00edfico para os profissionais de nossa \u00e1rea \u2013 caso tenha d\u00favida de qual \u00e1rea atuar &#8211; ser trainee ou estagi\u00e1rio num grande grupo oportuniza o trabalho em diversas \u00e1reas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Milly Siqueira Cardinal de Almeida, 37 anos, natural de Ponta Por\u00e3 (Mato Grosso do Sul) \u00e9 filha e neta de pecuaristas, veio para Rondon\u00f3polis-MT em 1983 com a fam\u00edlia, ap\u00f3s aquisi\u00e7\u00e3o de uma propriedade rural. Atualmente \u00e9 casada, m\u00e3e de uma menina, e fez biologia, mas depois a Engenheira Agr\u00edcola Ambiental. 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