{"id":13164,"date":"2017-09-04T08:35:51","date_gmt":"2017-09-04T12:35:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/?p=13164"},"modified":"2017-09-04T09:06:48","modified_gmt":"2017-09-04T13:06:48","slug":"engenheira-agrimensora-fala-da-sua-escolha-profissional-e-dos-desafios-do-mercado-de-trabalho-em-mt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/engenheira-agrimensora-fala-da-sua-escolha-profissional-e-dos-desafios-do-mercado-de-trabalho-em-mt\/","title":{"rendered":"Engenheira agrimensora fala da sua escolha profissional e dos desafios do mercado de trabalho em MT"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-13165\" src=\"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/neiva-entrevista-336x360.jpg\" alt=\"\" width=\"336\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/neiva-entrevista-336x360.jpg 336w, https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/neiva-entrevista-768x822.jpg 768w, https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/neiva-entrevista-957x1024.jpg 957w, https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/neiva-entrevista.jpg 1000w\" sizes=\"auto, (max-width: 336px) 100vw, 336px\" \/>A engenheira agrimensora, Neiva de F\u00e1tima Rosa Camargo, nasceu em Santa M\u00f4nica, noroeste Paranaense. Neiva veio para Mato Grosso em 1996, a convite de um amigo, tamb\u00e9m engenheiro, trabalhar na cidade de Diamantino, regi\u00e3o m\u00e9dio norte do Estado. Desde ent\u00e3o, reside no Estado e, apesar de &#8220;n\u00e3o ter comido cabe\u00e7a de pacu&#8221; como ela mesmo brinca, por aqui permanece. Neiva formou-se em Campo Grande (MS), pelo Centro de Ensino Superior em 1994. A engenheira agrimensora fala um pouco sobre sua op\u00e7\u00e3o profissional e como vem atuando.<\/p>\n<p><strong>1) Por que escolheu o curso de engenharia de Agrimensura ?\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A op\u00e7\u00e3o pela engenharia de agrimensura veio da \u00e9poca de col\u00e9gio, pela afinidade com as disciplinas de c\u00e1lculo. Quando fiz vestibular passei para engenharia eletrot\u00e9cnica, mas a falta de identifica\u00e7\u00e3o com a \u00e1rea fez com que eu trocasse de curso e, foi quando optei pela Engenharia de Agrimensura. A escolha foi porque sempre gostei da \u00e1rea agr\u00e1ria, pensava sempre em trabalhar em campo.<\/p>\n<p><strong>2)\u00a0<\/strong>Q<strong>ue trabalhos podem ser desenvolvidos por um engenheiro de agrimensura?<\/strong><\/p>\n<p>O profissional com forma\u00e7\u00e3o em agrimensura tem op\u00e7\u00e3o de atua\u00e7\u00e3o bastante ampla, al\u00e9m de levantamentos topogr\u00e1ficos, pode atuar em barragens para usinas hidrel\u00e9tricas; estudo, loca\u00e7\u00e3o e levantamento de tra\u00e7ado para linhas de transmiss\u00e3o e de estradas; em loca\u00e7\u00e3o para constru\u00e7\u00e3o civil; regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria; georreferenciamento de im\u00f3veis rurais; constru\u00e7\u00e3o de pontes; per\u00edcia rural\u00a0judicial; loteamento rural e urbano; avalia\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis e outros trabalhos que, a medida que vai se conhecendo o mercado e suas necessidades, procura-se atender, por exemplo, conhecimento e an\u00e1lise documental para eventual trabalho ou laudo para demandas judiciais.<\/p>\n<p><strong>3)\u00a0<\/strong><strong>\u00a0Como foram as primeiras experi\u00eancias depois de formada?<\/strong><\/p>\n<p>Fa\u00e7o trabalhos aut\u00f4nomos e j\u00e1 atuei em v\u00e1rias cidades do interior do Estado e, em Cuiab\u00e1. Durante as viagens j\u00e1 me deparei com algumas surpresas, descobertas e, claro, doses de aventura, como estradas cheias de lama, caminhos ermos e por a\u00ed vai.