{"id":10075,"date":"2012-08-21T15:12:57","date_gmt":"2012-08-21T18:12:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/tolerancia-2\/"},"modified":"2012-08-21T15:12:57","modified_gmt":"2012-08-21T18:12:57","slug":"tolerancia-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/tolerancia-2\/","title":{"rendered":"TOLER\u00c2NCIA"},"content":{"rendered":"<p>(Este artigo n\u00e3o \u00e9 in\u00e9dito. Faz parte de um &#8220;pacote&#8221; de quatro artigos publicados em 2003, sobre o tema &#8220;Valoriza\u00e7\u00e3o Profissional&#8221;. Mas o tema merece voltar, de vez em quando, por tratar de uma praga de dif\u00edcil extin\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>A REALIZA\u00c7\u00c3O \u00e9 parte fundamental do caminho que leva \u00e0 Valoriza\u00e7\u00e3o Profissional pois quem n\u00e3o realiza n\u00e3o se realiza.<br \/>\nDo que estamos falando? De quem estamos falando?<br \/>\nDos caneteiros. Dos acobertadores, assinadores de planta, capachos de desenhistas&#8230; Estamos falando dessa ra\u00e7a nefasta de levianos irrespons\u00e1veis que desgra\u00e7a a profiss\u00e3o, jogando lama sobre tantos anos de dedica\u00e7\u00e3o e sacrif\u00edcios deles pr\u00f3prios e tamb\u00e9m dos seus colegas.<br \/>\nEsse bando que n\u00e3o realiza nada, nunca. E que, por isso, nunca se realiza profissionalmente. Que n\u00e3o sente orgulho do que faz. Que n\u00e3o tem dignidade profissional.<\/p>\n<p>Me desculpem pelo destempero, mas esse \u00e9 um tema que me ferve o sangue.<br \/>\nOs acobertadores constituem um pequeno grupo (e t\u00eam seus similares em qualquer outra profiss\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida). Nunca representam mais do que oito ou dez por cento de uma determinada comunidade profissional. Mas o estrago que conseguem fazer \u00e9 uma coisa descomunal.<\/p>\n<p>S\u00e3o uma praga. Um c\u00e2ncer. Uma desgra\u00e7a!<br \/>\n\u00c9 um problema que precisa ser enfrentado com coragem e determina\u00e7\u00e3o. Acredito que o sistema profissional (Confea\/Crea \/Entidades de Classe\/Sindicatos&#8230;) precisa declarar uma luta sem tr\u00e9guas a essa causa. A pr\u00e1tica do acobertamento precisa ser considerada falta grav\u00edssima e o castigo precisa ser extremamente severo, pois trata-se de um desvio que leva \u00e0s mais nocivas conseq\u00fc\u00eancias para a profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Nenhum estudante de Engenharia, Arquitetura ou Agronomia &#8220;sonha&#8221; em ser um caneteiro. Nenhum profissional rec\u00e9m-formado quer ser um acobertador&#8230; A escolha desse caminho se d\u00e1, mais tarde, por:<br \/>\n1) Fraqueza de Princ\u00edpios;<br \/>\n2) Dificuldades Naturais do Mercado;<br \/>\n3) Impunidade Legal;<br \/>\n4) Impunidade Moral.<\/p>\n<p>A Fraqueza de Princ\u00edpios pode e deve ser combatida durante o processo de forma\u00e7\u00e3o, com a Inclus\u00e3o Profissional.<br \/>\nA Inclus\u00e3o Profissional deve ser promovida pelo sistema (Confea\/Crea\/Entidades de Classe, Sindicatos&#8230;) atrav\u00e9s de palestras, cursos, semin\u00e1rios, eventos sociais e esportivos cujo objetivo \u00e9 a transmiss\u00e3o dos preceitos \u00e9ticos e morais do exerc\u00edcio da profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>O C\u00f3digo de \u00c9tica profissional precisa ser introduzido nas universidades e sua discuss\u00e3o e pr\u00e1tica deve ser permanente. Da festa do calouro ao dia da formatura.