{"id":10053,"date":"2012-08-21T15:12:57","date_gmt":"2012-08-21T18:12:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/obra-nao-e-so-chamar-o-pedreiro-3\/"},"modified":"2012-08-21T15:12:57","modified_gmt":"2012-08-21T18:12:57","slug":"obra-nao-e-so-chamar-o-pedreiro-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.crea-mt.org.br\/portal\/obra-nao-e-so-chamar-o-pedreiro-3\/","title":{"rendered":"Obra n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 chamar o pedreiro"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 f\u00e1cil perceber que \u00e1reas de aterro s\u00e3o fontes de problemas em quase todas as cidades brasileiras. S\u00f3 a constru\u00e7\u00e3o civil \u00e9 respons\u00e1vel por cerca de 80% dos res\u00edduos s\u00f3lidos gerados. Em Cuiab\u00e1, n\u00e3o \u00e9 diferente. A constru\u00e7\u00e3o civil est\u00e1 \u00e0 procura de um aterro, um espa\u00e7o apropriado para acolher todos os res\u00edduos que precisam ser descartados dos seus canteiros de obras. <\/p>\n<p>Esta quest\u00e3o \u00e9 muito preocupante, tanto que vem sendo discutida em n\u00edvel nacional. Como exemplo, posso at\u00e9 citar o semin\u00e1rio \u0093Res\u00edduos S\u00f3lidos da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Civil: Destina\u00e7\u00e3o Ambiental Correta\u0094;, realizado em Bras\u00edlia no dia 22 de novembro de 2006. L\u00e1 se reuniram representantes da sociedade civil organizada, do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal e do setor empresarial. <\/p>\n<p>\u0093A gest\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos da constru\u00e7\u00e3o civil, al\u00e9m de depender da iniciativa do setor e investimento tecnol\u00f3gico, carece ainda de apoio pol\u00edtico, uma vez que a solu\u00e7\u00e3o definitiva ainda n\u00e3o foi encontrada\u0094;, afirmou a professora Raquel Blumenschein, titular da Universidade de Bras\u00edlia (UnB). O problema tamb\u00e9m acontece em Bras\u00edlia, a capital federal, local que deveria ser modelo para todos. <\/p>\n<p>Vale a pena ressaltar que em Cuiab\u00e1, apenas cerca de 20% dos entulhos s\u00e3o gerados pelo setor da constru\u00e7\u00e3o civil, os outros 80% do montante s\u00e3o gerados por auto-construtores. A maioria das pessoas acha que construir \u00e9 coisa simples. \u0093\u00c9 s\u00f3 contratar um bom pedreiro e est\u00e1 tudo certo. \u00c9 s\u00f3 uma reforminha mesmo\u0094;. <\/p>\n<p>Depois derruba uma parede aqui, constr\u00f3i uma \u00e1rea de lazer ali, faz o muro l\u00e1, e por a\u00ed vai. <\/p>\n<p>Quando um cidad\u00e3o passa por um terreno baldio e v\u00ea entulho jogado, a quem ele atribui a responsabilidade? Posso afirmar com certeza que n\u00e3o \u00e9 ao seu Jos\u00e9 que levantou mais um quarto no fundo do seu quintal. Ent\u00e3o eu pergunto: \u00e9 justo que as construtoras arquem com toda culpa? <\/p>\n<p>Em 5 de julho de 2002, foi criada a Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba. 307 pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente). A norma cria procedimentos e define responsabilidades, cujo principal objetivo \u00e9 criar solu\u00e7\u00f5es para resolver o problema dos res\u00edduos s\u00f3lidos. Apesar do prazo estabelecido para os munic\u00edpios se adequarem \u00e0 lei, o prazo venceu em janeiro de 2005. <\/p>\n<p>Aqui em Cuiab\u00e1, um projeto de lei elaborado por v\u00e1rios setores ligados a est\u00e1 \u00e1rea &#8211; dentro de uma s\u00e9rie de reuni\u00f5es coordenadas pelo consultor, arquiteto e urbanista Tarc\u00edsio de Paula Pinto &#8211; foi entregue ao prefeito Wilson Santos no dia 28 de abril de 2006, que por sua vez prometeu encaminh\u00e1-lo \u00e0 C\u00e2mara dos Vereadores para ser discutida e aprovada o mais breve poss\u00edvel. <\/p>\n<p>O objetivo maior da proposta \u00e9 estimular a correta destina\u00e7\u00e3o e sempre que poss\u00edvel fazer a reciclagem das sobras da constru\u00e7\u00e3o, podendo aproveit\u00e1-las na pr\u00f3pria obra. No tocante \u00e0s construtoras, as responsabilidades definidas na Resolu\u00e7\u00e3o 307, se corretamente atendidas, possibilita que os res\u00edduos s\u00f3lidos gerados nos canteiros de obras possam ser segregados no local pelos pr\u00f3prios oper\u00e1rios, estimulando a reciclagem desses res\u00edduos. <\/p>\n<p>Tal medida poderia trazer benef\u00edcios tamb\u00e9m para a sociedade, atrav\u00e9s da gera\u00e7\u00e3o de renda para cooperativas de catadores de vidro, pl\u00e1stico e papel, o que garante ainda mais a preserva\u00e7\u00e3o de recursos naturais n\u00e3o renov\u00e1veis. A resolu\u00e7\u00e3o \u00e9 bem clara no que se refere \u00e0s responsabilidades de cada setor. Entretanto para que ela funcione \u00e9 necess\u00e1rio que haja total integra\u00e7\u00e3o entre munic\u00edpio, construtoras e transportadores, pois apesar de cada setor possuir suas atribui\u00e7\u00f5es, um depende do outro. <\/p>\n<p>Entre as a\u00e7\u00f5es algumas promovidas pelo Sinduscon-MT, podemos citar a oferta de cursos de capacita\u00e7\u00e3o e treinamento como o \u0093Programa Colher na Massa\u0094;, \u0093Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Habitat (PBQP-H)\u0094; e uma s\u00e9rie de palestras referentes \u00e0s necessidades dos colaboradores do setor, ministradas pelo setor t\u00e9cnico e social. <\/p>\n<p>Os resultados alcan\u00e7ados por algumas construtoras, principalmente no que diz respeito \u00e0 segrega\u00e7\u00e3o do res\u00edduo e at\u00e9 a reciclagem no pr\u00f3prio canteiro, vem sendo extremamente positivo. Isso \u00e9 um demonstrativo de que as empresas s\u00f3 est\u00e3o aguardando um local adequado para que os res\u00edduos s\u00f3lidos que n\u00e3o podem ser aproveitados tenham, enfim, um local adequado para serem depositados. <\/p>\n<p>SHEILA RESCHETTI MARCON DE MESQUITA \u00e9 engenheira civil e coordenadora da \u00c1rea T\u00e9cnica do Sinduscon-MT <\/p>\n<p>sindusconmt.eng@terra.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 f\u00e1cil perceber que \u00e1reas de aterro s\u00e3o fontes de problemas em quase todas as cidades brasileiras. S\u00f3 a constru\u00e7\u00e3o civil \u00e9 respons\u00e1vel por cerca de 80% dos res\u00edduos s\u00f3lidos gerados. Em Cuiab\u00e1, n\u00e3o \u00e9 diferente. 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