<\/p>\n<p><strong>4<\/strong>\u00a0)<strong>\u00a0Quais s\u00e3o os maiores desafios de sua atua\u00e7\u00e3o no mercado?<\/strong><\/p>\n<p>Dif\u00edcil, sobretudo pelo preconceito de g\u00eanero. Na d\u00e9cada de 90 e at\u00e9 hoje a mulher ainda precisa provar que \u00e9 uma profissional competente, especialmente em algumas \u00e1reas de dom\u00ednio masculino, como a engenharia de agrimensura. Tive que me desdobrar para \u2018mostrar servi\u00e7o\u2019 e driblar a discrimina\u00e7\u00e3o.\u00a0Por conta disso, demorei um pouco mais para conseguir entrar no mercado de trabalho.\u00a0Aos poucos, fui construindo minha trajet\u00f3ria, apesar do fantasma do machismo vez ou outra se fazer presente, infelizmente!<\/p>\n<p><strong>5 ) Como \u00e9 trabalhar com a<\/strong>\u00a0<strong>engenharia de agrimensura, que prepara as \u00e1reas urbanas e rurais para obras que v\u00e3o modificar ou acrescentar uma infraestrutura hidr\u00e1ulica, sanit\u00e1ria, el\u00e9trica ou de transportes\u00a0<\/strong><strong>em Mato Grosso? Al\u00e9m disto, o Estado com 141 munic\u00edpios, muitos em franco crescimento, tem trazido impactos positivos para a atua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da agrimensura?\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O trabalho do engenheiro agrimensor \u00e9 permeado de muito cuidado, tanto no seu estudo (projeto) como em\u00a0sua execu\u00e7\u00e3o e finaliza\u00e7\u00e3o, pois\u00a0ele \u00e9 a base para constru\u00e7\u00f5es que pessoas ir\u00e3o utilizar, seja em pequenas como em grandes\u00a0constru\u00e7\u00f5es, tais como edifica\u00e7\u00f5es, pontes, viadutos, estradas e aeroportos. Obras essas onde pessoas ir\u00e3o residir, transitar e, para tanto, o engenheiro deve se atentar para a seguran\u00e7a de todos. A\u00a0minha op\u00e7\u00e3o de\u00a0atua\u00e7\u00e3o na engenharia de agrimensura est\u00e1 mais voltada para a \u00e1rea rural, ou seja, a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria, per\u00edcias, georreferenciamento rural e an\u00e1lise documental. A respeito de obras nos munic\u00edpios de Mato Grosso, tem um plano diretor para seguir, uma\u00a0expans\u00e3o desenvolvida e\u00a0ordenada. Os impactos s\u00e3o positivos com planejamento das cidades e obras, com pensamento a\u00a0longo prazo.<\/p>\n<p><strong>7)\u00a0<\/strong><strong>A partir de sua experi\u00eancia e conhecimentos adquiridos, que conselhos voc\u00ea daria aos profissionais que est\u00e3o entrando no mercado de trabalho?<\/strong><\/p>\n<p>Daria um \u00fanico e importante conselho: comprometimento. Esta \u00e9 a palavra que qualquer profissional precisa levar muito a s\u00e9rio, tanto com o trabalho em si, como com o cliente. E mesmo que a carteira de atendimento esteja repleta de pessoas, h\u00e1 que se lembrar sempre que todos necessitam de aten\u00e7\u00e3o e respeito. Ningu\u00e9m deve ser tratado como mais um e sim como o cliente, n\u00e3o importa quantos mais existam. Lamentavelmente, ainda vejo muito engenheiro que se furta de prestar informa\u00e7\u00f5es, que n\u00e3o cumpre prazos e n\u00e3o d\u00e1 satisfa\u00e7\u00e3o e, que se recusa a atender um simples telefonema. Isto n\u00e3o deve acontecer nunca, pois uma carreira bem-sucedida \u00e9 constru\u00edda com responsabilidade, compet\u00eancia e comprometimento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A engenheira agrimensora, Neiva de F\u00e1tima Rosa Camargo, nasceu em Santa M\u00f4nica, noroeste Paranaense. Neiva veio para Mato Grosso em 1996, a convite de um amigo, tamb\u00e9m engenheiro, trabalhar na cidade de Diamantino, regi\u00e3o m\u00e9dio norte do Estado. 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