<\/p>\n<p>O estudante de Agronomia, de Engenharia, de Arquitetura e das demais profiss\u00f5es do sistema precisa se sentir DENTRO. Precisa sentir-se Engenheiro, Arquiteto e Agr\u00f4nomo, desde o primeiro dia de aula. S\u00f3 assim ir\u00e1 desenvolver o necess\u00e1rio sentimento de respeito e \u00e9tica para com os colegas.<\/p>\n<p>Algu\u00e9m a\u00ed tem coragem de dizer que isso n\u00e3o reduziria consideravelmente o n\u00famero de caneteiros no mercado ?<\/p>\n<p>As Dificuldades Naturais do Mercado s\u00e3o outra explica\u00e7\u00e3o (n\u00e3o justificativa) para o desvio que alguns colegas tomam em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00e1tica do acobertamento.<\/p>\n<p>Pode ser combatida com informa\u00e7\u00e3o, treinamento e preparo empresarial.<\/p>\n<p>Se o profissional n\u00e3o sabe como enfrentar as dificuldades naturais do mercado&#8230; d\u00e1-lhe cursos de gest\u00e3o empresarial, marketing, administra\u00e7\u00e3o de custos, relacionamentos interpessoais&#8230; essas coisas que, infelizmente, ainda n\u00e3o temos nas escolas de engenharia, de arquitetura e de agronomia.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso aprender uma coisa simples: ganha-se mais trabalhando direito. E ainda tem a vantagem de que isto nos d\u00e1 realiza\u00e7\u00e3o profissional e dignidade (leia-se &#8220;valoriza\u00e7\u00e3o profissional&#8221;)<\/p>\n<p>A Impunidade Legal, bem como a Impunidade Moral s\u00e3o responsabilidades do sistema e tamb\u00e9m nossa. De cada profissional individualmente.<\/p>\n<p>O sistema precisa criar mecanismos para punir com maior RAPIDEZ e RIGOR os casos de acobertamento. <\/p>\n<p>N\u00f3s, profissionais, precisamos ser menos tolerantes com esse desvio moral.<br \/>\nN\u00e3o podemos mais fechar os olhos e fazer de conta que n\u00e3o \u00e9 conosco.<\/p>\n<p>As entidades de classe precisam ter uma comiss\u00e3o permanente de &#8220;patrulha&#8221; e esclarecimento (o primeiro est\u00e1gio) para fazer um &#8220;policiamento ostensivo&#8221; e impedir que um desvio eventual se torne uma pr\u00e1tica profissional permanente.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso eliminar a possibilidade de um profissional acobertador sentir-se confort\u00e1vel ou seguro.<br \/>\n\u00c9 preciso dar a ele apenas uma sa\u00edda. Apenas um caminho. O retorno \u00e0 pr\u00e1tica profissional digna e correta.<\/p>\n<p>Essa luta \u00e9 de todos. De toda a classe. N\u00e3o \u00e9 uma coisa pontual.<\/p>\n<p>Se eu, um engenheiro eletricista, estiver cometendo acobertamento, o meu colega agr\u00f4nomo, que pensa que n\u00e3o tem nada a ver com isso, estar\u00e1, tamb\u00e9m, pagando uma parte da conta.<\/p>\n<p>Valoriza\u00e7\u00e3o profissional \u00e9 um conceito muito complexo. Dif\u00edcil de ser obtido.<\/p>\n<p>A maior dificuldade est\u00e1 justamente no fato de que \u00e9 uma conquista coletiva. Depende de todos e de cada um.<\/p>\n<p><b>\u00caNIO PADILHA &#8211;<\/b> engenheiro, escritor e palestrante. Formado engenheiro pela UFSC em 1986, especialista em Marketing Empresarial pela UFPR, em 1996\/97 e atualmente \u00e9 Mestrando em Administra\u00e7\u00e3o pela UNIVALI (2005\/2006).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Este artigo n\u00e3o \u00e9 in\u00e9dito. Faz parte de um &#8220;pacote&#8221; de quatro artigos publicados em 2003, sobre o tema &#8220;Valoriza\u00e7\u00e3o Profissional&#8221;. 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